A boa convivência entre povos e torcidas durante a recente Copa é citada por quem repudia torcida única em Gre-Nais. Concordo. E ainda entendo que dá para aproximar o exemplo de uma realidade vivida em nossas cidades.
Em milhões de casas e bares gaúchos, a torcida única é totalmente descartada. Gremistas e colorados ficam lado a lado para vibrar, chorar e, principalmente, trocar provocações. A flauta sempre vai aparecer. Essa semana, torcedores do Grêmio sofreram, assim como já deram sofrimento aos rivais em outras oportunidades.
Nos últimos dias, no entanto, um fato surgiu como novidade na esperança de evitar torcida única. Diante da estupidez de gremistas envolvendo a morte de Fernandão, houve repúdio de tricolores e colorados à atitude de extremo mau gosto registrada no Beira-Rio. A união e a solidariedade dos dois lados evidenciam que há um norte a ser seguido. Mostra que ambas as torcidas podem pensar de formas iguais e inclusive que uma viúva pode perdoar os agressores à memória do marido.
A manifestação de Fernanda Costa foi exemplar. Ela estava no estádio com os filhos no último domingo, presenciou a ignorância ao vivo e, mesmo assim, não aderiu ao mesmo nível do deplorável grito. A viúva de Fernandão perdoou: "É muito pequeno para dar valor".
A convivência sadia entre as torcidas nas casas, ruas e em bares gaúchos fazem de nossa rivalidade a mais admirada e invejada do Brasil. Todas as torcidas do país gostariam de ter um Gre-Nal. Não podemos deixar que alguns ignorantes, sem repressão pela justiça, acabem com o clássico. Por isso, o caso Fernandão traz uma nova esperança ao espetáculo.
Em vez de eliminar a dualidade nos estádios, autoridades e sociedade deveriam unir-se para eliminar os responsáveis pela violência. Na Turquia e na Grécia, a torcida única não impediu inclusive que clássicos fossem paralisados pela ignorância das invasões de campos. Em Minas Gerais, as organizadas seguem brigando nas ruas em dias de Atlético x Cruzeiro, mesmo que só um lado tenha acesso ao estádio.
A torcida única não inibirá atos violentos. A mobilização da sociedade contra a violência, sim. Ou será que a próxima medida será proibir que gremistas e colorados dividam bares, casas e ruas? Não tem como chegar a esse ponto.
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Em milhões de casas e bares gaúchos, a torcida única é totalmente descartada. Gremistas e colorados ficam lado a lado para vibrar, chorar e, principalmente, trocar provocações. A flauta sempre vai aparecer. Essa semana, torcedores do Grêmio sofreram, assim como já deram sofrimento aos rivais em outras oportunidades.
Nos últimos dias, no entanto, um fato surgiu como novidade na esperança de evitar torcida única. Diante da estupidez de gremistas envolvendo a morte de Fernandão, houve repúdio de tricolores e colorados à atitude de extremo mau gosto registrada no Beira-Rio. A união e a solidariedade dos dois lados evidenciam que há um norte a ser seguido. Mostra que ambas as torcidas podem pensar de formas iguais e inclusive que uma viúva pode perdoar os agressores à memória do marido.
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Em vez de eliminar a dualidade nos estádios, autoridades e sociedade deveriam unir-se para eliminar os responsáveis pela violência. Na Turquia e na Grécia, a torcida única não impediu inclusive que clássicos fossem paralisados pela ignorância das invasões de campos. Em Minas Gerais, as organizadas seguem brigando nas ruas em dias de Atlético x Cruzeiro, mesmo que só um lado tenha acesso ao estádio.
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