Foto: Montagem sobre fotos de Lucas Uebel/Grêmio e Diego Vara
O sempre atento colega Leonel Chaves alerta para um artigo precioso que o inglês Jonathan Wilson, uma referência internacional em análises táticas, publicou na revista World Soccer. Nele, Wilson fala sobre a "morte do centroavante". O início do texto traz um cenário que o torcedor da dupla Gre-Nal reconheceria como familiar.
O autor descreve a irritação do técnico do Arsenal, Arsène Wenger, diante de cobranças por conta do insucesso do clube na tentativa de contratar um centroavante. A razão para a busca infrutífera dos londrinos — e de gremistas e colorados — é simples: o centroavante clássico está em extinção.
Assim como lá não é fácil achar um nove dos antigos, aqui também não é. Repetimos que Inter e Grêmio precisam de um matador, mas gaguejamos quando perguntados sobre quem poderia ser esse jogador.
No futebol que diminuiu espaços até transformar em odisseia a tarefa de criar chances, todos têm de participar da construção das jogadas. Um time precisa de volantes com bom passe, de laterais que apoiem, de zagueiros que não se atrapalhem com a bola diante da pressão do atacante. Os meias, antes responsáveis únicos pela criação, necessitam de ajuda. E ela pode vir, também, do jogador mais avançado da equipe.
Messi encontrou lugar como falso nove com Guardiola, e abriu espaço para experiências similares pelo mundo. A Dupla tem jogadores prontos para cumprir a função. Luan teve sua melhor temporada no clube a partir da opção de Roger de avançá-lo. Vitinho não tem tanta experiência na função, mas possui todas as ferramentas para exercê-la: é rápido, se movimenta com intensidade e finaliza bem.
Então, por que não tentar? Por que não pensar a estratégia de contratações no início do ano sem a muleta da busca pelo 9? Grêmio e Inter iniciam 2016 sem o matador clássico, mas acredite, isso não é motivo para desespero. Talvez seja até algo a se comemorar.
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