Foto: Diego Vara / Agencia RBS
O Grêmio de hoje lembra em muito os governos federal e estadual. Em nome da sobrevivência financeira, é preciso fechar a torneira dos gastos. No Piratini, extinguem-se secretarias, adiam-se contratações de novos servidores, suspende-se a pensão vitalícia de governadores.
Em Brasília, o corte ameaça até o investimento na área social, bandeira original deste governo. Tudo em nome da responsabilidade fiscal.No caso do Grêmio, a palavra final é do CEO Gustavo Zanchi. Nenhum centavo é gasto sem a sua aprovação.
Ele cumpre bem o papel de organizar as finanças de um clube que, por gastos excessivos em anos anteriores, encaminhava-se para a insolvência, situação admitida recentemente pelo presidente Romildo Bolzan Júnior em entrevista a Zero Hora.
Tudo seria perfeito se não houvesse uma Libertadores no meio do caminho. E o torcedor, que sonha com o título para ver o clube disputar o Mundial no final do ano, sabe que, sem time forte, não terá a chance de comemorar. Torcedor, por vezes, é o guri mimado, que exige presente caro, desconhecendo que o dinheiro do pai, frequentemente, mal dá para colocar comida na mesa.
Na volta do Paraguai, Bolzan não teve tempo para repousar a cabeça no banco do avião e dormir algumas horas. Em sua cabeça, martelou o dilema de seguir nos trilhos da organização financeira ou abrir a carteira para contratar, sob pena de atrasar pagamentos já agendados.
Mal haverá tempo para a ceia de Natal com a família. Será o momento de pegar o celular e disparar ligações para investidores dispostos a ajudar o clube na vinda de reforços. Um deles, Celso Rigo, que contratou Giuliano em 2014, acompanhou a delegação a Assunção e deve ser procurado de novo.
O grupo difícil no qual o Grêmio caiu na Libertadores ampliou a necessidade de contratações. Numa competição tão difícil, não basta classificar-se. É preciso ficar nas primeiras colocações para enfrentar um adversário menos poderoso nas etapas de mata-mata.
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Em Brasília, o corte ameaça até o investimento na área social, bandeira original deste governo. Tudo em nome da responsabilidade fiscal.No caso do Grêmio, a palavra final é do CEO Gustavo Zanchi. Nenhum centavo é gasto sem a sua aprovação.
Ele cumpre bem o papel de organizar as finanças de um clube que, por gastos excessivos em anos anteriores, encaminhava-se para a insolvência, situação admitida recentemente pelo presidente Romildo Bolzan Júnior em entrevista a Zero Hora.
Tudo seria perfeito se não houvesse uma Libertadores no meio do caminho. E o torcedor, que sonha com o título para ver o clube disputar o Mundial no final do ano, sabe que, sem time forte, não terá a chance de comemorar. Torcedor, por vezes, é o guri mimado, que exige presente caro, desconhecendo que o dinheiro do pai, frequentemente, mal dá para colocar comida na mesa.
Na volta do Paraguai, Bolzan não teve tempo para repousar a cabeça no banco do avião e dormir algumas horas. Em sua cabeça, martelou o dilema de seguir nos trilhos da organização financeira ou abrir a carteira para contratar, sob pena de atrasar pagamentos já agendados.
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