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Legado da Copa renderia milhões para federações, mas crise fez Fifa suspender pagamento
A Fifa suspendeu o envio de dinheiro para a CBF que havia prometido como parte do "legado" que deixaria ao Brasil depois da Copa do Mundo. De acordo com o jornal "O Estado de S. Paulo", a entidade que comanda o futebol mundial faz novas auditorias nas contas e não existe um prazo para que os pagamentos voltem a ser feitos.
A decisão vem durante a maior crise de credibilidade da história da entidade, quando todas as contas e gastos nos últimos anos estão sendo revistos para tentar limpar a imagem da entidade. Dirigentes estão presos ou suspensos, entre eles Joseph Blatter, Jerome Valcke e José Maria Marin, todos responsáveis pelo acordo suspenso.
Com o dinheiro, a CBF deveria se responsabilizar pelo desenvolvimento do futebol nos 15 Estados que não receberam jogos da Copa do Mundo. Desde o final da Copa do Mundo, apenas US$ 8,7 milhões foram liberados. O Brasil recebeu apenas 0,2% da receita da Copa, de cerca de US$ 5 bilhões.
"Segundo a Fifa, tendo em vista os acontecimentos recentes, a entidade está totalmente dedicada na revisão de seus processos de 'compliance' financeiro. O presidente do Comitê de Auditoria e Compliance e o departamento jurídico da entidade optaram por interromper qualquer envio de recursos de projetos de desenvolvimento, onde o Projeto de Legado da Copa do Mundo se encaixa", disse a CBF ao jornal.
A Fifa também se resguarda. Não pretende enviar o dinheiro para uma entidade em que seus últimos três presidentes estão indiciados pelo FBI por conta de suspeitas de participação em pagamento e recebimento de propinas que somam mais de R$ 200 milhões. Marco Polo Del Nero está licenciado do cargo, José Maria Marin preso em Nova York e Ricardo Teixeira banido do futebol.
De acordo com a CBF, informa o jornal, US$ 3,3 milhões do fundo da Fifa foram usados para construir centros de treinamentos. Porto Velho, em Rondônia, já tem um terreno comprado. Em Palmas, no Tocantins, um outro terreno de 40 mil metros quadrados foi comprado, mas nenhuma obra foi inciada. Segundo a Fifa, a CBF ainda procura terrenos em Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba, Roraima e Santa Catarina.
Relembre o caso
Em janeiro de 2015, em coletiva de imprensa na Arena Corinthians para o anúncio do acordo entre Fifa e CBF, Valcke fez um belo discurso.
“Estamos trabalhando duro para cumprir o acordo de continuarmos presentes no Brasil, após a Copa do Mundo. Não ir embora, como disse parte da mídia. Isso não é verdade. A Fifa está comprometida em apoiar e desenvolver o futebol nos lugares onde organiza seus eventos”, disse o dirigente.
Reuters
Valcke foi responsável pelo anúncio do acordo entre a Fifa e a CBF para o repasse de dinheiro
Valcke está afastado da Fifa desde setembro, acusado de participação em um esquema de venda ilegal de ingressos na Copa. Ele teria ficado com 50% do lucro da comercialização de 11 mil ingressos de partidas no Brasil em 2014.
Em janeiro, falou da lisura do processo de repasse do dinheiro da Fifa para a CBF. “No passado, seria possível usar os recursos sem aprovação da Fifa. Hoje, isso é impossível. Todo dinheiro repassado pela Fifa é submetido a regulamentações claras e acompanhado para ser usado da maneira correta”.
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A decisão vem durante a maior crise de credibilidade da história da entidade, quando todas as contas e gastos nos últimos anos estão sendo revistos para tentar limpar a imagem da entidade. Dirigentes estão presos ou suspensos, entre eles Joseph Blatter, Jerome Valcke e José Maria Marin, todos responsáveis pelo acordo suspenso.
Com o dinheiro, a CBF deveria se responsabilizar pelo desenvolvimento do futebol nos 15 Estados que não receberam jogos da Copa do Mundo. Desde o final da Copa do Mundo, apenas US$ 8,7 milhões foram liberados. O Brasil recebeu apenas 0,2% da receita da Copa, de cerca de US$ 5 bilhões.
"Segundo a Fifa, tendo em vista os acontecimentos recentes, a entidade está totalmente dedicada na revisão de seus processos de 'compliance' financeiro. O presidente do Comitê de Auditoria e Compliance e o departamento jurídico da entidade optaram por interromper qualquer envio de recursos de projetos de desenvolvimento, onde o Projeto de Legado da Copa do Mundo se encaixa", disse a CBF ao jornal.
A Fifa também se resguarda. Não pretende enviar o dinheiro para uma entidade em que seus últimos três presidentes estão indiciados pelo FBI por conta de suspeitas de participação em pagamento e recebimento de propinas que somam mais de R$ 200 milhões. Marco Polo Del Nero está licenciado do cargo, José Maria Marin preso em Nova York e Ricardo Teixeira banido do futebol.
De acordo com a CBF, informa o jornal, US$ 3,3 milhões do fundo da Fifa foram usados para construir centros de treinamentos. Porto Velho, em Rondônia, já tem um terreno comprado. Em Palmas, no Tocantins, um outro terreno de 40 mil metros quadrados foi comprado, mas nenhuma obra foi inciada. Segundo a Fifa, a CBF ainda procura terrenos em Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba, Roraima e Santa Catarina.
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Em janeiro de 2015, em coletiva de imprensa na Arena Corinthians para o anúncio do acordo entre Fifa e CBF, Valcke fez um belo discurso.
“Estamos trabalhando duro para cumprir o acordo de continuarmos presentes no Brasil, após a Copa do Mundo. Não ir embora, como disse parte da mídia. Isso não é verdade. A Fifa está comprometida em apoiar e desenvolver o futebol nos lugares onde organiza seus eventos”, disse o dirigente.
Reuters Valcke foi responsável pelo anúncio do acordo entre a Fifa e a CBF para o repasse de dinheiro
Valcke está afastado da Fifa desde setembro, acusado de participação em um esquema de venda ilegal de ingressos na Copa. Ele teria ficado com 50% do lucro da comercialização de 11 mil ingressos de partidas no Brasil em 2014.
Em janeiro, falou da lisura do processo de repasse do dinheiro da Fifa para a CBF. “No passado, seria possível usar os recursos sem aprovação da Fifa. Hoje, isso é impossível. Todo dinheiro repassado pela Fifa é submetido a regulamentações claras e acompanhado para ser usado da maneira correta”.
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