Sérgio Corrêa afirma que o controle dos atletas que podem atuar é dos clubes (Foto: André Durão)
Joga ou não joga? Eis uma questão que diz respeito não só aos técnicos, mas também aos departamentos jurídicos, que precisam comunicar se há alguma pendência com os jogadores. Na tentativa de ajudar os clubes a não escalarem atletas sem condições de jogo, a CBF está implantando um sistema para que os árbitros façam um alerta, antes do início da partida, sobre quem pode ou não atuar - por suspensão ou por não estar com contrato em vigor, entre outras questões. A medida vale para as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.
O Brasileiro do ano passado registrou uma mudança na zona de rebaixamento depois da 38ª rodada justamente por causa da escalação de dois jogadores sem condições: Héverton, da Portuguesa, e André Santos, do Flamengo. O Fluminense, que havia terminado em 17º, beneficiou-se dos erros dos concorrentes e ganhou duas posições. O Rubro-Negro caiu para 16º, e a Lusa, para 17º.
Para que o chamado relatório de restrições seja utilizado, no entanto, é preciso que os estádios tenham um bom sinal de internet e que os árbitros tenham laptop para envio e recebimento de dados. Os clubes são obrigados a entregar a relação dos jogadores ao quarto árbitro até uma hora antes de a bola rolar, para que o juiz tenha tempo necessário de colocar os nomes no sistema e avisar os clubes, em caso de irregularidade.

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, afirmou que o controle dos jogadores que podem entrar em campo continua sendo uma tarefa dos clubes, que podem verificar isso com antecedência, já que têm acesso ao sistema.
- Não é uma obrigação, mas, sim, um serviço a mais que os árbitros estão fazendo. O sistema ainda está sendo testado. Em São Paulo, não há mais súmula de papel, mas infelizmente nem todos os estádios do Brasil têm sinal de internet. Não é problema da CBF. Por isso, os clubes precisam estar organizados. No clássico entre Flamengo e Botafogo, por exemplo, o árbitro Wilton Pereira Sampaio avisou aos dirigentes alvinegros que Emerson e Edilson estariam sem condições de jogo por terem pendências no STJD. No entanto, como os dirigentes estavam atualizados sobre a situação dos jogadores, perceberam que poderia ser um erro do sistema e assinaram um termo de responsabilidade que foi anexado à súmula, autorizando a escalação.

O comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho, da TV Globo, não aprova a medida. Ele argumenta que os árbitros já têm muitas preocupações e não deveriam receber mais esta atribuição.
- Eu acho um absurdo entregar para o árbitro esta responsabilidade. Este é mais um assunto meramente administrativo, que deveria ser tratado pela CBF juntamente com os clubes e, no máximo, pelo delegado da partida, mas nunca pelo árbitro, que já tem um monte de preocupações. A função do árbitro deve ser apitar bem o jogo para o qual foi escalado. O árbitro não é obrigado a saber quem está suspenso ou quem está pendurado com dois cartões.
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O Brasileiro do ano passado registrou uma mudança na zona de rebaixamento depois da 38ª rodada justamente por causa da escalação de dois jogadores sem condições: Héverton, da Portuguesa, e André Santos, do Flamengo. O Fluminense, que havia terminado em 17º, beneficiou-se dos erros dos concorrentes e ganhou duas posições. O Rubro-Negro caiu para 16º, e a Lusa, para 17º.
Para que o chamado relatório de restrições seja utilizado, no entanto, é preciso que os estádios tenham um bom sinal de internet e que os árbitros tenham laptop para envio e recebimento de dados. Os clubes são obrigados a entregar a relação dos jogadores ao quarto árbitro até uma hora antes de a bola rolar, para que o juiz tenha tempo necessário de colocar os nomes no sistema e avisar os clubes, em caso de irregularidade.

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, afirmou que o controle dos jogadores que podem entrar em campo continua sendo uma tarefa dos clubes, que podem verificar isso com antecedência, já que têm acesso ao sistema.
- Não é uma obrigação, mas, sim, um serviço a mais que os árbitros estão fazendo. O sistema ainda está sendo testado. Em São Paulo, não há mais súmula de papel, mas infelizmente nem todos os estádios do Brasil têm sinal de internet. Não é problema da CBF. Por isso, os clubes precisam estar organizados. No clássico entre Flamengo e Botafogo, por exemplo, o árbitro Wilton Pereira Sampaio avisou aos dirigentes alvinegros que Emerson e Edilson estariam sem condições de jogo por terem pendências no STJD. No entanto, como os dirigentes estavam atualizados sobre a situação dos jogadores, perceberam que poderia ser um erro do sistema e assinaram um termo de responsabilidade que foi anexado à súmula, autorizando a escalação.

O comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho, da TV Globo, não aprova a medida. Ele argumenta que os árbitros já têm muitas preocupações e não deveriam receber mais esta atribuição.
- Eu acho um absurdo entregar para o árbitro esta responsabilidade. Este é mais um assunto meramente administrativo, que deveria ser tratado pela CBF juntamente com os clubes e, no máximo, pelo delegado da partida, mas nunca pelo árbitro, que já tem um monte de preocupações. A função do árbitro deve ser apitar bem o jogo para o qual foi escalado. O árbitro não é obrigado a saber quem está suspenso ou quem está pendurado com dois cartões.
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