Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
Armador à moda antiga, pifador, cerebral. As definições variam. Todas elas, porém, valorizam as virtudes de Douglas, o camisa 10 que o Grêmio trata de preservar para a campanha da Libertadores de 2016. Quase uma espécie em extinção em um esporte em que a superação física impera, o meia ainda representa o diferencial técnico no time de Roger Machado.
Por isso, o Grêmio preocupa-se em recompensar seu bom desempenho em 2015. Sua renovação de contrato por 18 meses, próxima de ser confirmada, surge como um prêmio ao jogador que, ao lado de Giuliano, é quem mais atuou no grupo este ano: fez 57 partidas.
Seu rendimento, de fato, é invejável para um jogador de 33 anos. E só foi possível graças ao programa especial desenvolvido pela comissão técnica. O meia fez trabalhos específicos para prevenir lesões musculares e para reforçar a força e potência. Segundo o preparador físico Rogério Dias, a entrega do camisa 10 é um exemplo para os colegas de grupo.
— Três vezes por semana, ele chega mais cedo para trabalhar na sala de musculação — diz Rogério.
Outro motivo para a evolução de Douglas foi a mudança de posicionamento a partir da chegada de Roger Machado. Antes, com Felipão, que indicou sua contratação no início do ano, atuava um pouco mais recuado, longe do gol. E até virou reserva no início do Brasileirão. Com o novo treinador, foi beneficiado pela fixação de Luan como "falso 9" no ataque.
Assim, o meia atua mais próximo da área e, aliado à intensa movimentação do atacante, ajuda a abrir as defesas adversárias com lançamentos precisos. Um especialista na função, o ex-meia Alex, de passagens por Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo e Coritiba, que enfrentou Douglas quando atuava pelo Fenerbahçe na Turquia (em 2006/2007, Douglas defendia o Rizespor), entende que o gremista é um dos últimos brasileiros que desempenham a função de articulação com competência.
— Às vezes, pegam no pé porque é o tipo do 10 que não participa muito da marcação. Só que o Douglas obriga o adversário a se preocupar com ele. Ele faz o time jogar. Há poucos jogadores desse estilo no país, mas ainda há espaço. Quando está bem condicionado e o treinador possui o entendimento do jogador que tem na mão, pode render muito — avalia Alex.
A qualidade no passe é outra especialidade de Douglas. O meia já deu 10 assistências para gol em 2015. Além disso, é o terceiro jogador que mais fez gols pela equipe no ano: 10. Está atrás somente de Luan, com 16, e Giuliano, com 11. Na avaliação de Tcheco, ex-meia gremista, hoje técnico do sub-23 do Coritiba, Douglas é peça fundamental na equipe de Roger Machado.
— É um armador clássico. É quem pode fazer a diferença em determinados momentos. Gostaria de tê-lo no meu time — elogia o ex-ídolo gremista.
No entendimento do técnico Paulo César Carpegiani, hoje sem clube, Douglas evoluiu por atuar com jogadores velozes, como Luan, Everton e Pedro Rocha. Assim, a equipe não só tem cadência, mas também objetividade.
— No Brasil, jogadores como Douglas atuam numa posição só. Precisam de companheiros que executem outras funções que ele não faz. O treinador precisa saber usá-lo compensando com jogadores de outras características — interpreta Carpegiani, reconhecido como um dos melhores jogadores dessa função no futebol brasileiro.
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Armador à moda antiga, pifador, cerebral. As definições variam. Todas elas, porém, valorizam as virtudes de Douglas, o camisa 10 que o Grêmio trata de preservar para a campanha da Libertadores de 2016. Quase uma espécie em extinção em um esporte em que a superação física impera, o meia ainda representa o diferencial técnico no time de Roger Machado.
Por isso, o Grêmio preocupa-se em recompensar seu bom desempenho em 2015. Sua renovação de contrato por 18 meses, próxima de ser confirmada, surge como um prêmio ao jogador que, ao lado de Giuliano, é quem mais atuou no grupo este ano: fez 57 partidas.
Seu rendimento, de fato, é invejável para um jogador de 33 anos. E só foi possível graças ao programa especial desenvolvido pela comissão técnica. O meia fez trabalhos específicos para prevenir lesões musculares e para reforçar a força e potência. Segundo o preparador físico Rogério Dias, a entrega do camisa 10 é um exemplo para os colegas de grupo.
— Três vezes por semana, ele chega mais cedo para trabalhar na sala de musculação — diz Rogério.
Outro motivo para a evolução de Douglas foi a mudança de posicionamento a partir da chegada de Roger Machado. Antes, com Felipão, que indicou sua contratação no início do ano, atuava um pouco mais recuado, longe do gol. E até virou reserva no início do Brasileirão. Com o novo treinador, foi beneficiado pela fixação de Luan como "falso 9" no ataque.
Assim, o meia atua mais próximo da área e, aliado à intensa movimentação do atacante, ajuda a abrir as defesas adversárias com lançamentos precisos. Um especialista na função, o ex-meia Alex, de passagens por Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo e Coritiba, que enfrentou Douglas quando atuava pelo Fenerbahçe na Turquia (em 2006/2007, Douglas defendia o Rizespor), entende que o gremista é um dos últimos brasileiros que desempenham a função de articulação com competência.
— Às vezes, pegam no pé porque é o tipo do 10 que não participa muito da marcação. Só que o Douglas obriga o adversário a se preocupar com ele. Ele faz o time jogar. Há poucos jogadores desse estilo no país, mas ainda há espaço. Quando está bem condicionado e o treinador possui o entendimento do jogador que tem na mão, pode render muito — avalia Alex.
A qualidade no passe é outra especialidade de Douglas. O meia já deu 10 assistências para gol em 2015. Além disso, é o terceiro jogador que mais fez gols pela equipe no ano: 10. Está atrás somente de Luan, com 16, e Giuliano, com 11. Na avaliação de Tcheco, ex-meia gremista, hoje técnico do sub-23 do Coritiba, Douglas é peça fundamental na equipe de Roger Machado.
— É um armador clássico. É quem pode fazer a diferença em determinados momentos. Gostaria de tê-lo no meu time — elogia o ex-ídolo gremista.
No entendimento do técnico Paulo César Carpegiani, hoje sem clube, Douglas evoluiu por atuar com jogadores velozes, como Luan, Everton e Pedro Rocha. Assim, a equipe não só tem cadência, mas também objetividade.
— No Brasil, jogadores como Douglas atuam numa posição só. Precisam de companheiros que executem outras funções que ele não faz. O treinador precisa saber usá-lo compensando com jogadores de outras características — interpreta Carpegiani, reconhecido como um dos melhores jogadores dessa função no futebol brasileiro.
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