GRÊMIO SOB ALERTA! Novas contratações dependerão de aval da ANRESF
Clube apresentou plano de pagamento de R$ 16 milhões a credores e terá novas exigências financeiras.

O Grêmio passou a ter suas novas contratações condicionadas à aprovação da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), em meio às regras do fair-play financeiro. A medida foi adotada após o clube apresentar um plano de pagamento coletivo de R$ 16 milhões aos credores junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).





Na prática, a decisão não impede o Grêmio de inscrever novos jogadores, mas exige uma autorização prévia da ANRESF. O órgão busca garantir que os clubes mantenham o equilíbrio das contas e respeitem os limites estabelecidos para os gastos com o futebol. A direção gremista, por sua vez, afirma estar de acordo com as exigências e não vê impacto imediato, já que não pretende fazer novas contratações nesta janela.



O bloqueio preventivo tem como objetivo evitar que o clube comprometa valores superiores às receitas obtidas com a venda de jogadores. Além disso, a folha salarial não poderá ultrapassar a média registrada nos seis meses anteriores ao evento de insolvência. Segundo os dados apresentados pelo Grêmio, o clube já arrecadou R$ 167 milhões com transferências em 2026, valor superior aos gastos realizados até o momento.



Para voltar a ter liberdade nas contratações, o Grêmio terá de comprovar que possui saldo positivo com receitas de transferências e que seus investimentos permanecem dentro do limite arrecadado. Paralelamente, o clube discute com a ANRESF um acordo de reestruturação, que deverá incluir projeções financeiras e medidas para o saneamento do departamento de futebol.



O prazo previsto para a conclusão desse acordo é de até 60 dias. Já o plano apresentado à CNRD terá um período de aprovação de 90 dias. Os dois processos devem ser concluídos antes da próxima janela de transferências, aumentando a importância de uma rápida adequação às exigências.





As normas de fair-play financeiro estabelecem que os clubes das Séries A e B apresentem suas dívidas em três períodos diferentes ao longo do ano. A ANRESF trabalha com a expectativa de que as pendências financeiras sejam regularizadas até o fim de novembro de 2026, evitando punições mais severas para novos débitos contraídos a partir de janeiro.



O São Paulo também pode enfrentar uma situação semelhante. O clube recebeu uma advertência da ANRESF por causa de uma dívida com o Novorizontino envolvendo a transferência do jogador Djhordney. O episódio reforça a pressão sobre os clubes brasileiros para manterem maior controle financeiro e evitarem novas restrições.



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