"Nunca vivi com fantasmas": pressionado, Luís Castro responde torcida sobre Renato Gaúcho após eliminação do Grêmio

Treinador português quebrou o silêncio após a queda para o Bolívar, comentou os gritos pelo retorno de Renato Gaúcho e voltou a defender o trabalho realizado no Tricolor.


Fonte: GrêmioAvalanche

Nunca vivi com fantasmas: pressionado, Luís Castro responde torcida sobre Renato Gaúcho após eliminação do Grêmio

A eliminação do Grêmio para o Bolívar nos playoffs da Copa Sul-Americana aumentou ainda mais a pressão sobre Luís Castro. Após a derrota por 1 a 0 na Arena, resultado que decretou a queda do Tricolor com 4 a 2 no placar agregado, parte da torcida voltou a pedir o retorno de Renato Gaúcho durante a partida.





Na entrevista coletiva, o treinador português foi questionado sobre os gritos vindos das arquibancadas e respondeu de forma direta. Sem entrar em comparações, Luís Castro fez questão de elogiar Renato, mas deixou claro que seu foco continua sendo o trabalho no Grêmio.

"Nunca vivi com fantasmas", diz Luís Castro

"Me referir ao Renato é me referir a um ídolo do Grêmio. É normal que um ídolo seja saudado, é normal que esteja presente na cabeça dos torcedores sempre. Mas nunca vivi minha vida com fantasmas. Vivo eu virado para os meus jogadores e minha consciência. Não tenho mais comentário a fazer senão dizer parabéns ao Renato por tudo que fez no Grêmio", afirmou.

A declaração repercutiu rapidamente entre os torcedores nas redes sociais, onde o nome de Renato Portaluppi voltou a ser um dos assuntos mais comentados após a eliminação continental.





Treinador defende permanência e trabalho

Apesar do momento delicado, Luís Castro garantiu que continua tranquilo em relação ao seu trabalho e afirmou que sua permanência no cargo é consequência da dedicação diária.

"O que justifica a minha permanência aqui é o fato de eu trabalhar todos os dias de forma digna e honesta", declarou o comandante gremista.

O treinador também saiu em defesa do elenco. Segundo ele, os números da partida mostram que a equipe criou oportunidades suficientes para conseguir a classificação.

"O grupo do Grêmio entrou em campo e teve 65% de posse de bola, 11 escanteios e 31 finalizações, a maioria dentro da área, com chances claras. Defendo sempre os meus jogadores e são pessoas dignas."

"As vaias foram todas para mim"

Luís Castro ainda afirmou que a torcida direcionou toda a insatisfação para ele, preservando os atletas durante o confronto.

"As vaias foram para mim. Não foram para os jogadores. Não houve vaias para os jogadores. As vaias foram todas para o Luís Castro. Os jogadores deram tudo deles e a torcida reconheceu isso e apoiou ao longo de todo o jogo", disse.

Prioridade agora é a temporada nacional

Ao lamentar a eliminação para o Bolívar, o treinador reconheceu a frustração, mas destacou que o Grêmio precisa virar a chave rapidamente.

"Queríamos continuar na Sul-Americana, mas sabíamos claramente que a nossa prioridade era o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil."

Agora, Luís Castro tenta recuperar a confiança da torcida e manter o Grêmio vivo nas competições nacionais. A pressão sobre o treinador aumentou após a eliminação, mas a diretoria segue demonstrando respaldo ao trabalho do português, que terá a missão de reagir rapidamente para evitar uma crise ainda maior.



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