Grêmio enfrenta o Riestra na Sul-Americana com escalação em aberto e possível virada tática de Castro
O Grêmio chega para o confronto diante do Deportivo Riestra, pela Copa Sul-Americana, carregando algo que nenhum torcedor aprecia véspera de jogo decisivo: incerteza. Não a incerteza comum do resultado em campo, mas uma dúvida ainda mais profunda, que começa muito antes do apito inicial e diz respeito à própria identidade tática do time que o técnico Luís Castro vai colocar em campo. Com apenas um treino disponível para preparar a equipe antes da partida fora de casa, o treinador português tem testado alternativas, avaliado o estado físico de seus jogadores e, por ora, mantém o mistério absoluto sobre a formação titular.
A janela de dúvidas se abriu de vez após o empate sem gols diante do Athletico-PR, quando o Tricolor Gaúcho adotou pela primeira vez sob o comando de Castro o sistema com três zagueiros. A mudança não foi uma escolha puramente estratégica, mas sim uma resposta às circunstâncias: desfalques em diferentes setores obrigaram o técnico a reorganizar o quebra-cabeça humano que tinha à disposição. O resultado, um empate magro sem gols, não foi suficiente para cravar o novo modelo como definitivo. Pelo contrário, reacendeu o debate dentro do próprio clube sobre qual é o melhor caminho tático para o momento.
Entre as alternativas consideradas pela comissão técnica, a mais tradicional é o retorno ao esquema com dois volantes e um meia centralizado, formação com a qual o elenco tem mais tempo de trabalho e entrosamento. Essa possibilidade ganhou força especialmente pela forma como o meia Gabriel Mec atuou na última partida, sendo utilizado pelos lados do campo em vez de centralizado, função que não parece ser a mais natural para o jogador. Reposicioná-lo pode ser tanto uma necessidade quanto uma melhoria no rendimento coletivo.
Há ainda uma terceira via sendo considerada: o uso de três volantes, o que daria mais proteção ao setor intermediário e ajudaria a equilibrar o time em um confronto que será disputado em território adversário. No entanto, essa opção esbarra em um problema concreto e preocupante: a ausência do volante Arthur, que está lesionado e fora da partida, reduz drasticamente as opções de qualidade nessa posição. Para completar o cenário de dificuldades, Nardoni precisará ser reavaliado pelo departamento médico após sentir dores, e sua participação ainda é incerta. Nesse contexto, Dodi e Noriega surgem como as alternativas disponíveis para recompor e dar equilíbrio ao meio-campo gremista.
Na linha defensiva, o cenário é um pouco mais favorável. Caso Castro decida manter os três zagueiros, o Grêmio terá de volta o zagueiro Viery, que cumpriu suspensão automática e está liberado para jogar. A disputa por uma vaga no setor promete ser acirrada, com Wagner Leonardo e Balbuena brigando pela posição ao lado dos titulares. A concorrência saudável é positiva, mas a decisão final cabe ao treinador, que terá de equilibrar forma física, entrosamento e características táticas antes de definir seus escolhidos.
No setor ofensivo, uma boa notícia: o centroavante Carlos Vinícius está de volta e ficará à disposição de Castro para o duelo. O retorno do camisa 9 amplia as opções de ataque e dá ao treinador a possibilidade de montar uma linha ofensiva mais encorpada e referenciada. Com Enamorado e Willian também figurando entre os cotados para o time, a criatividade e a velocidade no setor de criação devem ser as apostas do Tricolor para desestabilizar a defesa adversária.
A provável escalação que circula nos bastidores do clube aponta para: Weverton; Pavón, Gustavo Martins, Viery e Pedro Gabriel; Pérez, Noriega, Mec, Enamorado e Willian (ou Wagner Leonardo ou Dodi); Carlos Vinícius. Mas é preciso reforçar: trata-se de uma projeção sujeita a revisões. Com tão pouco tempo de treino e tantas variáveis em aberto, qualquer mudança de última hora é possível — e até esperada.
O que está claro é que o Grêmio precisará de uma atuação precisa, organizada e eficiente para superar o Deportivo Riestra em casa e avançar na Copa Sul-Americana. Jogar fora, com a equipe em construção tática e com desfalques importantes, é um desafio que exigirá o máximo de cada atleta e a melhor versão do técnico Luís Castro na hora de tomar decisões dentro e fora de campo.
Essa é uma daquelas partidas que pode definir os rumos da temporada continental do Grêmio. Com tantas dúvidas, retornos importantes e um técnico que gosta de surpreender, o jogo promete emoção do primeiro ao último minuto. Fique ligado em todas as atualizações, da escalação definitiva ao apito final, e acompanhe cada capítulo dessa batalha gremista na Copa Sul-Americana. O Tricolor precisa de você! ?????
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