Mesmo muito prejudicado por ausências de titulares importantes, o Bahia teve uma de suas melhores atuações do campeonato na noite deste domingo, na Fonte Nova. De forma incontestável bateu o Grêmio por 4x0. Mostrou desempenho linear, muito diferente das oscilações que apresentou em outras exibições da competição. O Esquadrão manteve a sexta posição e está empatado em pontos com o Botafogo(5º colocado), mas tem um jogo a menos que o time carioca. Há algumas rodadas o Grêmio não era dominado de forma tão contundente por um adversário, mas o cenário acabou dando um choque de realidade e relembrando o nível de futebol dos gaúchos, além das aspirações possíveis na competição. Escalações Rogério Ceni seguiu com os desfalques de Caio Alexandre, Luciano Juba, Everton Ribeiro e Erick Pulga. Acevedo foi mantido no meio. Iago Borduchi foi o lateral-esquerdo, Michel Araújo recebeu chance no meio e Tiago partiu da ponta-esquerda. Gilberto voltou ao time. Mano Menezes não teve Tiago Volpi, Arthur, Dodi, Alysson e André Henrique. Gabriel Grando foi mantido na meta. Cuellar e Noriega formaram a dupla de volantes e Gustavo Martins compôs a zaga com Kannemann. Na ponta-esquerda, Aravena foi o titular e Amuzu começou no banco de reservas.
Não ter o melhor foco defensivo nos primeiros minutos de um jogo contra o Bahia na Arena Fonte Nova não costuma ser um bom negócio. E o Grêmio demorou muito pouco para aprender essa lição. Mais precisamente dez minutos. Período suficiente para levar dois gols e comprometer bastante qualquer chance de pontuar em Salvador. Ademir começou a mostrar que infernizaria o lado esquerdo da defesa gremista bem cedo. Logo aos três minutos recebeu de Michel Araújo em contragolpe pela direita e cruzou rasteiro para Iago Borduchi marcar. Marlon e Kannemann não conseguiram deter o camisa 7 do Esquadrão, algo que aconteceria com alguma frequência ao longo do jogo. Desta vez o time de Ceni teve em Iago Borduchi a figura de um lateral que avançava mais aberto pela esquerda, algo que não ocorre com o titular Juba. Esse movimento liberava diagonais de Tiago para o centro da defesa gremista, gerando dúvidas e desencaixes nos gaúchos. Acevedo, Jean Lucas e Michel Araújo também eram dominantes perante Noriega, Cuellar e Edenílson. Sobravam fisicamente.
Willian José marcou um golaço aos nove minutos e ampliou a vantagem anfitriã no placar. Boa jogada com Michel Araújo pela faixa central. Kannemann demorou a reagir no lance mais uma vez. Marcos Rocha saiu lesionado ainda na metade do 1º tempo. Camilo entrou. Noriega passou para a zaga e Gustavo Martins para a lateral-direita. O Imortal encaixou algumas boas saídas com Marlon pelo lado esquerdo nos primeiros minutos, mas acabou sufocado com o ganho de confiança e intensidade que o Bahia a medida que marcava seus gols. Reagiu bem em transições defensivas que retomavam a bola rapidamente a mantinham na intermediária rival. Jean Lucas e Ademir finalizaram com algum perigo na sequência da 1ª etapa. Grando trabalhou bem nos arremates, mas quase foi batido novamente, desta vez por Tiago, que escorou a ajeitada de David Duarte em bola aérea. Carlos Vinícius, que lutava muito para tentar levar o Grêmio ao ataque, salvou em cima da linha.
Mano tirou Aravena e colocou Amuzu para a 2ª etapa. Camilo chegou a chutar com algum perigo da entrada da área no novo tempo, mas engana-se quem pensa que o Tricolor tirou o pé do acelerador. Tiago elevou ainda mais a sua participação em boas jogadas pela esquerda. Se associou com Jean Lucas e Willian José ao conduzir na direção da área. Só não marcou por um milagre de Gabriel Grando. Ademir e Acevedo mantiveram-se em altíssimo nível e construíram um contragolpe que terminou em chance clara perdida por Michel Araújo. A insistência baiana não demorou a gerar o terceiro gol. Willian José fez as ''vezes'' de lateral ao receber pela direita em rebote de escanteio e cruzou com perfeição para David Duarte marcar um lindo gol de cabeça.
Por fim, Kannemann voltou a falhar ao tentar proteger uma bola para a saída de Gabriel Grando após trama entre Rodrigo Nestor, Cauly e Kayky. Nestor foi mais esperto que o zagueiro argentino e deu números finais a goleada nos acréscimos.
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