Kalil está por trás da 'revolução' no futebol nacional
O maior temor da CBF está prestes a se tornar a realidade: a Liga Sul-Minas-Rio pode, antes mesmo do que se esperava, se assumir como Liga Nacional. A entidade se reúne nesta quinta-feira, em Curitiba, e discutirá a entrada de novos membros. Atualmente formada por 15 clubes-fundadores, ela tem no seu comando o ex-presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, que ocupa o cargo de CEO.
Kalil voltará a se encontrar com Marco Polo Del Nero na próxima sexta-feira, no Rio de Janeiro.
O executivo, que cedeu um de seus imóveis para estabelecer a sede da Sul-Minas-Rio, em Belo Horizonte, deverá chegar para a nova de rodada de conversas ainda mais fortalecido.
Mais times o procuraram com interesse em aderir o campeonato.
O cruzeirense Gilvan de Pinho Tavares, com mandato temporário até dezembro, também foi abordado nos últimos dias. O Goiás, dentre outros, enviou para o mandatário celeste um ofício confirmando o seu interesse em disputar a competição.
"Na semana passada, mandamos uma carta de intenção endereçada ao Gilvan, que está tomando conta disso ao lado do Kalil nessa primeira instância, declarando o nosso desejo de se juntar a eles", confirma o presidente esmeraldino Sérgio Rassi ao ESPN.com.br.
Ele não está sozinho.
O Santos, mesmo com contrato recém-renovado no Paulistão, foi atrás de mais informações também. Existem ainda outras equipes menores que se encontram em compasso de espera.
"Esse é um dos pontos que vamos conversar amanhã (nesta quinta-feira)", afirma Gilvan.
"Recebemos o interesse de diversos clubes e a gente quer debater isso para ver se aceitamos agora ou não. Acredito que a competição em 2016 não comporta mais participantes do que imaginamos, será um torneio mais curto, é um ano atípico, calendário apertado com Olimpíada, mas, para 2017 em diante, a gente pode, sim, crescer mais", completa.
Nem todos seus membros terão a chance de disputar a primeira edição da Liga Sul-Minas-Rio, ou Liga Primeira, na verdade. Com apenas seis datas disponíveis, apenas 10 dos 15 fundadores entrariam em 2016. América-MG, Chapecoense, Avaí, Joinville e Paraná ficariam de fora.
Atenta ao fortalecimento da entidade e a uma possível mudança no calendário, a Rede Globo está procurando os clubes para se antecipar e renovar o contrato de transmissão do Brasileiro até 2020. O executivo de esportes Marcelo Campos Pinto esteve ontem, em Salvador, conversando com Bahia e Vitória.
"Nós tivemos uma conversa preliminar, mas não ficamos satisfeitos com o que ouvimos. A proposta para prorrogar o acordo não vem acompanhada por luvas como a de 2012", diz Gilvan Tavares.
Outros times também disseram 'não' à emissora, num primeiro momento.
Na semana passada, em visita a Del Nero, os dirigentes da Sul-Minas-Rio fizeram um pedido especial antes de entrar em sua sala: não queriam que Marcelo Campos Pinto, que também se encontrava no prédio, participasse da discussão.
A Liga é formada atualmente por América-MG, Avaí, Atlético-MG, Atlético-PR, Chapecoense, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, Figueirense, Fluminense, Flamengo, Internacional, Joinville, Grêmio e Paraná.
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Na semana passada, em visita a Del Nero, os dirigentes da Sul-Minas-Rio fizeram um pedido especial antes de entrar em sua sala: não queriam que Marcelo Campos Pinto, que também se encontrava no prédio, participasse da discussão.
A Liga é formada atualmente por América-MG, Avaí, Atlético-MG, Atlético-PR, Chapecoense, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, Figueirense, Fluminense, Flamengo, Internacional, Joinville, Grêmio e Paraná.
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