O sentimento é dividido. Diria que até meio estranho. Afinal, empatar na partida de ida não é ruim. Definitivamente, não é um resultado ruim. Porém, olhando o que foi o jogo, sabendo que teve um segundo tempo inteiro com um jogador a mais, vendo as oportunidades claras perdidas (com Villa e Arezo), mais o fato de ter levado com um gol (por sorte, anulado) de um lançamento do goleiro, é de se repensar, refletir e avaliar. Bom, a primeira grande notícia foi que Renato colocou força máxima. Sim; acredite, tinha gente vazando que poderiam preservar, pensando no Brasileirão. Aí, não; né? Aí, complica. A única (pequena) chance de título está nas Copas. Seria insano fazer isso. Por juízo do Renato, ele foi de time titular. Com três zagueiros e sem centroavante, tal qual tem sido nas últimas vezes. E o Grêmio fez um muito bom primeiro tempo. Atuação sólida. Sem grandes riscos e tendo até a melhor chance da partida com o Villasanti. Cristaldo bateu uma falta e o Villa pediu o rebote na pequena área. Da pra olhar pelos dois lados, pelo lado de quem perdeu a chance de gol e quem teve a chance mais clara, mesmo jogando fora.
A atuação gremista foi tão sólida que o Corinthians teve uma chance de gol, com o Alex Santana, que cabeceou livre, pra fora. De resto, sem sustos. Meio óbvio que, estando em casa, iriam pressionar, mas nada tão grandioso assim. Só que chegamos no segundo tempo e a expulsão mudou muito o cenário. Com um a mais, o Grêmio não conseguiu ser melhor. Por incrível que pareça. É aquela história que acontece diversas vezes: quem tá com um a menos corre mais e quem tá com a mais, relaxa e acaba correndo menos. Teve um lance onde até o Geromel foi mal e deu pena de ver. Ele perde o tempo, é ultrapassado com facilidade e faz de tudo para conseguir derrubar o cara na linha de fundo. Só tinha isso para fazer. Levou o amarelo consciente. Era fazer isso ou dar uma chance de gol para os caras. A inteligência do Geromel segue intacta. Por óbvio, foi lá, fez a falta e acabou tomando a decisão certa. Porém, óbvio que estamos diante das muitas dificuldades físicas que seu corpo apresenta.
Vendo isso, Renato usou o banco. Primeiro lançou Gustavinho e Nathan Fernandes (um deles na própria vaga do Geromel), abriu os dois nas postas, recuou os laterais e tentou ir para cima do Corinthians. Não deu muito certo porque tinha a correria pelos lados, mas ninguém dentro da área para receber. Minutos depois, Edenilson e Arezo entraram em campo. Parecia que daria tudo certo quando Arezo recebe uma bola do Villa na grande área. Eu tinha certeza que seria gol, mas o centroavante uruguaio finalizou fraquinho na mão do goleiro. Um erro importante, que poderia custar muito caro.
Ah, precisamos registrar que o Cristaldo também perdeu um gol por girar e querer sair batendo. Ele falhou no lance. Estava na grande área, recebeu de costas e girou finalizando. Ficou sem força na hora de engatinhar a finalização. Perdeu a chance dele na partida. Só que todo mundo viu que foi um erro sacá-lo. Foi o Cristaldo sair e o time piorou. Um dos problemas é que ficou com Nathan, Gustavinho e Soteldo. Todo mundo corre, mas pouca gente pensa o jogo. Era tudo solução individual. Cristaldo tinha que ter ficado.
Por falar em preço alto, o Grêmio flertou com o perigo ao tomar um gol, que acabou sendo anulado por impedimento. Muito mais sorte do que juízo. Por um pé, não levaria um gol de chutão do goleiro pra frente e com um cara a mais dentro de campo. Seria constrangedor. De alguma maneira, já foi um pouquinho. No final, o Gustavinho ainda conseguiu ser expulso por uma bobagem. Subiu com o braço aberto pra cima do Pedro Henrique. Bobagem. Não tinha o porquê fazer isso. Levou vermelho direto. Tá fora do jogo de volta. Não chegou a comprometer, mas logo agora que tá encorpando o elenco, o cara me faz isso. Não pode. Correu um risco danado de ferrar tudo.
Mas a real é que, pelo menos pra mim, o Grêmio piorou quando ficou com um jogador a mais. Todo mundo via que a partida estava controlada com 11 x 11. Com a expulsão, imaginávamos um Grêmio que iria pra cima, pressionaria e marcaria o gol a qualquer momento, mesmo na casa deles. Nada disso. Não foi o que aconteceu. O Corinthians foi quem cresceu. Pavón não fez um grande jogo. Foi apagado. Soteldo também não conseguiu jogar o que estava jogando antes. O mesmo vale para o Reinaldo. Ele falhou no gol (anulado) dos caras. Caiu de maduro, com a bola na frente. As falhas defensivas dele estão gritantes. Não fosse o pé do carinha, estaríamos repercutindo um gol de balão do goleiro, com um jogador a mais e em outra falha do Reinaldo. Tá difícil defender, hein? Villasanti foi monstruoso como (quase) sempre. Seu nível segue sendo elevado. O melhor em campo. O resultado foi bom. Na real, foi maravilhoso. Com tudo que se está vivendo, diria que melhor do que a encomenda. Agora, é focar na partida de volta, no Couto Pereira, com estádio lotado, pra tentar classificar.
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