O cenário vivido recentemente no Rio Grande do Sul afetou a realidade de Grêmio e Inter. Quase que da noite para o dia, os gigantes gaúchos se viram sem ter onde treinar e muito menos mandar seus jogos. Centros de treinamentos e estádios tomados pela água das enchentes. Para seguir o calendário, os clubes precisaram deixar o estado, situação que se repetirá no clássico deste sábado, a ser disputado no Paraná.
Nesse ponto, a dupla esteve em pé de (des)igualdade. O prejuízo valeu para ambos. Foram mais de duas semanas de atividades interrompidas, até os dois times migrarem para outros estados para voltar a trabalhar. Treinos e jogos em outras sedes e um roteiro itinerante.
O Grêmio passou um período em São Paulo, no CT do Corinthians, e em Curitiba, nas instalações do Coritiba. O Couto Pereira, inclusive, virou a casa provisória da equipe. Foram três jogos como mandante no estádio, e o próximo é exatamente o Gre-Nal. Houve também uma partida em Cariacica. Na prática, o Tricolor não trabalha no RS há 50 dias.
O Inter, por sua vez, treinou e jogou no Rio Grande do Sul, mas foi ainda mais nômade. A retomada das atividades foi no complexo da PUCRS, em Porto Alegre, antes de ir para Itu, no interior paulista. Mais tarde, o CT de Alvorada também foi usado. Os jogos como mandante ocorreram em Barueri, Caxias do Sul, Criciúma e Florianópolis, nesta ordem.
As dificuldades de logística e desgaste com viagens e jogos em sequência já eram esperados. Tanto que, antes da retomada do futebol após a paralisação do Campeonato Brasileiro, chegou a cogitar-se não ter rebaixamento em 2024, devido ao possível desequilíbrio das demais equipes em relação aos gaúchos. Ideia que não avançou.
Agora, o clássico coloca um time contra outro em situação igual. Isto é, dois times que passaram pelas mesmas adversidades recentemente. Até então, Grêmio e Inter haviam enfrentado equipes alheias à catástrofe no estado gaúcho. O Juventude foi outro time da Série A afetado, embora tenha conseguido permanecer em Caxias do Sul para treinar e jogar.
Equiparados no histórico, os rivais se diferem na situação na tabela do Brasileirão. Mesmo sem uma campanha brilhante, o Inter é 9º colocado, com 14 pontos e dois jogos a menos que a maioria dos concorrentes na parte de cima. O momento ameniza um pouco a imagem ruim da Sul-Americana, na qual o time teve de se contentar com vaga no playoff. Já o Grêmio é 18º, no Z-4, também com rodadas a menos.
Enquanto o RS tenta se reerguer após a maior tragédia de sua história, os dois gigantes do futebol gaúcho seguiram seus rumos dentro das possibilidades. Um mês e meio depois do início do caos, os eternos rivais se encontram pela primeira vez em outro estado brasileiro.
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