Romildo Bolzan Júnior acredita que CBF sairá fragilizada após escândalos (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)
O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, foi o único a parar na porta da CBF antes da reunião marcada para a tarde desta terça-feira, com os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. O encontro, que oficialmente é somente uma reunião de grupo de trabalho, tem também objetivos políticos. O cartola gaúcho deixou claro que os recentes acontecimentos afetam a imagem da entidade e que pretende pedir explicações mais detalhadas sobre o que ocorreu. Ele afirmou, contudo, que a pauta da reunião é desconhecida - o que reforça os indícios de reunião política.
Bolzan Júnior mostrou-se preocupado com a repercussão dos recentes escândalos envolvendo a entidade - o ex-presidente José Maria Marin está preso na Suíça e Marco Polo del Nero seria um dos conspiradores indicados somente por números nos relatórios das investigações americanas. Mas evitou críticas diretas.
- Acho que é uma fragilização política. E se é assim, tem que haver uma justificativa para que todos possam estabelecer um nível de convivência, entendimento e informação adequada para cada um fazer o seu juízo de onde e com quem estamos convivendo. Não quero ser oportunista, quero conhecer os fatos. Não vou jogar na imagem pública da questão. A minha pauta é o futebol Brasileiro. Todo mundo precisa ter um pouco de cautela e saber o que está em jogo - afirmou o gremista.
O dirigente falou também sobre a possibilidade de criação de ligas. Disse que não é a favor deste tipo de medida à revelia da CBF, mas somente com a sua concordância. Avisou que é um plano que tem de ser feito com cuidado e não baseado somente em insatisfação com a atual gestão.
A liga tem que ser aspiração a partir de uma necessidade. Não tenho que criar uma liga simplesmente por divergir, por não me sentir à vontade. Tem que surgir por um novo contexto do futebol brasileiro. Liga, para mim, é uma discussão interessante e não vem de cima para baixo. É de baixo para cima.
O cartola falou ainda sobre MP do Futebol, alegando que não faz sentido ter a lei sem contrapartidas e que há um "jogo de poder" entre CBF e Congresso.
- A medida provisória 671 no fundo tem um jogo de poder entre CBF e governo. Acho isso extremamente nocivo ao futebol brasileiro. As coisas têm que ter bom senso. Para os clubes, o que importa é o refinanciamento dessa medida, com parcelas. Fora disso, nada cabe.
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Bolzan Júnior mostrou-se preocupado com a repercussão dos recentes escândalos envolvendo a entidade - o ex-presidente José Maria Marin está preso na Suíça e Marco Polo del Nero seria um dos conspiradores indicados somente por números nos relatórios das investigações americanas. Mas evitou críticas diretas.
- Acho que é uma fragilização política. E se é assim, tem que haver uma justificativa para que todos possam estabelecer um nível de convivência, entendimento e informação adequada para cada um fazer o seu juízo de onde e com quem estamos convivendo. Não quero ser oportunista, quero conhecer os fatos. Não vou jogar na imagem pública da questão. A minha pauta é o futebol Brasileiro. Todo mundo precisa ter um pouco de cautela e saber o que está em jogo - afirmou o gremista.
O dirigente falou também sobre a possibilidade de criação de ligas. Disse que não é a favor deste tipo de medida à revelia da CBF, mas somente com a sua concordância. Avisou que é um plano que tem de ser feito com cuidado e não baseado somente em insatisfação com a atual gestão.
A liga tem que ser aspiração a partir de uma necessidade. Não tenho que criar uma liga simplesmente por divergir, por não me sentir à vontade. Tem que surgir por um novo contexto do futebol brasileiro. Liga, para mim, é uma discussão interessante e não vem de cima para baixo. É de baixo para cima.
O cartola falou ainda sobre MP do Futebol, alegando que não faz sentido ter a lei sem contrapartidas e que há um "jogo de poder" entre CBF e Congresso.
- A medida provisória 671 no fundo tem um jogo de poder entre CBF e governo. Acho isso extremamente nocivo ao futebol brasileiro. As coisas têm que ter bom senso. Para os clubes, o que importa é o refinanciamento dessa medida, com parcelas. Fora disso, nada cabe.
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