Staff Images / Conmebol/Divulgação
Após a saída de Renato Portaluppi, o Grêmio apostou na verticalidade dos times de Tiago Nunes, trocada pelo futebol reativo de Felipão, substituído por uma ideia mais agressiva de Vagner Mancini. O resultado dessa mistura foi uma defesa que vaza com facilidade. Nos últimos dez jogos, sempre um jogador gremista precisou buscar a bola dentro do próprio gol para recomeçar a partida. Uma sequência que engessou a equipe nas últimas posições na tabela do Campeonato Brasileiro.
O desempenho na última dezena de jogos tem como saldo 20 gols sofridos. Média de dois gols a cada 90 minutos. A média de gols de todo o Brasileirão está em 2,1 por partida. Ao todo são 38 gols sofridos pela equipe gremista, índice que dá ao Tricolor a quarta pior defesa do torneio — logo atrás aparecem Bahia e Athletico-PR com um gol a mais. O pior índice é da lanterna Chapecoense, vazada 50 vezes.
Não foi por falta de tentativas para encontrar soluções que os números se elevaram a estes patamares. Sem Pedro Geromel e/ou Walter Kannemann na maior parte das partidas, a busca por um setor defensivo sólido foi constante. Os mais variados miolos de zaga foram formados. Além dos dois ídolos, também foram utilizados Ruan, Rodrigues e até Paulo Miranda, resgatado do banco por Mancini.
O esquema com três zagueiros também foi tentado. Os esforços para encontrar a solidez defensiva permeou outros setores do time. De uma dupla de volantes, a equipe passou a jogar com três, entre eles Thiago Santos, contratado no início da temporada para dar proteção à zaga. A formação da linha defensiva também oscilou com constância quando o tema são laterais, como a improvisação na Rafinha na lateral esquerda. Nada que estancasse o vazamento.
"Tem as mudanças de metodologia de trabalho e das comissões técnicas. Isso impacta muito em todos os setores. Geromel e Kannemann passaram muito tempo longe também. Mas um time como o Grêmio não pode estar improvisando. Tem que cobrir o elenco. Isso se chama planejamento", opina Agnaldo Liz, zagueiro campeão da Copa do Brasil com o clube em 1994.
A última vez que o lado do adversário do placar não foi movimentado ocorreu na vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, em 20 de setembro. Além do jogo no Maracanã, em outras seis partidas (Ceará, Bahia, Cuiabá, Fluminense, Inter e Fortaleza) o Grêmio deixou o campo sem sofrer gol no Brasileirão.
A situação delicada na tabela ajuda a agravar as complicações para encontrar uma solução. Em um momento em que a única opção é vencer, se atirar o time ao ataque é tentador, de acordo com o ex-zagueiro Luciano Dias. Multicampeão com o tricolor nos anos 1990, ele também acredita que a falta de sequência de Kannemann e Geromel pode ter afetado a estrutura defensiva.
"Vai ter que se expor em busca da vitória. Mas não é só atacar em busca da solução. Depende de vários fatores. Observando de longe, Geromel e Kannemann ficaram muito tempo fora e isso pode ser um dos motivos. Essa alternância pode ser um fator. Aí se busca uma formação e não tem resultado. Isso gera dúvidas e é preciso fazer novas escolhas", analisa.
O sistema tático de Felipão, antecessor de Mancini, não era do agrado dos jogadores. Em uma reunião entre comissão técnica e atletas foi pedido que o time passasse a jogar mais solto. A intenção de tornar a equipe mais ofensiva foi um dos pilares para a queda de Scolari e a chegada de Mancini.
Nos 21 jogos com Felipão, contando todas as competições, foram 23 gols sofridos – no Brasileirão foram 15 bolas nas redes gremistas em 15 jogos. Com o novo comandante são cinco partidas e 10 gols sofridos.
Apesar das constantes trocas de técnicos, jogadores e formações, o problema, para Agnaldo, pode ser outro. As questões, para o atual técnico do Atlético de Alagoinhas-BA, vão além do esquema tático e dos estilos de jogo adotados pelos treinadores que passaram na Arena este ano. As correções, do seu ponto de vista, precisam acontecer em outro plano:
"O que vejo aqui de fora é jogador falando demais. Tem que jogar mais. Falar menos, jogar mais. Jogador tem que saber jogar em qualquer sistema de jogo. Muita desculpa de jogador, e vai se jogando a culpa nas costas do treinador. A defesa é mais vítima do que culpada".
Vítima ou culpada, a esperança gremista para tentar fugir do rebaixamento passa por um defesa que sofra menos gols.
Os últimos dez jogos do Grêmio
Athletico-PR 4x2 Grêmio
Grêmio 1x2 Sport
Grêmio 2x2 Cuiabá
Santos 1x0 Grêmio
Fortaleza 1x0 Grêmio
Grêmio 3x2 Juventude
Atlético-GO 2x0 Grêmio
Grêmio 1x3 Palmeiras
Atlético-MG 2x1 Grêmio
Inter 1x0 Grêmio
Total de gols sofridos: 20
#gremio #imortal #tricolor #defesa #mancini
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O desempenho na última dezena de jogos tem como saldo 20 gols sofridos. Média de dois gols a cada 90 minutos. A média de gols de todo o Brasileirão está em 2,1 por partida. Ao todo são 38 gols sofridos pela equipe gremista, índice que dá ao Tricolor a quarta pior defesa do torneio — logo atrás aparecem Bahia e Athletico-PR com um gol a mais. O pior índice é da lanterna Chapecoense, vazada 50 vezes.
Não foi por falta de tentativas para encontrar soluções que os números se elevaram a estes patamares. Sem Pedro Geromel e/ou Walter Kannemann na maior parte das partidas, a busca por um setor defensivo sólido foi constante. Os mais variados miolos de zaga foram formados. Além dos dois ídolos, também foram utilizados Ruan, Rodrigues e até Paulo Miranda, resgatado do banco por Mancini.
O esquema com três zagueiros também foi tentado. Os esforços para encontrar a solidez defensiva permeou outros setores do time. De uma dupla de volantes, a equipe passou a jogar com três, entre eles Thiago Santos, contratado no início da temporada para dar proteção à zaga. A formação da linha defensiva também oscilou com constância quando o tema são laterais, como a improvisação na Rafinha na lateral esquerda. Nada que estancasse o vazamento.
"Tem as mudanças de metodologia de trabalho e das comissões técnicas. Isso impacta muito em todos os setores. Geromel e Kannemann passaram muito tempo longe também. Mas um time como o Grêmio não pode estar improvisando. Tem que cobrir o elenco. Isso se chama planejamento", opina Agnaldo Liz, zagueiro campeão da Copa do Brasil com o clube em 1994.
A última vez que o lado do adversário do placar não foi movimentado ocorreu na vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, em 20 de setembro. Além do jogo no Maracanã, em outras seis partidas (Ceará, Bahia, Cuiabá, Fluminense, Inter e Fortaleza) o Grêmio deixou o campo sem sofrer gol no Brasileirão.
A situação delicada na tabela ajuda a agravar as complicações para encontrar uma solução. Em um momento em que a única opção é vencer, se atirar o time ao ataque é tentador, de acordo com o ex-zagueiro Luciano Dias. Multicampeão com o tricolor nos anos 1990, ele também acredita que a falta de sequência de Kannemann e Geromel pode ter afetado a estrutura defensiva.
"Vai ter que se expor em busca da vitória. Mas não é só atacar em busca da solução. Depende de vários fatores. Observando de longe, Geromel e Kannemann ficaram muito tempo fora e isso pode ser um dos motivos. Essa alternância pode ser um fator. Aí se busca uma formação e não tem resultado. Isso gera dúvidas e é preciso fazer novas escolhas", analisa.
O sistema tático de Felipão, antecessor de Mancini, não era do agrado dos jogadores. Em uma reunião entre comissão técnica e atletas foi pedido que o time passasse a jogar mais solto. A intenção de tornar a equipe mais ofensiva foi um dos pilares para a queda de Scolari e a chegada de Mancini.
Nos 21 jogos com Felipão, contando todas as competições, foram 23 gols sofridos – no Brasileirão foram 15 bolas nas redes gremistas em 15 jogos. Com o novo comandante são cinco partidas e 10 gols sofridos.
Apesar das constantes trocas de técnicos, jogadores e formações, o problema, para Agnaldo, pode ser outro. As questões, para o atual técnico do Atlético de Alagoinhas-BA, vão além do esquema tático e dos estilos de jogo adotados pelos treinadores que passaram na Arena este ano. As correções, do seu ponto de vista, precisam acontecer em outro plano:
"O que vejo aqui de fora é jogador falando demais. Tem que jogar mais. Falar menos, jogar mais. Jogador tem que saber jogar em qualquer sistema de jogo. Muita desculpa de jogador, e vai se jogando a culpa nas costas do treinador. A defesa é mais vítima do que culpada".
Vítima ou culpada, a esperança gremista para tentar fugir do rebaixamento passa por um defesa que sofra menos gols.
Os últimos dez jogos do Grêmio
Athletico-PR 4x2 Grêmio
Grêmio 1x2 Sport
Grêmio 2x2 Cuiabá
Santos 1x0 Grêmio
Fortaleza 1x0 Grêmio
Grêmio 3x2 Juventude
Atlético-GO 2x0 Grêmio
Grêmio 1x3 Palmeiras
Atlético-MG 2x1 Grêmio
Inter 1x0 Grêmio
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#gremio #imortal #tricolor #defesa #mancini
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