Aguirre e Mancini carregam histórico no clássico como jogadores
Treinador colorado marcou época no "Gre-Nal do Século", pela semifinal do Brasileirão de 1988; comandante gremista fez parte do "Banguzinho" campeão gaúcho de 1995
Do Gre-Nal do Século ao "Banguzinho", Diego Aguirre e Vagner Mancini escrevem e participam da história do clássico gaúcho desde a época em que jogavam por Inter e Grêmio. Hoje técnicos das equipes, eles se enfrentam no sábado, no Beira-Rio, pela 30ª rodada do Brasileirão.
Como treinador, Aguirre disputará o quinto Gre-Nal. O histórico até hoje é positivo. Venceu um por 2 a 1 e empatou os outros três, todos por 0 a 0. Foi campeão do Gauchão em 2015 sobre o maior rival. Curiosamente, sempre teve Luiz Felipe Scolari como rival.
Já Mancini passou brevemente como técnico do Grêmio em 2008 e saiu sem disputar clássicos. Diferentemente de quando vestia a camisa tricolor em 1995 e jogou quatro clássicos: três vitórias e um empate.
No duelo de treinadores, Aguirre nunca perdeu para Mancini. Em três oportunidades, o uruguaio venceu duas e houve um empate, todos jogos pelo Brasileirão.
O Gre-Nal 434 será disputado no sábado, às 19h, no Beira-Rio. O duelo é válido pela 30ª rodada do Brasileirão. O Inter está em sétimo lugar com 41 pontos, enquanto o Grêmio aparece em penúltimo, com apenas 26.
Aguirre entra para mudar o Gre-Nal do Século
Se hoje trabalha com o uniforme de técnico do Inter, Diego Aguirre escreveu seu nome na história do maior jogo do Rio Grande do Sul ainda como jogador. E não um qualquer, mas o "Gre-Nal do Século".
Então reserva do time treinado por Abel Braga, o uruguaio viu do banco de reservas do Beira-Rio o Grêmio sair na frente do duelo pela semifinal do Brasileirão de 1988. Além do gol sofrido, o Inter teve o lateral Casemiro expulso no primeiro tempo.
No intervalo, o técnico sacou o volante Leomir e promoveu a entrada do atacante Aguirre. Porém, se hoje é celebrada a ousadia para garantir a virada com um a menos em campo, houve dúvidas no momento da decisão.
"Fizemos um primeiro tempo desastroso, e o Grêmio aproveitou. No intervalo, o Abel perguntou se tínhamos condições de reverter a situação. Dissemos que poderíamos virar. Ele então tirou o Leomir e colocou o Diego Aguirre. Eu fiquei espantado, porque tomamos um chocolate, mas ele abriu e fomos para cima", disse o atacante Nilson, herói daquele clássico, ao ge.
Com Aguirre em campo e uma postura mais impetuosa, o Inter alterou o panorama do confronto. A volúpia colorada surtiu efeito aos 16 minutos, quando Nilson empatou de cabeça. Ainda mais empolgado, o Inter virou 10 minutos depois, novamente com Nilson.
Após o gol, Aguirre deu um salto com socos no ar antes de correr para vibrar com o companheiro, que se ajoelhava em frente à bandeirinha de escanteio, e abanar para os torcedores que lotavam o Beira-Rio.
A épica vitória por 2 a 1 entrava para a história como o "Gre-Nal do Século", o clássico de número 297. De quebra, colocou o time na final do Campeonato Brasileiro de 1988, perdida para o Bahia.
Mancini campeão com a 10 no "Banguzinho"
O Grêmio que marcou época na década de 90 contava com jogadores decisivos não somente no time titular. Os reservas, quando chamados pelo técnico Luiz Felipe Scolari, resolviam. Foi assim em 1995, em meio ao mata-mata da Libertadores que a equipe conquistaria.
Paralelamente à disputa pelo bi da América, o Tricolor disputou a final do Campeonato Gaúcho daquele ano contra o Inter. Assim, o técnico Luiz Felipe Scolari poupou titulares nos dois jogos da decisão. Aquele time misto acabou apelidado de "Banguzinho", em referência ao Bangu, sensação no futebol brasileiro na década de 80.
"Eu gostaria de usar mais titulares, mas temos uma decisão na quarta-feira. Quero, ao menos, complicar a vida do Inter", Felipão, antes da final do Gauchão de 1995.
Vagner Mancini vestia a camisa 10 e jogou os 90 minutos de ambas partidas. Na ida, o Grêmio deixou o Beira-Rio com um empate em 1 a 1. Mazinho Loyola abriu o placar para o rival no primeiro tempo, mas na etapa final Nildo garantiu a igualdade.
Na volta, novamente parte dos titulares foram poupados. Nildo abriu o placar na etapa inicial. Nos primeiros minutos do segundo tempo, Zé Alcino empatou e, no lance seguinte, Carlos Miguel decretou o triunfo de 2 a 1 para o Tricolor.
"Mancini era um jogador técnico, não tinha tanto poder de marcação, mas muito inteligente para jogar, parecido com o Raí, preenchia os espaços", relembrou o ex-volante Dinho ao ge.
Mancini levantava o título de campeão gaúcho em meio a um estádio Olímpico lotado. Com ânimos acirrados, o final da partida terminou em confusão, com Nildo e Márcio expulsos.
Comentários
Enviar Comentário
Aplicativo Gremio Avalanche
Leia também
QUEM JOGA! Provável escalação do Grêmio para duelo decisivo na CDB
COM MUDANÇAS! Grêmio chega em Aracaju para decisão contra o Confiança na Copa do Brasil
Grêmio avalia liberar Amuzu para amistoso fora da Data FIFA
Luís Castro abre espaço para jovens em jogo decisivo
Arthur perto de voltar, mas situação contratual preocupa
Mistério no Grêmio: Luís Castro prepara mudança para duelo decisivo
DUELO NA COPA! Grêmio se prepara para decisão contra o Confiança na Copa do Brasil
Dificuldades táticas do Grêmio geram urgência por reavaliação na sequência da temporada
Grêmio vira vitrine mundial com jogadores na pré-lista da Copa
Grêmio recebe definição surpreendente sobre Villasanti na Copa do Mundo
Tricolor amarga sequência de seis jogos sem gols e afunda na crise ofensiva do Brasileirão
Sondagens do exterior agitam futuro de Tiaguinho no Grêmio
O Imortal está em coma: o Grêmio perdeu a identidade do próprio Grêmio
Grêmio mexe no tabuleiro e tenta Arboleda em negociação polêmica
Grêmio arma jogada ousada e mira Arboleda em troca surpreendente com o São Paulo