Lauro Alves / Agencia RBS
Além de todos os problemas dentro de campo, o Grêmio terá de conviver com mais um percalço nesta reta final de Brasileirão. Por conta da invasão do gramado da Arena, com agressões e vandalismo após a derrota para o Palmeiras, no domingo (31), a procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou e pediu uma liminar para que o clube tenha de disputar os próximos jogos com portões fechados. No julgamento, ainda sem data definida, o Pleno do STJD pode determinar a perda do mando de campo. Além disso, o Tricolor não poderá ter torcedores nem entre os visitantes nas partidas fora de casa.
Ainda no domingo, o procurador-geral do STJD, Ronaldo Botelho Piacente, havia afirmado que o Tricolor seria denunciado pelo ocorrido Arena. A confirmação veio na segunda-feira (1º) à noite, e o clube foi enquadrado no artigo 213, por não prevenir e reprimir invasão, desordens e lançamento de objeto, além do artigo 211, por deixar de manter o estádio com infraestrutura necessária para garantir a segurança da partida. A pena prevista é de multa de até R$ 100 mil e perda de mando de uma a 10 partidas.
Caso o presidente do Tribunal, Otávio Noronha, aceite o pedido e conceda a liminar, a decisão passaria a valer imediatamente, impedindo os gremistas de estarem no jogo contra o Atlético-MG, na quarta-feira (3), no Mineirão, e também no Gre-Nal de sábado (6), no Beira-Rio. Além disso, não há possibilidade de recurso para derrubar a liminar, que só poderá ser modificada em julgamento, o que costuma ocorrer em até duas semanas.
Na incidência da perda de mando de campo, o STJD tem adotado a manutenção dos jogos no estádio do clube, mas com portões fechados. Assim, se for confirmada a punição, o Grêmio dificilmente voltaria a contar com o apoio dos torcedores neste Brasileirão.
Estratégia de defesa
Nos bastidores, o clube trabalha para tentar aliviar a punição quando ocorrer o julgamento. Para isso, busca identificar os torcedores envolvidos na invasão no campo. O Grêmio também publicou, na segunda-feira à tarde, uma nota oficial em seu site para reafirmar o posicionamento de que está auxiliando no reconhecimento dos invasores:
“O clube não irá se furtar de tomar as medidas internas cabíveis, após a apuração e a responsabilização dos indivíduos envolvidos no episódio. Por fim, o Grêmio renova o seu compromisso com o estrito cumprimento das leis e com a manutenção da ordem pública, permanecendo à disposição e atuando proativamente”.
Para Nestor Hein, diretor jurídico do Grêmio, as punições deveriam ser individualizadas.
"Não quero esconder os erros do Grêmio, incompetências de diretoria, mas só acrescenta a isso. Não é questão de falha. Pessoas assim não podem conviver em sociedade e comprometem toda uma estrutura de clube", afirmou.
A iniciativa gremista é vista como um instrumento da defesa. Porém, segundo especialistas, a visibilidade que o caso teve não deixará o clube sem penalidades.
"A identificação ajuda a atenuar, mas não ameniza totalmente. O que geralmente ocorre é quando são todos identificados e não há grande prejuízo ao espetáculo. Embora tenha sido após a partida, as imagens são muito fortes", avalia o advogado Décio Neuhaus, ex-auditor do STJD.
Gre-Nal com torcida única
Antes mesmo da denúncia por parte do STJD, as cenas de vandalismo, depredação e agressões na Arena levaram às autoridades a repensar o planejamento para o Gre-Nal de sábado. Com possibilidade de até 30% da capacidade de público nos estádios gaúchos e a liberação das torcidas visitantes, era esperado que 1,5 mil gremistas pudessem estar entre os 15 mil presentes no Beira-Rio. Porém, as cenas lamentáveis no fim de semana passado levaram o Juizado do Torcedor a convocar uma reunião presencial nesta quarta-feira à tarde para debater o tema.
"A possibilidade de torcida única existe, sim. Como está não vai ficar. O poder público não pode tratar isso como algo corriqueiro. Me preocupa garantir a presença segura dos torcedores dentro dos estádios. Nosso time é o torcedor, que ontem (domingo) foi colocado em situação de risco", disse o juiz Marco Aurélio Martins Xavier (leia mais na página 31).
Porém, na avaliação do subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Claudio dos Santos Feoli, o mais importante é impedir as presenças dos envolvidos na invasão do gramado da Arena e das torcidas organizadas às quais essas pessoas estão vinculadas, para coibir confusões no clássico.
"O posicionamento da Brigada Militar é no sentido de privilegiar as pessoas ordeiras. Por isso, a BM é a favor da suspensão das pessoas e dos grupos que cometeram atos de vandalismo. Mas somos favoráveis à manutenção de torcida visitantes, porque temos condições de promover a segurança", destacou o coronel Feoli em entrevista à Rádio Gaúcha, antes de destacar:
"Para o Gre-Nal, temos um planejamento diferenciado. Muito antes desse jogo de ontem (domingo), nos reunimos para traçar a estratégia e a gestão do clássico do próximo fim de semana. Quem vai assistir ao jogo, torcer, tem de ser privilegiado. Separar bem o torcedor do vândalo e do delinquente é necessário nesse momento".
#gremio #imortal #tricolor #grenal #preparacao #brasileirao
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Ainda no domingo, o procurador-geral do STJD, Ronaldo Botelho Piacente, havia afirmado que o Tricolor seria denunciado pelo ocorrido Arena. A confirmação veio na segunda-feira (1º) à noite, e o clube foi enquadrado no artigo 213, por não prevenir e reprimir invasão, desordens e lançamento de objeto, além do artigo 211, por deixar de manter o estádio com infraestrutura necessária para garantir a segurança da partida. A pena prevista é de multa de até R$ 100 mil e perda de mando de uma a 10 partidas.
Caso o presidente do Tribunal, Otávio Noronha, aceite o pedido e conceda a liminar, a decisão passaria a valer imediatamente, impedindo os gremistas de estarem no jogo contra o Atlético-MG, na quarta-feira (3), no Mineirão, e também no Gre-Nal de sábado (6), no Beira-Rio. Além disso, não há possibilidade de recurso para derrubar a liminar, que só poderá ser modificada em julgamento, o que costuma ocorrer em até duas semanas.
Na incidência da perda de mando de campo, o STJD tem adotado a manutenção dos jogos no estádio do clube, mas com portões fechados. Assim, se for confirmada a punição, o Grêmio dificilmente voltaria a contar com o apoio dos torcedores neste Brasileirão.
Estratégia de defesa
Nos bastidores, o clube trabalha para tentar aliviar a punição quando ocorrer o julgamento. Para isso, busca identificar os torcedores envolvidos na invasão no campo. O Grêmio também publicou, na segunda-feira à tarde, uma nota oficial em seu site para reafirmar o posicionamento de que está auxiliando no reconhecimento dos invasores:
“O clube não irá se furtar de tomar as medidas internas cabíveis, após a apuração e a responsabilização dos indivíduos envolvidos no episódio. Por fim, o Grêmio renova o seu compromisso com o estrito cumprimento das leis e com a manutenção da ordem pública, permanecendo à disposição e atuando proativamente”.
Para Nestor Hein, diretor jurídico do Grêmio, as punições deveriam ser individualizadas.
"Não quero esconder os erros do Grêmio, incompetências de diretoria, mas só acrescenta a isso. Não é questão de falha. Pessoas assim não podem conviver em sociedade e comprometem toda uma estrutura de clube", afirmou.
A iniciativa gremista é vista como um instrumento da defesa. Porém, segundo especialistas, a visibilidade que o caso teve não deixará o clube sem penalidades.
"A identificação ajuda a atenuar, mas não ameniza totalmente. O que geralmente ocorre é quando são todos identificados e não há grande prejuízo ao espetáculo. Embora tenha sido após a partida, as imagens são muito fortes", avalia o advogado Décio Neuhaus, ex-auditor do STJD.
Gre-Nal com torcida única
Antes mesmo da denúncia por parte do STJD, as cenas de vandalismo, depredação e agressões na Arena levaram às autoridades a repensar o planejamento para o Gre-Nal de sábado. Com possibilidade de até 30% da capacidade de público nos estádios gaúchos e a liberação das torcidas visitantes, era esperado que 1,5 mil gremistas pudessem estar entre os 15 mil presentes no Beira-Rio. Porém, as cenas lamentáveis no fim de semana passado levaram o Juizado do Torcedor a convocar uma reunião presencial nesta quarta-feira à tarde para debater o tema.
"A possibilidade de torcida única existe, sim. Como está não vai ficar. O poder público não pode tratar isso como algo corriqueiro. Me preocupa garantir a presença segura dos torcedores dentro dos estádios. Nosso time é o torcedor, que ontem (domingo) foi colocado em situação de risco", disse o juiz Marco Aurélio Martins Xavier (leia mais na página 31).
Porém, na avaliação do subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Claudio dos Santos Feoli, o mais importante é impedir as presenças dos envolvidos na invasão do gramado da Arena e das torcidas organizadas às quais essas pessoas estão vinculadas, para coibir confusões no clássico.
"O posicionamento da Brigada Militar é no sentido de privilegiar as pessoas ordeiras. Por isso, a BM é a favor da suspensão das pessoas e dos grupos que cometeram atos de vandalismo. Mas somos favoráveis à manutenção de torcida visitantes, porque temos condições de promover a segurança", destacou o coronel Feoli em entrevista à Rádio Gaúcha, antes de destacar:
"Para o Gre-Nal, temos um planejamento diferenciado. Muito antes desse jogo de ontem (domingo), nos reunimos para traçar a estratégia e a gestão do clássico do próximo fim de semana. Quem vai assistir ao jogo, torcer, tem de ser privilegiado. Separar bem o torcedor do vândalo e do delinquente é necessário nesse momento".
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