Para evitar queda à Série B, Grêmio blinda o vestiário e para evitar queda à Série B

Tricolor trouxe o técnico Vagner Mancini, ex-jogador do clube em 1995, e os dirigentes Denis Abrahão e Sergio Vasquez, que trabalharam na mesma década no clube


Fonte: Globoesporte.com

Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
Afundado na crise e na zona do rebaixamento, o Grêmio buscou inspiração na década de 1990 ao oxigenar o departamento de futebol. Retornaram ao clube os dirigentes Denis Abrahão e Sérgio Vasquez, com perfis sanguíneos, e o técnico Vagner Mancini, ex-jogador e técnico do clube.



O primeiro movimento do clube foi trocar a vice-presidência de futebol. Marcos Hermann pediu demissão após a derrota para o Fortaleza na quarta-feira. Menos de 24 horas depois, Denis Abrahão aceitou o convite do presidente Romildo Bolzan Jr. para assumir a pasta.


Abrahão convidou Sergio Vasquez, que aceitou ser o diretor de futebol do departamento. A dupla tem vasta experiência em cargos diretivos dentro do clube, desde a década de 90. Vagner Mancini foi campeão da Libertadores em 95 e treinou o time em 2008, ou seja, viveu o Grêmio.


O movimento seguinte do novo departamento de futebol foi efetivar a contratação do novo técnico. O auxiliar permanente Thiago Gomes assumia interinamente contra o Fortaleza com discurso de respaldo da direção, mas com poucas chances de ser efetivado.


Marcos Hermann havia aberto as negociações com Roger Machado e Vagner Mancini, já com alguma movimentação interna de Abrahão. Como o primeiro técnico se mostrou irredutível a aceitar o cargo – chateando parte da direção gremista –, buscou-se selar a contratação do então técnico do América-MG.


A tríade de Mancini, Abrahão e Vasquez é uma das apostas do Grêmio na luta contra o rebaixamento. A esperança é que o trio possa encabeçar a reação necessária para o time deixar a zona do rebaixamento e dar um choque no vestiário. Houve tentativa semelhante com Felipão, mas sem sucesso – a equipe nunca saiu do Z-4.


Denis Abrahão

O dirigente entrou no clube na segunda gestão do ex-presidente Fábio Koff e sempre foi próximo de Felipão, convivendo com a era dourada de títulos como a Copa do Brasil, a Libertadores, o Brasileirão e a Recopa Sul-Americana nos anos 1990.


Denis sempre foi conhecido por um perfil de muita energia e exalação ao gremismo, como também gostava de provocar o rival Inter. Há a expectativa que ele possa chacoalhar o vestiário do Grêmio, que apresentou um nível baixo animicamente.


"Vamos primeiro no passo inicial, é enfrentar o Juventude e ganhar. Nosso objetivo é esse. É vencer ou vencer. Custe o que custar. Nós vamos sangrar, com a faca nos dentes. Acabou! O momento é grave! É crítico!", bradou o vice em sua apresentação.



Em 1993, exerceu o cargo de vice-presidente de Administração. Após um ano, integrou o Conselho Deliberativo, onde é ativo até então. Ou seja, vive os bastidores do clube há cerca de 30 anos.


Na gestão do ex-presidente José Alberto Guerreiro, em 1999, foi escolhido para o cargo de primeiro executivo de futebol do Grêmio, com remuneração. No fim daquele ano, montou o elenco para a temporada seguinte com o aporte financeiro da empresa suíça International Sport and Leisure (ISL).


A multinacional faliu em 2000. O clube, que acumulou dívidas, não teve sucesso dentro de campo. Só que em 2001, a partir da contratação do técnico Tite, o Grêmio conquistou a Copa do Brasil, além do Campeonato Gaúcho. Por fim, Denis deixou o cargo em 2002.


Sérgio Vasquez

Já Serginho, como é apelidado internamente o novo diretor de futebol Sérgio Vasquez, gerenciou por muitos anos as categorias de base do Grêmio, principalmente na década de 90. De sua lapidação, ascenderam ao time principal atletas como Ronaldinho, Tinga, Scheidt e Jacques.


Apesar de atuar mais na base sempre gravitou no ambiente do futebol. É conselheiro assim como Denis, mas tem perfil discreto e operacional. Era também próximo de Felipão nos anos dourados de conquistas da Libertadores e demais títulos.


"Disseram que estão trazendo jurássicos para o Grêmio, mas nós temos experiência. O futebol mudou, tem essa geração da internet, mas vamos dar atenção aos jogadores. Vamos dar tranquilidade para eles trabalharem, mas vamos cobrar. Não viemos aqui para brincar", disse Sérgio.


"Entrei no CT e disse: "Bom dia, temos que ganhar do Juventude". Fiz um papel e botei no meu banheiro, quando faço a barba: "Temos que ganhar do Juventude", Sérgio Vasquez ao ser apresentado pelo Grêmio.



Vagner Mancini

A última peça do tabuleiro veio com Vagner Mancini. O Grêmio analisou no técnico uma chance de reação a curto prazo na equipe e capacidade de liderar o vestiário a partir da nova direção de futebol. Há, inclusive, uma resposta positiva de parte do elenco para a sua vinda.


Afora isso, ele busca montar equipes que tenham sim solidez defensiva, mas não deixem de atacar. Usa quase sempre o esquema 4-2-3-1, que virou um padrão do Grêmio nas últimas temporadas.


Como jogador, Mancini foi campeão da Libertadores pelo Grêmio em 1995. Ele também já treinou o clube em 2008. Na ocasião, acabou demitido após seis partidas e saiu invicto, com quatro vitórias e dois empates. O fato de conhecer o clube internamente e externamente contribuí para ser escolhido.



Mancini assinou contrato com o Grêmio até o final de 2022. Deixou o América-MG, onde tinha vínculo até dezembro, para encarar o desafio. Porém, também receberá um salário maior que em Minas e terá um bônus se salvar o time do rebaixamento. O ge ouviu de diversas fontes que são cifras "atrativas".

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