Grêmio não repete grandes rebaixados por não ter crise financeira


Fonte: Uol Esportes

Imagem: Fernanda Luz/AGIF
O Grêmio está na penúltima posição no Brasileiro, teve a segunda saída de técnico no campeonato e caminha para um final de ano sofrido na briga contra o rebaixamento. Mas há um ponto que difere o clube de outras times grandes que efetivamente caíram: não há uma crise financeira, e sim um caos que se limita ao departamento de futebol.



Lembremos, no ano passado, Vasco e Botafogo caíram para a Série B. Ambos atravessaram alguns dos piores momentos financeiros das suas histórias, dos quais ainda não conseguiram se recuperar. Acumulavam dívidas altas para suas receitas, o Vasco devia um total de R$ 831 milhões, o Botafogo, R$ 946 milhões (considerando o cenário do final do ano passado).


Em 2019, foi a vez de o Cruzeiro cair para a Série B. Isso ocorreu depois de um cenário de caos no clube, com denúncias de desvio de dinheiro por parte da diretoria cruzeirense, o que levou até a investigação policial. O cenário financeiro estava deteriorado com o excesso de gastos e o débito líquido era próximo de R$ 1 bilhão.


A queda do Palmeiras, em 2012, também ocorreu em meio à dificuldade financeira. O clube teve que passar por uma reestruturação por meio de aportes do ex-presidente Paulo Nobre para se recuperar e voltar a ser organizado. O mesmo ocorreu com o Corinthians, em 2008, quando foi rebaixado em meio à crise relacionada à parceria da MSI.


O Internacional, em 2015, caiu sem ter um quadro tão caótico. Mas gastava mais do que arrecadava e, posteriormente, a gestão do ex-presidente Vitório Píffero passou a ser alvo de investigação do Ministério Público por atos administrativos que podem caracterizar desvio de recursos do clube.


Pois bem, o Grêmio vive uma realidade totalmente oposta. O clube tem tido aumento de receitas e redução de dívidas constantes. Para se ter ideia, o clube tem um débito líquido em torno de R$ 300 milhões no meio do ano, um dos mais baixos entre os grandes do Brasil.


E não é que o clube só economia. Sua receita atingiu R$ 204 milhões, um bom patamar para um clube do Rio Grande do Sul. Com mais dinheiro, o clube aumentou o gasto com futebol, que atingiu R$ 151,6 milhões no meio do ano. Isso representa um crescimento de R$ 35 milhões em relação ao orçamento. E foi feito de forte saudável já que o clube fechou com superávit de R$ 5,7 milhões.


O problema é que a gestão esportiva deste dinheiro não funcionou. Jogadores como Rafinha e Douglas Souza foram contratados e não têm dado retorno esperado.


O clube já vai para seu quarto técnico na temporada. Manteve um Renato que já capengava na temporada anterior e teve de rescindir após cair na Libertadores. Substituiu o por Thiago Nunes que o durou pouco tempo, e o mesmo caminho ocorreu com Felipão.



No final das contas, um clube bem estruturado na parte financeira fez opções equivocadas na forma de aplicar seu dinheiro. A crise gremista, portanto, é eminentemente esportiva.

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