Com superávit recorde, Flamengo foi exceção entre os grandes clubes brasileiros em 2014
Com a estagnação das receitas e o aumento das dívidas, os déficits dos principais clubes do Brasil dispararam em 2014. De acordo com os balanços financeiros publicados pelas equipe, o Flamengo é a grande exceção deste cenário preocupante. Somados, os 20 maiores times do país tiveram perdas de R$ 598 milhões no ano passado, uma piora de 43% em relação a 2013.
De acordo com os números e a análise do consultor de marketing e gestão esportiva Amir Somoggi, este é o pior resultado financeiro da história do futebol brasileiro. A marca negativa anterior mais baixa é de 2008, com déficit total de R$ 454,5 milhões. Nos últimos dois anos, os 20 clubes somaram perdas de R$1 bilhão, nos últimos quatro anos os déficits acumulados foram de R$ 2,4 bilhões, e desde 2003 as perdas foram de R$ 3,1 bilhões.
Com superávit de R$ 64,3 milhões em 2014, depois de anos de prejuízo, o Flamengo seguiu rumo contrário de seus grandes adversários. A melhora financeira do Rubro-Negro é fruto do controle feito pela gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello, que assumiu o comando no final de 2012, conseguiu aumentar as receitas, segurar as despesas e pagar dívidas antigas.

Em seu estudo, Amir Somoggi explica que "está claro que o endividamento dos clubes está subindo, muito em função de operarem de forma alavancada. Isso significa que os pesados empréstimos, os altos custos com os acordos trabalhistas, os débitos com os jogadores e outras dívidas estão crescendo em um ritmo muito mais acelerado que as dívidas fiscais".
Além disso, desde o grande salto em receitas em 2012, pelo novo contrato de TV, o faturamento dos clubes brasileiros estagnou. Em 2013 o crescimento foi de apenas 1%, e em 2014 houve retração. O maior responsável para esse baixo desempenho de 2014 foi a queda com as transferências de jogadores, que passaram de R$ 663 milhões em 2013 para R$ 405 milhões no ano passado. As transferências caíram de uma representatividade de 21% das receitas em 2013 para 13% em 2014. Ano passado o Flamengo liderou o ranking de receitas, com ganhos de R$ 347 milhões, seguido por Corinthians (R$ 258,2 milhões), São Paulo (R$ 255,3 milhões), Palmeiras (247,6 milhões) e Cruzeiro (R$ 223,2 milhões).

Dívidas dos clubes brasileiros aumentaram 16,8% em relação a 2013
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De acordo com os números e a análise do consultor de marketing e gestão esportiva Amir Somoggi, este é o pior resultado financeiro da história do futebol brasileiro. A marca negativa anterior mais baixa é de 2008, com déficit total de R$ 454,5 milhões. Nos últimos dois anos, os 20 clubes somaram perdas de R$1 bilhão, nos últimos quatro anos os déficits acumulados foram de R$ 2,4 bilhões, e desde 2003 as perdas foram de R$ 3,1 bilhões.
Com superávit de R$ 64,3 milhões em 2014, depois de anos de prejuízo, o Flamengo seguiu rumo contrário de seus grandes adversários. A melhora financeira do Rubro-Negro é fruto do controle feito pela gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello, que assumiu o comando no final de 2012, conseguiu aumentar as receitas, segurar as despesas e pagar dívidas antigas.

Em seu estudo, Amir Somoggi explica que "está claro que o endividamento dos clubes está subindo, muito em função de operarem de forma alavancada. Isso significa que os pesados empréstimos, os altos custos com os acordos trabalhistas, os débitos com os jogadores e outras dívidas estão crescendo em um ritmo muito mais acelerado que as dívidas fiscais".
Além disso, desde o grande salto em receitas em 2012, pelo novo contrato de TV, o faturamento dos clubes brasileiros estagnou. Em 2013 o crescimento foi de apenas 1%, e em 2014 houve retração. O maior responsável para esse baixo desempenho de 2014 foi a queda com as transferências de jogadores, que passaram de R$ 663 milhões em 2013 para R$ 405 milhões no ano passado. As transferências caíram de uma representatividade de 21% das receitas em 2013 para 13% em 2014. Ano passado o Flamengo liderou o ranking de receitas, com ganhos de R$ 347 milhões, seguido por Corinthians (R$ 258,2 milhões), São Paulo (R$ 255,3 milhões), Palmeiras (247,6 milhões) e Cruzeiro (R$ 223,2 milhões).

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