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Em reunião na próxima quinta-feira, a Liga de clubes da Série A e B para organizar o Brasileiro tem o objetivo de votar como serão as regras de poder dentro da entidade e qual o modelo empresarial de inspiração e outras ligas. A intenção é sair com o maior número de questões resolvidas para ter um estatuto pronto para o encontro seguinte, no início de agosto.
Depois da última reunião, advogados ligados aos clubes prepararam um estudo sobre como iria funcionar a nova entidade. O objetivo era entregar opções para serem decididas pelos presidentes de clubes que irão se reunir pela internet no dia 22 de julho.
A comissão de advogados estudou modelos de ligas pelo mundo. Entre os pontos a serem votados: 1) tipo societário 2) o objeto da liga 3) quais serão os orgãos deliberativos, isto é, as esferas de poder 4) quantos serão os membros em cada um destes órgão 5) O que cada órgão vai fazer.
Nestes quesitos, basicamente, vai se decidir como será exercido o poder na Liga. Por exemplo, todos os clubes das Séries A e B terão votos com pesos iguais? Haverá uma diferença por série? O órgão com todos os clubes que decide todas as questões com votos unitários? Haverá um Conselho de Administração para tocar mais diretamente a Liga?
Além disso, é preciso decidir se a Liga será uma sociedade anônima ou uma associação civil. Há pros e contras nos dois modelos. No primeiro, há maior transparência e maior possibilidade de atrair investimentos. Há uma questão de que isso implicaria em uma burocracia com a necessidade de aprovação em todos os poderes dos clubes.
A associação civil é uma sociedade similar a que são os próprios clubes, que são entidades sem fins lucrativos em sua maioria. Portanto, isso seria facilitado. Mas como funcionariam as cotas em relação a clubes que estão na Série A e B? Seria fundada uma sociedade por cotas?
A intenção é que seja feita o maior número de votações possíveis para decidir essas questões. Com isso, poderia haver um texto pronto para um estatuto da liga ser aprovado na reunião seguinte.
Outras questões, como divisão de dinheiro e organização para comercializar a liga, devem ficar para depois. Os modelos de distribuição de Ligas de fora, no entanto, já foram pesquisados também. Mas, assim como o caso das propostas de investimento, isso tem sido considerado um segundo passo. É preciso definir antes como funcionará a Liga antes de poder tomar decisões.
Grêmio, Nova liga, CBF
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