Os gremistas podem falar de todo o sofrimento e da euforia que viveram nesta quinta-feira, ao se classificar às semifinais do Gauchão apenas nos pênaltis, diante do Novo Hamburgo. Mas foi o volante rival Magrão quem viveu uma noite de dramaticidade ainda maior na Arena. Flagrado no doping, o jogador de 36 anos procurou a imprensa antes da partida e, visivelmente emocionado, revelou que luta contra um câncer nos testículos desde 2011, quando ainda atuava nos Emirados Árabes. Segundo o próprio, os remédios para controlar a doença devem ter influenciado para que o exame desse positivo. O desabafo não impediu, porém, que o camisa 8 vivesse com intensidade os 90 minutos e a disputa de pênaltis dentro de campo. Após o jogo, novamente surpreendeu e disse ser possível que encerre a carreira.

Magrão demonstrou a costumeira combatividade para exacerbar novas emoções com a bola rolando. Como a ira após receber o cartão amarelo de Anderson Daronco. Ou a sua relação com o rival gremista, o Inter, que defendeu entre 2007 e 2009, na comemoração da cobrança que converteu nos pênaltis. E, claro, a tristeza após a eliminação do Gauchão.
Depois da partida, prometeu não comentar mais sobre o drama vivenciado desde 2011, mas acabou voltando ao assunto para explicar que substância deveria ter dado positivo no exame - trata-se dos níveis elevados de HCG, um hormônio feminino. O volante não esconde que pretende seguir carreira no futebol e diz que tomará as devidas providências para explicar o caso de doping, após o pedido de contraprova. Ainda assim, tem bem definida uma outra prioridade para sua vida: cuidar da saúde.
- Se eu não tiver como continuar fazendo esse controle, eu paro de jogar futebol. Minha vida é mais importante do que o futebol. Sou muito grato, consegui mais do que esperava. Vou tentar de todas as formas normalizar isso. Controlar. Até porque não deu cinco anos desde que retirei o tumor. Se o nível (do hormônio) fica mais alto, é possível abaixar, mas, se for o caso, eu paro para cuidar da minha saúde. Papai do céu me deu condição legal para cuidar da minha família. Para mim, se eu não puder me medicar para poder jogar, eu paro e vou fazer outra coisa da minha vida e sou muito grato ao futebol - afirmou o jogador à imprensa após a partida.
O volante revelou que a decisão de procurar a imprensa para fazer o pronunciamento foi tomada após muito sofrimento, diante de críticas que recebeu nas redes sociais. Ao final da entrevista, o volante voltou a se emocionar com o episódio.
- Eu não queria expor isso. É algo pessoal. mas era a forma de eu falar a minha verdade. Peço desculpas à minha família. Era algo íntimo, que só meus pais e as pessoas muito próximas sabiam. Aí, surge a notícia do doping e você vê coisas duvidando até do meu caráter. Sua família vê isso. É duro. Você sofre. Quis desabafar para vocês minha verdade. Espero que na contraprova não dê nada. Aí, é vida que segue. Se der algo errado, eu provo minha inocência. Não é anabolizante, não é droga ilícita. Minha carreira sempre foi limpa Como eu faço exame a cada seis, três meses, estava começando a ficar elevado de novo (o nível do hormônio) e tive de fazer um controle - afirma.
Com passagens marcantes por Inter, Corinthians e Palmeiras, Magrão aguarda agora o parecer da contraprova. Se o resultado for novamente positivo, Magrão será suspenso e deve, assim, encerrar a carreira. Se for negativo, ele seguirá jogando normalmente, de preferência, pelo Novo Hamburgo, em caso de classificação à Série D - o volante revela que recebeu sondagens de outras equipes.
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Magrão demonstrou a costumeira combatividade para exacerbar novas emoções com a bola rolando. Como a ira após receber o cartão amarelo de Anderson Daronco. Ou a sua relação com o rival gremista, o Inter, que defendeu entre 2007 e 2009, na comemoração da cobrança que converteu nos pênaltis. E, claro, a tristeza após a eliminação do Gauchão.
Depois da partida, prometeu não comentar mais sobre o drama vivenciado desde 2011, mas acabou voltando ao assunto para explicar que substância deveria ter dado positivo no exame - trata-se dos níveis elevados de HCG, um hormônio feminino. O volante não esconde que pretende seguir carreira no futebol e diz que tomará as devidas providências para explicar o caso de doping, após o pedido de contraprova. Ainda assim, tem bem definida uma outra prioridade para sua vida: cuidar da saúde.
- Se eu não tiver como continuar fazendo esse controle, eu paro de jogar futebol. Minha vida é mais importante do que o futebol. Sou muito grato, consegui mais do que esperava. Vou tentar de todas as formas normalizar isso. Controlar. Até porque não deu cinco anos desde que retirei o tumor. Se o nível (do hormônio) fica mais alto, é possível abaixar, mas, se for o caso, eu paro para cuidar da minha saúde. Papai do céu me deu condição legal para cuidar da minha família. Para mim, se eu não puder me medicar para poder jogar, eu paro e vou fazer outra coisa da minha vida e sou muito grato ao futebol - afirmou o jogador à imprensa após a partida.
O volante revelou que a decisão de procurar a imprensa para fazer o pronunciamento foi tomada após muito sofrimento, diante de críticas que recebeu nas redes sociais. Ao final da entrevista, o volante voltou a se emocionar com o episódio.
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