Foto: Pedro H. Tesch
Depois de ficar por muitos anos ligado ao Flamengo, tendo sido o único clube que defendeu profissionalmente no Brasil até o ano de 2017, o goleiro Paulo Victor passou por uma verdadeira mudança de realidade quando, depois de 14 partidas defendendo o Gaziantepspor-TUR emprestado pela equipe carioca, ele desembarcou em Porto Alegre para defender o Grêmio.
Sob olhares de desconfiança, Paulo conseguiu cavar seu espaço a ponto de, se não for titular absoluto e indiscutível, ter temporadas com um número crescente de partidas desde a chegada. Enquanto foram apenas 10 em 2017, ele jogou por 28 vezes em 2018 e, em 2019, elevou bastante o número para 56 compromissos.
A rotatividade dentro da sua função, aliás, é algo que não necessariamente incomoda o arqueiro hoje com 33 anos de idade, pelo contrário. Em palavras ditas durante entrevista exclusiva ao LANCE!, Ele enxerga que a preparação com a segurança de ter "vaga cativa" ou não na meta precisa ser literalmente a mesma.
Alvo de críticas assim como vários outros nomes do elenco gremista durante apresentações abaixo da média, o goleiro natural de Assis, cidade do interior de São Paulo, entende que essa clima intenso de apontamentos dos erros já faz parte de um aspecto cultural do futebol brasileiro e elemento que os atletas precisam muito mais de adaptação do que de um possível confronto.
Tendo ultrapassado a barreira dos 30 anos, Paulo Victor tem ciência da importância de projetar a sua vivência também fora dos gramados, mas tampouco apressa o momento e cita Fernando Prass, hoje no Ceará, como exemplo de que seria possível ultrapassar também a faixa dos 40 e seguir atuando profissionalmente.
Confira a entrevista com o goleiro Paulo Victor:
Perto de chegar aos 100 jogos pelo clube, qual o seu balanço geral? Acredita que tem o respaldo esperado ou as contratações de outras peças para o setor e incomodam um pouco?
Primeiramente, feliz. É uma marca expressiva com a camisa do Grêmio, a gente sabe que é o sonho de todo o atleta vestir esse manto. Então para mim é um privilégio grande, sempre me senti respeitado dentro do clube pela comissão técnica, diretoria e meus colegas. A gente busca crescer cada vez mais em nossa profissão para que as coisas aconteçam. A gente sabe que o futebol é muito dinâmico, uma temporada você joga na outra espera e nós temos que seguir trabalhando para almejar coisas maiores sempre.
Em meio a rotação de nomes também no gol, como fazer para se manter concentrado e preparado todas as vezes que for acionado pelo Renato?
A oportunidade, normalmente, ela não avisa quando chega. Por isso você deve estar sempre trabalhando com o pensamento de ser o titular independente se você é o segundo ou terceiro da posição. Assim você pode manter o alto nível, pois não sabemos quando seremos solicitados. Eu procuro manter minha cabeça boa, sempre pensando no melhor para o clube e, quando eu entrar em campo, procuro fazer a diferença e ajudar o Grêmio sempre.
Pensando nas críticas que o elenco sofreu nas últimas semanas em relação ao desempenho, acredita que houve um certo tom de injustiça levando em conta os títulos obtidos desde 2016? A crítica, por vezes, esquece rápido demais os feitos?
Acredito que a crítica no futebol brasileiro já virou rotina em todos os aspectos. A gente vê equipes como o Flamengo trocando de técnico, com questionamentos. O atleta que atua aqui no Brasil deve se acostumar com isso, sabemos como é e o Grêmio, como todos os clubes, não está imune as críticas. Mas sempre vale lembrar os títulos conquistados pelo clube nos últimos anos, as três semifinais seguidas de Libertadores e então acho que isso deve ser valorizado junto com o trabalho do professor Renato. Existem críticas justas e injustas, mas devemos saber lidar com elas pois fazem parte do nosso dia a dia.
De que forma ser mais experiente te ajuda a se blindar de críticas mais individuais do que coletivas?
A experiência ela sempre ajuda em todos os aspectos da vida. Já comentei antes que no futebol temos que nos acostumar com as críticas diárias. Há também o calendário bem apertado e você pode ser o herói na quarta-feira e vilão no domingo e a gente sobrevive no futebol brasileiro. Temos que lutar todos os dias para jogar em grandes equipes, ter um alto rendimento e jogar grandes competições. Nós trabalhamos sempre buscando coisas grandes para que nosso trabalho seja reconhecido e sabemos que seremos elogiados e cobrados também.
Aposentadoria é um tema que você pensa ou prefere viver o dia a dia e fazer um planejamento mais detalhado quando for a hora? Se esse for o caso, projeta atuar até mais ou menos quantos anos?
A vida do atleta tem um começo, um meio e um fim. Eu entendo que ainda quero atuar por mais alguns anos, mas não sei precisar quantos. Talvez cinco ou seis. A gente pode ver o Fernando Prass, com 41 anos, atuando em grande nível e nossa posição nos dá esse direito de estender um pouco mais a carreira. Mas acho que devo pensar dia a dia, trabalhando forte sempre e quando chegar o momento de parar quero sentar com a minha família e definir a melhor maneira possível de encerrar.
Grêmio, Entrevista, Paulo Victor
VEJA TAMBÉM
- ONDE ASSISTIR! Internacional e Grêmio duelam por vaga na Copa do Brasil
- DEMISSÃO EM JOGO! Gre-Nal pode definir permanência ou não de Luís Castro
- ESCALAÇÃO DO TRICOLOR! Veja os titulares do Grêmio na decisão
Sob olhares de desconfiança, Paulo conseguiu cavar seu espaço a ponto de, se não for titular absoluto e indiscutível, ter temporadas com um número crescente de partidas desde a chegada. Enquanto foram apenas 10 em 2017, ele jogou por 28 vezes em 2018 e, em 2019, elevou bastante o número para 56 compromissos.
A rotatividade dentro da sua função, aliás, é algo que não necessariamente incomoda o arqueiro hoje com 33 anos de idade, pelo contrário. Em palavras ditas durante entrevista exclusiva ao LANCE!, Ele enxerga que a preparação com a segurança de ter "vaga cativa" ou não na meta precisa ser literalmente a mesma.
Alvo de críticas assim como vários outros nomes do elenco gremista durante apresentações abaixo da média, o goleiro natural de Assis, cidade do interior de São Paulo, entende que essa clima intenso de apontamentos dos erros já faz parte de um aspecto cultural do futebol brasileiro e elemento que os atletas precisam muito mais de adaptação do que de um possível confronto.
Tendo ultrapassado a barreira dos 30 anos, Paulo Victor tem ciência da importância de projetar a sua vivência também fora dos gramados, mas tampouco apressa o momento e cita Fernando Prass, hoje no Ceará, como exemplo de que seria possível ultrapassar também a faixa dos 40 e seguir atuando profissionalmente.
Confira a entrevista com o goleiro Paulo Victor:
Perto de chegar aos 100 jogos pelo clube, qual o seu balanço geral? Acredita que tem o respaldo esperado ou as contratações de outras peças para o setor e incomodam um pouco?
Primeiramente, feliz. É uma marca expressiva com a camisa do Grêmio, a gente sabe que é o sonho de todo o atleta vestir esse manto. Então para mim é um privilégio grande, sempre me senti respeitado dentro do clube pela comissão técnica, diretoria e meus colegas. A gente busca crescer cada vez mais em nossa profissão para que as coisas aconteçam. A gente sabe que o futebol é muito dinâmico, uma temporada você joga na outra espera e nós temos que seguir trabalhando para almejar coisas maiores sempre.
Em meio a rotação de nomes também no gol, como fazer para se manter concentrado e preparado todas as vezes que for acionado pelo Renato?
A oportunidade, normalmente, ela não avisa quando chega. Por isso você deve estar sempre trabalhando com o pensamento de ser o titular independente se você é o segundo ou terceiro da posição. Assim você pode manter o alto nível, pois não sabemos quando seremos solicitados. Eu procuro manter minha cabeça boa, sempre pensando no melhor para o clube e, quando eu entrar em campo, procuro fazer a diferença e ajudar o Grêmio sempre.
Pensando nas críticas que o elenco sofreu nas últimas semanas em relação ao desempenho, acredita que houve um certo tom de injustiça levando em conta os títulos obtidos desde 2016? A crítica, por vezes, esquece rápido demais os feitos?
Acredito que a crítica no futebol brasileiro já virou rotina em todos os aspectos. A gente vê equipes como o Flamengo trocando de técnico, com questionamentos. O atleta que atua aqui no Brasil deve se acostumar com isso, sabemos como é e o Grêmio, como todos os clubes, não está imune as críticas. Mas sempre vale lembrar os títulos conquistados pelo clube nos últimos anos, as três semifinais seguidas de Libertadores e então acho que isso deve ser valorizado junto com o trabalho do professor Renato. Existem críticas justas e injustas, mas devemos saber lidar com elas pois fazem parte do nosso dia a dia.
De que forma ser mais experiente te ajuda a se blindar de críticas mais individuais do que coletivas?
A experiência ela sempre ajuda em todos os aspectos da vida. Já comentei antes que no futebol temos que nos acostumar com as críticas diárias. Há também o calendário bem apertado e você pode ser o herói na quarta-feira e vilão no domingo e a gente sobrevive no futebol brasileiro. Temos que lutar todos os dias para jogar em grandes equipes, ter um alto rendimento e jogar grandes competições. Nós trabalhamos sempre buscando coisas grandes para que nosso trabalho seja reconhecido e sabemos que seremos elogiados e cobrados também.
Aposentadoria é um tema que você pensa ou prefere viver o dia a dia e fazer um planejamento mais detalhado quando for a hora? Se esse for o caso, projeta atuar até mais ou menos quantos anos?
A vida do atleta tem um começo, um meio e um fim. Eu entendo que ainda quero atuar por mais alguns anos, mas não sei precisar quantos. Talvez cinco ou seis. A gente pode ver o Fernando Prass, com 41 anos, atuando em grande nível e nossa posição nos dá esse direito de estender um pouco mais a carreira. Mas acho que devo pensar dia a dia, trabalhando forte sempre e quando chegar o momento de parar quero sentar com a minha família e definir a melhor maneira possível de encerrar.
Grêmio, Entrevista, Paulo Victor
VEJA TAMBÉM
- ONDE ASSISTIR! Internacional e Grêmio duelam por vaga na Copa do Brasil
- DEMISSÃO EM JOGO! Gre-Nal pode definir permanência ou não de Luís Castro
- ESCALAÇÃO DO TRICOLOR! Veja os titulares do Grêmio na decisão
Comentários
Enviar Comentário
Aplicativo Gremio Avalanche
Leia também
ONDE ASSISTIR! Internacional e Grêmio duelam por vaga na Copa do Brasil
DEMISSÃO EM JOGO! Gre-Nal pode definir permanência ou não de Luís Castro
ESCALAÇÃO DO TRICOLOR! Veja os titulares do Grêmio na decisão
ESTRATÉGIA! Grêmio aposta em quatro armas para explorar defesa do Inter
QUE MORAL! Felipão rasga elogios a volante gremista antes do Gre-Nal
TUDO CERTO! Grêmio encaminha empréstimo de Monsalve ao Estudiantes até 2027
VELHO CONHECIDO! De saída do Flamengo, atacante volta ao radar do Grêmio; entenda a operação
PROPOSTA NA MESA! Grêmio recebe oferta por Tetê apenas oito meses após contratação
É DIA DE GRE-NAL! Grêmio encara o Inter pela Copa do Brasil; veja onde assistir, horário e escalações
ESTÁ DE BRINCADEIRA! Ex-dirigente do Grêmio detona Arthur, cita forma física e revela pedida milionária
CRAVOU O RESULTADO! Vidente aponta resultado de Gre-Nal pela Copa do Brasil
FOI PRA JUSTIÇA! Luis Suárez cobra valores do Grêmio após saída do clube
ONDE ASSISTIR! Gre-nal decisivo na Copa do Brasil: transmissão e escalações
DE GRAÇA? Ex-Grêmio pode sair sem custos do Flamengo e busca retorno à Europa
GRÊMIO DE OLHO! Dívida trava contratação de Arthur no Santos; entenda
ANTECIPOU! Grêmio adianta pagamentos ao elenco em semana de Gre-Nal
"NÃO DÁ MAIS"! Ex-jogador pede saída imediata de Luís Castro do comando gremista; veja
TUDO CERTO! Grêmio acerta venda de meia e pode faturar R 15 milhões; entenda