Beira-Rio poderá ter setor com torcedores rivais juntos (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
Que tipo de gente você quer receber na sua casa? Esse é o recado do Internacional ao sugerir a criação de um setor no Beira-Rio para que seus sócios assistam ao próximo Gre-Nal ao lado de gremistas convidados, no dia 1º de março. Mais do que um símbolo importante na época em que se fala do absurdo de torcida única, é uma demonstração de que os clubes precisam parar de se omitir, e se tornarem agentes ativos na luta contra a violência.
Não dá mais para os dirigentes empurrarem a responsabilidade para as autoridades. Em primeiro lugar porque, infelizmente, elas já se mostraram incapazes de solucionar o problema. São as mesmas figuras dando entrevistas e não resolvendo nada há anos.
Aliás, a impressão é de que os clubes só cobram o poder público porque sabem que não haverá retorno eficaz. Assim, não precisam abalar a relação promíscua com as organizadas.
O Internacional está disposto a ceder dois mil lugares de sua casa para um tipo de torcedor que faz bem ao espetáculo. É um passo inicial importante. O vice-presidente de administração, Alexandre Limeira, foi claro em entrevista ao programa “Arena Sportv”. Disse que tem interesse em trocar o público dos grandes jogos: menos vândalos, e mais pessoas de bem.
Faz todo sentido. Repito a pergunta: que tipo de gente você quer receber na sua casa? Por que os clubes não se incomodam em abrir suas portas para quem vai causar prejuízos ou manchar o espetáculo? Um quebra-quebra como o do último Palmeiras x Corinthians, que renderá a ambos um processo no Ministério Público, afasta pessoas de bem, investimento, credibilidade. Todos perdem.
Também ao “Arena”, o subcomandante geral da Brigada Militar de Porto Alegre, Paulo Moacyr Stocker dos Santos, disse que admitir torcida única seria assinar a falência da sociedade. Exato!
Claro que não se trata de um processo isolado. O Inter, talvez, só possa fazer isso porque teve a competência de atingir mais de 130 mil sócios-torcedores. Inclusive membros de facções uniformizadas viraram sócios, de acordo com o dirigente, para dar fim ao anonimato.
Colorados e gremistas torcem juntos em Fan Fest da última Copa do Mundo (Foto: Fernanda Canofre/Globoesporte.com)
Não que seja preciso. Há imagens e mais imagens de brigas, vandalismo, terror. Mas, em vez de elas servirem para que essas pessoas sejam detidas, viram troféus de guerra. Dentro das “instituições”, elas ganham cargos, status, importância. E os clubes, coniventes, mantêm relações, oferecem prioridades. Não é problema só das autoridades, como insistia em dizer, por exemplo, o ex-presidente do Corinthians, Mário Gobbi.
Não sei qual será o modelo ideal. Se os clássicos deveriam voltar a ter metade da torcida de cada clube, se haverá 5%, 10% ou 15% destinados ao visitante. O importante é substituir o cara que agride pelo cara que torce, sejam eles de organizadas ou não.
Que prospere a ideia do Internacional, que seja compreendida como uma demonstração de que há esperança, de que não somos animais enjaulados e podemos conviver ao lado do sujeito que veste outra cor. E que os clubes entendam, de uma vez por todas, que precisam se desvincular de quem faz mal ao futebol e cuidar melhor da frequência de suas casas.
VEJA TAMBÉM
- Desfalques complicam a preparação do Grêmio para duelo decisivo contra o Cruzeiro na Arena
- Pressão crescente: árbitro inexperiente pode ser um desafio no clássico entre Grêmio e Cruzeiro
- Mal-educado! Presidente do Juventude critica Grêmio por negociação com Raí Silva
Que tipo de gente você quer receber na sua casa? Esse é o recado do Internacional ao sugerir a criação de um setor no Beira-Rio para que seus sócios assistam ao próximo Gre-Nal ao lado de gremistas convidados, no dia 1º de março. Mais do que um símbolo importante na época em que se fala do absurdo de torcida única, é uma demonstração de que os clubes precisam parar de se omitir, e se tornarem agentes ativos na luta contra a violência.
Não dá mais para os dirigentes empurrarem a responsabilidade para as autoridades. Em primeiro lugar porque, infelizmente, elas já se mostraram incapazes de solucionar o problema. São as mesmas figuras dando entrevistas e não resolvendo nada há anos.
Aliás, a impressão é de que os clubes só cobram o poder público porque sabem que não haverá retorno eficaz. Assim, não precisam abalar a relação promíscua com as organizadas.
O Internacional está disposto a ceder dois mil lugares de sua casa para um tipo de torcedor que faz bem ao espetáculo. É um passo inicial importante. O vice-presidente de administração, Alexandre Limeira, foi claro em entrevista ao programa “Arena Sportv”. Disse que tem interesse em trocar o público dos grandes jogos: menos vândalos, e mais pessoas de bem.
Faz todo sentido. Repito a pergunta: que tipo de gente você quer receber na sua casa? Por que os clubes não se incomodam em abrir suas portas para quem vai causar prejuízos ou manchar o espetáculo? Um quebra-quebra como o do último Palmeiras x Corinthians, que renderá a ambos um processo no Ministério Público, afasta pessoas de bem, investimento, credibilidade. Todos perdem.
Também ao “Arena”, o subcomandante geral da Brigada Militar de Porto Alegre, Paulo Moacyr Stocker dos Santos, disse que admitir torcida única seria assinar a falência da sociedade. Exato!
Claro que não se trata de um processo isolado. O Inter, talvez, só possa fazer isso porque teve a competência de atingir mais de 130 mil sócios-torcedores. Inclusive membros de facções uniformizadas viraram sócios, de acordo com o dirigente, para dar fim ao anonimato.
Colorados e gremistas torcem juntos em Fan Fest da última Copa do Mundo (Foto: Fernanda Canofre/Globoesporte.com)Não que seja preciso. Há imagens e mais imagens de brigas, vandalismo, terror. Mas, em vez de elas servirem para que essas pessoas sejam detidas, viram troféus de guerra. Dentro das “instituições”, elas ganham cargos, status, importância. E os clubes, coniventes, mantêm relações, oferecem prioridades. Não é problema só das autoridades, como insistia em dizer, por exemplo, o ex-presidente do Corinthians, Mário Gobbi.
Não sei qual será o modelo ideal. Se os clássicos deveriam voltar a ter metade da torcida de cada clube, se haverá 5%, 10% ou 15% destinados ao visitante. O importante é substituir o cara que agride pelo cara que torce, sejam eles de organizadas ou não.
Que prospere a ideia do Internacional, que seja compreendida como uma demonstração de que há esperança, de que não somos animais enjaulados e podemos conviver ao lado do sujeito que veste outra cor. E que os clubes entendam, de uma vez por todas, que precisam se desvincular de quem faz mal ao futebol e cuidar melhor da frequência de suas casas.
VEJA TAMBÉM
- Desfalques complicam a preparação do Grêmio para duelo decisivo contra o Cruzeiro na Arena
- Pressão crescente: árbitro inexperiente pode ser um desafio no clássico entre Grêmio e Cruzeiro
- Mal-educado! Presidente do Juventude critica Grêmio por negociação com Raí Silva
Comentários
Enviar Comentário
Leia também
Grêmio aguarda reforço nas laterais antes de duelo com o Remo
Vai pegar fogo: Gre-Nal pode ser decisivo para Grêmio e Inter no Brasileirão
Grêmio faz investimento milionário no futebol feminino para 2027
Mudanças nas regras da CBF complicam estrangeiros no Grêmio
Cobrou o elenco! Renato impõe nova dieta e tem três jogadores acima do peso
Urgente: Clubes discutem paralisação do Brasileirão por causa da MP das bets
Grêmio enfrenta o Remo com 6 pendurados antes de Gre-Nal decisivo
Brilho do ex-tricolor! Vanderson marca gol em amistoso pelo Brasil
Grêmio pode ter contrato de R$ 40 milhões afetado pela MP
Renato Portaluppi muda posições e pode tirar Krovinovic do time
Treinamento intenso marca a última semana de preparação contra o Remo
Grêmio mira Igor Gomes e intensifica busca por reforço
Meia apresenta melhora após arritmia e miocardite mas exige cuidados
Grêmio celebra 123 anos com festa na Arena e reforça compromisso em reconstruir legado esportivo
Proposta interessa? Grêmio responde oferta quente por volante
Grêmio terá reta final com Gre-Nal e decisão na Copa do Brasil
Nova joia! Grêmio contrata jovem destaque da base
Punição para torcida? Com a nova regra, torcedor pode usar camisa com bet?
Contratos no fim: Grêmio avalia futuro de 7 jogadores emprestados
Evita o transferban? Grêmio paga parte da dívida e tenta evitar punição
Novo nome no Grêmio! Scout chega após acertar avaliação de Wallace
Z-4 trava o futuro! Grêmio congela renovações de quatro jogadores
Renato ganha opção: Tiaguinho muda físico e volta ao radar do Grêmio
Renato pode ganhar quatro reforços no Grêmio após a Data Fifa
Grêmio alivia pressão financeira com pagamento a River Plate