Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
Barcos já é passado no Grêmio, e agora Luiz Felipe Scolari precisa pensar em uma nova formação para o setor ofensivo tricolor. No primeiro jogo sem o argentino, na derrota contra o Aimoré, a dupla Marcelo Moreno-Lucas Coelho não deu certo. Será que vale a pena Felipão insistir neste esquema?
Wianey Carlet
Se o esquema com dois centroavantes não deu certo com Marcelo Moreno e Barcos, por que daria com Lucas Coelho? Felipão tem duas alternativas: ou escalar Moreno com Everton, para dar velocidade ao time, ou então colocar o Luan mais à frente, na posição em que ele rende mais. Além disso, é preciso fixar os dois laterais que atuaram contra o Aimoré, Galhardo e Júnior, e escolher os dois volantes. E, se o Douglas não for bem, Lincoln deve ganhar espaço.
Diogo Olivier
O Grêmio não deve seguir com dois centroavantes. Se já era errado com Moreno e Barcos, goleadores em seus times no ano passado, imagine agora, com Lucas Coelho sendo um deles. São jogadores do mesmo lugar. Tornam o time lento. Têm dificuldade para se movimentar e abrir espaços a drible e velocidade. Você lembra de quantas equipes deram certo com dois camisas 9 de ofício? As de Felipão — Grêmio dos anos 90, Palmeiras e Seleção —, ao menos, nunca.
Cleber Grabauska
Nas três ocasiões em que utilizou dois centroavantes na formação da dupla de ataque, o Grêmio não obteve sucesso. Foi assim em 2012 com Marcelo Moreno e Kleber, depois, em alguns momentos de 2013, com Barcos e Kleber, e em três jogos de 2015 com Barcos e Marcelo Moreno. Mesmo que em certos casos os jogadores tenham algumas características diferentes, invariavelmente, elas não casaram e a mágica não aconteceu. E ela mais uma vez não ocorreu quarta-feira em São Leopoldo, na derrota para o Aimoré, quando Felipão, mesmo dizendo que não havia aprovado o ataque com dois centroavantes, preferiu apostar em Moreno e Lucas Coelho. E o motivo do fracasso não foi só a falta de entrosamento, mas também o atual estágio de Lucas Coelho que ainda não amadureceu o suficiente para se tornar titular do Grêmio. Afinal, ele está começando a terceira temporada no grupo principal e ainda não se firmou. Diante disso tudo, acredito que o esquema com dois centroavantes deixa de ser prioridade e começa a ser arquivado. O melhor parceiro para Moreno é Luan, um jogador que tem velocidade, penetração e boa conclusão. Mas esse não parece ser de momento o pensamento de Felipão, que prefere utilizar o garoto mais recuado, na linha de armadores, usando a sua movimentação também para recomposição do meio-campo. Talvez, mais adiante, quando Giuliano voltar, Luan ganhe mais liberdade. Mas por enquanto parece que ele será um meia e Felipão seguirá os testes, observando Everton, Paulinho e Everaldo. Lucas Coelho não, pois o ataque com dois centroavantes começa a ser sepultado depois da despedida de Barcos.
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Diogo Olivier
O Grêmio não deve seguir com dois centroavantes. Se já era errado com Moreno e Barcos, goleadores em seus times no ano passado, imagine agora, com Lucas Coelho sendo um deles. São jogadores do mesmo lugar. Tornam o time lento. Têm dificuldade para se movimentar e abrir espaços a drible e velocidade. Você lembra de quantas equipes deram certo com dois camisas 9 de ofício? As de Felipão — Grêmio dos anos 90, Palmeiras e Seleção —, ao menos, nunca.
Cleber Grabauska
Nas três ocasiões em que utilizou dois centroavantes na formação da dupla de ataque, o Grêmio não obteve sucesso. Foi assim em 2012 com Marcelo Moreno e Kleber, depois, em alguns momentos de 2013, com Barcos e Kleber, e em três jogos de 2015 com Barcos e Marcelo Moreno. Mesmo que em certos casos os jogadores tenham algumas características diferentes, invariavelmente, elas não casaram e a mágica não aconteceu. E ela mais uma vez não ocorreu quarta-feira em São Leopoldo, na derrota para o Aimoré, quando Felipão, mesmo dizendo que não havia aprovado o ataque com dois centroavantes, preferiu apostar em Moreno e Lucas Coelho. E o motivo do fracasso não foi só a falta de entrosamento, mas também o atual estágio de Lucas Coelho que ainda não amadureceu o suficiente para se tornar titular do Grêmio. Afinal, ele está começando a terceira temporada no grupo principal e ainda não se firmou. Diante disso tudo, acredito que o esquema com dois centroavantes deixa de ser prioridade e começa a ser arquivado. O melhor parceiro para Moreno é Luan, um jogador que tem velocidade, penetração e boa conclusão. Mas esse não parece ser de momento o pensamento de Felipão, que prefere utilizar o garoto mais recuado, na linha de armadores, usando a sua movimentação também para recomposição do meio-campo. Talvez, mais adiante, quando Giuliano voltar, Luan ganhe mais liberdade. Mas por enquanto parece que ele será um meia e Felipão seguirá os testes, observando Everton, Paulinho e Everaldo. Lucas Coelho não, pois o ataque com dois centroavantes começa a ser sepultado depois da despedida de Barcos.
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