Jogadores e equipe de arbitragem seguram faixa contra racismo (Foto: Reprodução SporTV)
Após execução dos hinos nacionais de Brasil e Paraguai, no jogo desta quinta-feira pelo hexagonal final do Sul-Americano sub-20, disputado no Uruguai, os jogadores das duas seleções e mais a equipe de arbitragem do confronto exibiram uma faixa com a mensagem "Não à violência, não ao racismo", em espanhol. Os comandados de Gallo venceram o duelo por 2 a 0, gols de Yuri Mamute e Marcos Guilherme. No jogo seguinte, também realizado no estádio Parque Central, em Montevidéu, atletas de Argentina e Colômbia repetiram o gesto.
A atitude acontece três dias após o atacante Marcos Guilherme ter acusado o uruguaio Facundo Castro de tê-lo chamado de "macaco", em cinco oportunidades, durante o empate por 0 a 0 envolvendo as duas seleções na primeira rodada da fase decisiva.
A Confederação Brasileira de Futebol chegou a fazer uma consulta ao seu departamento jurídico para saber quais atitudes poderia tomar contra o atleta do Uruguai. A primeira intenção era a de juntar evidências para depois se manifestar à Conmebol. A depender do próprio Marcos Guilherme, o rival já teria sido denunciado logo após o término da partida, mas a delegação comandada pelo técnico Gallo optou por uma posição mais cautelosa.
Em resposta, segundo o jornal "El País", o Uruguai tentou frear a denúncia de racismo lembrando um episódio curioso. Antes do jogo entre as duas seleções, enquanto os brasileiros se preparavam para a tradicional foto posada, a mascote da competição que utilizava uma camisa da Celeste se aproximou para também sair no retrato, e foi retirado por Marcos e Lucas Evangelista. Ainda na última terça-feira, a CBF definiu não prestar queixa-crime contra Facundo Castro por não conseguir colher provas que evidenciassem o ocorrido.
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Em resposta, segundo o jornal "El País", o Uruguai tentou frear a denúncia de racismo lembrando um episódio curioso. Antes do jogo entre as duas seleções, enquanto os brasileiros se preparavam para a tradicional foto posada, a mascote da competição que utilizava uma camisa da Celeste se aproximou para também sair no retrato, e foi retirado por Marcos e Lucas Evangelista. Ainda na última terça-feira, a CBF definiu não prestar queixa-crime contra Facundo Castro por não conseguir colher provas que evidenciassem o ocorrido.
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