CBF anuncia em seu site que a intenção de contar com a regra do fair play financeiro (Foto: Reprodução)
A regra do fair play financeiro, já adotada pela Uefa, deve entrar em rigor no Brasil em breve. Nesta quinta, a CBF anunciou a mudança do regulamento geral de competições e, no novo texto, prevê a possibilidade de adotar essa medida.
Mas, de acordo com Reynaldo Buzzoni, diretor de registro e transferências, a entidade só deve adotar a medida após a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que ainda está em tramitação no Congresso.
- A gente publicou no regulamento geral das competições de 2015 que a gente vai poder colocar o fair play financeiro. Ainda não está em vigor. Vai depender da aprovação da lei. A CBF quer transparência dos clubes e vai cobrar isso. Vamos fiscalizar questões de transferências e econômicas - disse o dirigente, em entrevista ao "Redação SporTV".
Reynaldo Buzzoni acredita que a Lei de Responsabilidade vai ajudar os clubes a se reorganizarem financeiramente. O diretor lembrou ainda que a Fifa proibiu a participação de investidores na compra de direitos econômicos de jogadores. Com isso, sem a lei, o dirigente afirma que seria impossível exigir fair play financeira dos clubes do Brasil.
- Depende muito da aprovação da lei, que vai dar uma saneada e ajudar os clubes. Fica muito difícil sem essa aprovação impor isso. A gente sabe das dificuldades que estão passando grandes clubes, que estão perdendo jogadores, com os jogadores indo à Justiça por conta de falta de pagamentos de salários.
Temos ainda a questão da saída dos investidores, por decisão da Fifa. A partir de maio, não poderá mais investidores nos direitos federativos. É uma mudança bem drástica que vai acontecer nessa questão econômica do futebol. Depende muito da aprovação da lei. Sem ela, a gente vai estrangular os clubes.
O diretor da CBF afirmou ainda que a entidade está ouvindo os jogadores, clubes e federações antes de implementar a regra. Entre as exigências que os clubes terão que cumprir, estão o pagamento em dia dos salários e das transferências de jogadores.
- Estamos estudando se poderemos dar entrada agora. A gente sabe que os clubes estão passando por várias dificuldades financeiras, com problemas nos pagamentos de salários.
Mas vamos cobrar a transparência no pagamentos de salários, direitos de imagem, direitos federativos. Vamos cobrar os pagamentos dos clubes que compram jogadores aos clubes formadores, que é um artigo da Lei Pelé.
A Uefa já adota o fair play financeiro. Só em 2014, a entidade europeia puniu quatro clubes. Bursaspor (Turquia), Erkanas (Lituânia), Cluj e Astra Giurgiu (ambos da Romênia) estão proibidois de disputar a Liga dos Campeões e a Liga Europa por dois a quatro anos.
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Mas, de acordo com Reynaldo Buzzoni, diretor de registro e transferências, a entidade só deve adotar a medida após a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que ainda está em tramitação no Congresso.
- A gente publicou no regulamento geral das competições de 2015 que a gente vai poder colocar o fair play financeiro. Ainda não está em vigor. Vai depender da aprovação da lei. A CBF quer transparência dos clubes e vai cobrar isso. Vamos fiscalizar questões de transferências e econômicas - disse o dirigente, em entrevista ao "Redação SporTV".
Reynaldo Buzzoni acredita que a Lei de Responsabilidade vai ajudar os clubes a se reorganizarem financeiramente. O diretor lembrou ainda que a Fifa proibiu a participação de investidores na compra de direitos econômicos de jogadores. Com isso, sem a lei, o dirigente afirma que seria impossível exigir fair play financeira dos clubes do Brasil.
- Depende muito da aprovação da lei, que vai dar uma saneada e ajudar os clubes. Fica muito difícil sem essa aprovação impor isso. A gente sabe das dificuldades que estão passando grandes clubes, que estão perdendo jogadores, com os jogadores indo à Justiça por conta de falta de pagamentos de salários.
Temos ainda a questão da saída dos investidores, por decisão da Fifa. A partir de maio, não poderá mais investidores nos direitos federativos. É uma mudança bem drástica que vai acontecer nessa questão econômica do futebol. Depende muito da aprovação da lei. Sem ela, a gente vai estrangular os clubes.
O diretor da CBF afirmou ainda que a entidade está ouvindo os jogadores, clubes e federações antes de implementar a regra. Entre as exigências que os clubes terão que cumprir, estão o pagamento em dia dos salários e das transferências de jogadores.
- Estamos estudando se poderemos dar entrada agora. A gente sabe que os clubes estão passando por várias dificuldades financeiras, com problemas nos pagamentos de salários.
Mas vamos cobrar a transparência no pagamentos de salários, direitos de imagem, direitos federativos. Vamos cobrar os pagamentos dos clubes que compram jogadores aos clubes formadores, que é um artigo da Lei Pelé.
A Uefa já adota o fair play financeiro. Só em 2014, a entidade europeia puniu quatro clubes. Bursaspor (Turquia), Erkanas (Lituânia), Cluj e Astra Giurgiu (ambos da Romênia) estão proibidois de disputar a Liga dos Campeões e a Liga Europa por dois a quatro anos.
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