Valdivino, Jovair Arantes – o pai da emenda -, e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, em um encontro em maio de 2014 sobre o Proforte (Agência Câmara)
O deputado federal Valdivino Oliveira (PSDB-GO), que até este mês era presidente do Atlético-GO, atacou a postura do Bom Senso de tomar a iniciativa de participar e protestar sobre os projetos ligados ao refinanciamento das dívidas dos clubes com a União, mais recentemente adotando forte oposição à aprovação da Medida Provisória 656, que garante parcelamento de 20 anos, mas sem contrapartidas.
Na visão de Valdivino, que é suplente, mas participou como efetivo em diversas reuniões da Comissão do Proforte (uma na CBF) – o projeto original para quitar os débitos clubistas – a aprovação da MP foi uma coisa benéfica para que haja um início de recuperação financeira no futebol nacional.
– Eu não estou entendendo o Bom Senso. Eles querem que os patrões deles continuem falidos? Queremos que os clubes tenham recursos para pagar os jogadores, por isso incluímos no projeto. O Bom Senso é a autoridade máxima do futebol brasileiro? Só serve o que for bom para o Bom Senso? Ele tem que cuidar das relações entre jogadores e clubes. Entre clubes e Receita, deixa para o governo ou os parlamentares – disparou Valdivino ao blog.
Ele argumentou ainda que a inclusão da emenda sobre o refinanciamento – feita pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO), outro ex-dirigente do Atlético-GO – foi emergencial.
– Eu fui um dos que lideraram a mobilização pela votação porque os clubes não dão conta de esperar mais pelo Proforte, que era o nome do primeiro projeto. Isso era para ser votado em março, depois passou para junho, agosto, outubro, dezembro… Há clubes que não vai mais sobreviver. Tínhamos que encontrar um meio de fazer isso andar – disse ele, acrescentando:
– As contrapartidas podem vir na regulamentação do parcelamento que o governo precisará fazer. Só retiramos da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte a parte do refinanciamento das dívidas. As outras partes vão continuar lá e poderão ser aprovadas depois.
Para evitar que a MP entre em vigor, o Bom Senso e outros deputados, como Romário, apostam no veto da presidente Dilma.
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Na visão de Valdivino, que é suplente, mas participou como efetivo em diversas reuniões da Comissão do Proforte (uma na CBF) – o projeto original para quitar os débitos clubistas – a aprovação da MP foi uma coisa benéfica para que haja um início de recuperação financeira no futebol nacional.
– Eu não estou entendendo o Bom Senso. Eles querem que os patrões deles continuem falidos? Queremos que os clubes tenham recursos para pagar os jogadores, por isso incluímos no projeto. O Bom Senso é a autoridade máxima do futebol brasileiro? Só serve o que for bom para o Bom Senso? Ele tem que cuidar das relações entre jogadores e clubes. Entre clubes e Receita, deixa para o governo ou os parlamentares – disparou Valdivino ao blog.
Ele argumentou ainda que a inclusão da emenda sobre o refinanciamento – feita pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO), outro ex-dirigente do Atlético-GO – foi emergencial.
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– As contrapartidas podem vir na regulamentação do parcelamento que o governo precisará fazer. Só retiramos da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte a parte do refinanciamento das dívidas. As outras partes vão continuar lá e poderão ser aprovadas depois.
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