Foto: Omar Freitas / Agencia RBS
A partir do acordo para a compra da Arena, anunciado terça-feira pelo presidente Fábio Koff, o Grêmio vislumbra o desafio de criar receitas para bancar o custo do estádio, de R$ 360 milhões parcelados em 20 anos. A direção projeta dobrar a arrecadação do quadro social para R$ 10 milhões/mês, mas a exploração comercial do complexo ainda é uma incógnita.
De fato, a Arena proporciona uma infinidade de espaços publicitários e de locação para eventos. O mais valioso destes ativos é o naming rights — a concessão do nome do estádio a um investidor.
Conforme explica o especialista em gestão esportiva Fernando Ferreira, diretor da empresa Pluri Consultoria, a principal dificuldade na venda do naming está na menção da empresa parceira em veículos de comunicação. O caso mais bem sucedido no país é o Allianz Parque, do Palmeiras — avaliado em R$ 630 milhões —, que será gerido pela construtora WTorre por 30 anos e tem inauguração prevista para novembro. Contudo, o clube paulista discute com a parceira como será a exploração das 43 mil cadeiras do estádio.
A vantagem, no entanto, é de que a Allianz vinculou sua marca ao complexo ainda durante sua construção e pagará R$ 300 milhões parcelados em 20 anos para desfrutar deste direito. Assim, a associação do nome da seguradora alemã ao estádio torna-se natural.
Um complicador para a venda do naming da Arena está justamente na rivalidade Gre-Nal. Muitos interessados têm receio de, ao investir no Grêmio, perder popularidade com torcedores do Inter. Tanto é que empresas como Banrisul, Tramontina e Unimed patrocinam os dois clubes.
— A negociação em conjunto aumenta o poder de barganha. Mas não há nenhum caso de naming vendido duplamente. Pelo alto valor envolvido, raras empresas têm bala na agulha para investir — pondera Fernando Ferreira.
Ao passo em que buscará novas receitas, o Grêmio também terá de lidar com novas despesas. Ao assumir o controle da Arena, o clube, além do pagamento à OAS, bancará os custos de manutenção do estádio. A empresa Arena Porto-Alegrense, atual gestora, apresentou prejuízo de R$ 42 milhões em seu balanço ao final de 2013. Para Amir Somoggi, consultor de marketing e gestão esportiva, o clube terá muito trabalho para tornar a operação lucrativa.
— É um passo a frente dos demais clubes. O Grêmio percebeu que é mais difícil criar ações comerciais e de marketing se você depende de um parceiro. Há risco pelo alto investimento, mas se a Arena tiver uma gestão profissional, o clube dará um salto qualitativo em seu faturamento — considera Somoggi.
Kyocera Arena
O primeiro clube brasileiro a vender naming rights de um estádio foi o Atlético-PR. Em 2005, a Arena da Baixada foi batizada de Kyocera Arena. A parceria com a empresa japonesa durou três anos e rendeu US$ 6 milhões ao time paranaense.
Allianz Parque
Trata-se do caso mais lucrativo de venda de naming rights no país. Em 2013, a seguradora alemã Allianz fechou acordo com a construtora WTorre para dar nome ao novo estádio do Palmeiras. O investimento é de R$ 300 milhões parcelados em 20 anos.
Itaipava Fonte Nova e Itaipava Arena Pernambuco
Construídas para a Copa do Mundo, a arena baiana e a pernambucana venderam o naming rights para a mesma empresa _ a operação não foi negociada em conjunto. Em 2013, a cervejaria Itaipava investiu R$ 100 milhões (parcelados em 10 anos) em cada estádio. Contudo, durante o Mundial o nome da parceira não foi mencionado nas transmissões da Fifa.
VEJA TAMBÉM
- ONDE ASSISTIR! Internacional e Grêmio duelam por vaga na Copa do Brasil
- DEMISSÃO EM JOGO! Gre-Nal pode definir permanência ou não de Luís Castro
- ESCALAÇÃO DO TRICOLOR! Veja os titulares do Grêmio na decisão
A partir do acordo para a compra da Arena, anunciado terça-feira pelo presidente Fábio Koff, o Grêmio vislumbra o desafio de criar receitas para bancar o custo do estádio, de R$ 360 milhões parcelados em 20 anos. A direção projeta dobrar a arrecadação do quadro social para R$ 10 milhões/mês, mas a exploração comercial do complexo ainda é uma incógnita.
De fato, a Arena proporciona uma infinidade de espaços publicitários e de locação para eventos. O mais valioso destes ativos é o naming rights — a concessão do nome do estádio a um investidor.
Conforme explica o especialista em gestão esportiva Fernando Ferreira, diretor da empresa Pluri Consultoria, a principal dificuldade na venda do naming está na menção da empresa parceira em veículos de comunicação. O caso mais bem sucedido no país é o Allianz Parque, do Palmeiras — avaliado em R$ 630 milhões —, que será gerido pela construtora WTorre por 30 anos e tem inauguração prevista para novembro. Contudo, o clube paulista discute com a parceira como será a exploração das 43 mil cadeiras do estádio.
A vantagem, no entanto, é de que a Allianz vinculou sua marca ao complexo ainda durante sua construção e pagará R$ 300 milhões parcelados em 20 anos para desfrutar deste direito. Assim, a associação do nome da seguradora alemã ao estádio torna-se natural.
Um complicador para a venda do naming da Arena está justamente na rivalidade Gre-Nal. Muitos interessados têm receio de, ao investir no Grêmio, perder popularidade com torcedores do Inter. Tanto é que empresas como Banrisul, Tramontina e Unimed patrocinam os dois clubes.
— A negociação em conjunto aumenta o poder de barganha. Mas não há nenhum caso de naming vendido duplamente. Pelo alto valor envolvido, raras empresas têm bala na agulha para investir — pondera Fernando Ferreira.
Ao passo em que buscará novas receitas, o Grêmio também terá de lidar com novas despesas. Ao assumir o controle da Arena, o clube, além do pagamento à OAS, bancará os custos de manutenção do estádio. A empresa Arena Porto-Alegrense, atual gestora, apresentou prejuízo de R$ 42 milhões em seu balanço ao final de 2013. Para Amir Somoggi, consultor de marketing e gestão esportiva, o clube terá muito trabalho para tornar a operação lucrativa.
— É um passo a frente dos demais clubes. O Grêmio percebeu que é mais difícil criar ações comerciais e de marketing se você depende de um parceiro. Há risco pelo alto investimento, mas se a Arena tiver uma gestão profissional, o clube dará um salto qualitativo em seu faturamento — considera Somoggi.
Kyocera Arena
O primeiro clube brasileiro a vender naming rights de um estádio foi o Atlético-PR. Em 2005, a Arena da Baixada foi batizada de Kyocera Arena. A parceria com a empresa japonesa durou três anos e rendeu US$ 6 milhões ao time paranaense.
Allianz Parque
Trata-se do caso mais lucrativo de venda de naming rights no país. Em 2013, a seguradora alemã Allianz fechou acordo com a construtora WTorre para dar nome ao novo estádio do Palmeiras. O investimento é de R$ 300 milhões parcelados em 20 anos.
Itaipava Fonte Nova e Itaipava Arena Pernambuco
Construídas para a Copa do Mundo, a arena baiana e a pernambucana venderam o naming rights para a mesma empresa _ a operação não foi negociada em conjunto. Em 2013, a cervejaria Itaipava investiu R$ 100 milhões (parcelados em 10 anos) em cada estádio. Contudo, durante o Mundial o nome da parceira não foi mencionado nas transmissões da Fifa.
VEJA TAMBÉM
- ONDE ASSISTIR! Internacional e Grêmio duelam por vaga na Copa do Brasil
- DEMISSÃO EM JOGO! Gre-Nal pode definir permanência ou não de Luís Castro
- ESCALAÇÃO DO TRICOLOR! Veja os titulares do Grêmio na decisão
Comentários
Enviar Comentário
Aplicativo Gremio Avalanche
Leia também
ONDE ASSISTIR! Internacional e Grêmio duelam por vaga na Copa do Brasil
DEMISSÃO EM JOGO! Gre-Nal pode definir permanência ou não de Luís Castro
ESCALAÇÃO DO TRICOLOR! Veja os titulares do Grêmio na decisão
ESTRATÉGIA! Grêmio aposta em quatro armas para explorar defesa do Inter
QUE MORAL! Felipão rasga elogios a volante gremista antes do Gre-Nal
TUDO CERTO! Grêmio encaminha empréstimo de Monsalve ao Estudiantes até 2027
VELHO CONHECIDO! De saída do Flamengo, atacante volta ao radar do Grêmio; entenda a operação
PROPOSTA NA MESA! Grêmio recebe oferta por Tetê apenas oito meses após contratação
É DIA DE GRE-NAL! Grêmio encara o Inter pela Copa do Brasil; veja onde assistir, horário e escalações
ESTÁ DE BRINCADEIRA! Ex-dirigente do Grêmio detona Arthur, cita forma física e revela pedida milionária
CRAVOU O RESULTADO! Vidente aponta resultado de Gre-Nal pela Copa do Brasil
FOI PRA JUSTIÇA! Luis Suárez cobra valores do Grêmio após saída do clube
ONDE ASSISTIR! Gre-nal decisivo na Copa do Brasil: transmissão e escalações
DE GRAÇA? Ex-Grêmio pode sair sem custos do Flamengo e busca retorno à Europa
GRÊMIO DE OLHO! Dívida trava contratação de Arthur no Santos; entenda
ANTECIPOU! Grêmio adianta pagamentos ao elenco em semana de Gre-Nal
"NÃO DÁ MAIS"! Ex-jogador pede saída imediata de Luís Castro do comando gremista; veja
TUDO CERTO! Grêmio acerta venda de meia e pode faturar R 15 milhões; entenda