Valeu a pena cada segundo dessa espera. Valeu cada decisão de permanecer ao teu lado quando nada mais dava certo. Valeu a pena encontrar um motivo irracional para continuar acreditando em ti, Grêmio. Viver este momento de glória, que nos faz viajar por tantos outros da tua linda história, fez tudo que passamos nestes últimos 15 anos valer a pena. Tinha que ser assim. Tudo faz sentido agora! Precisávamos passar por isso. Só um período ruim, coroado com uma emoção tão grande, poderia tornar o Grêmio ainda mais forte do que ele já era. O campeão voltou, e agora, ainda mais calejado. Tanto questionaram que o Rei de Copas voltou!
É incrível como a vida se desenrola. É intrigante com as coisas que não faziam sentido, depois de um tempo se reencontram e, indescritivelmente, descobrimos que tudo pelo quê passamos tinha sim um motivo, afinal. Até as derrotas, os sofrimentos, as batidas na trave, os "quases". Era preciso fazer do Grêmio ainda mais forte e para isso acontecer, ele precisava penar. Nós penamos. Nós suportamos. Nós superamos. Conforme o momento de euforia se aproximava, as batidas do coração encontravam o ritmo do tremor das arquibancadas da Arena, que balançavam sob nossos pés, como se o estádio estivesse, enfim, aceitando que será o palco de muitos outros momentos intensos. A lágrima aliviada que escorria no nosso rosto era a certeza de que estava acontecendo: seríamos campeões naquela noite. Era o fim do martírio. Era o reencontro de um campeão.
Tudo faz sentido agora. Os momentos ruins, os jogadores que acabaram chegando, as provações que eles passaram, tornando-os mais fortes para que este dia acontecesse. A chegada do Roger com um estilo de futebol inteligente e até a saída dele, necessária para que viesse alguém que adicionasse o ingrediente faltante para o time erguer a taça: personalidade. E o fato de não ser mera coincidência que o técnico capaz de finalizar essa transição do Grêmio por um período ruim, fosse exatamente ele, o Portaluppi. O mesmo cara que ganhou o mundo para nós.
É, tudo faz sentido agora. A transformação do Maicon em um líder bravo, a vinda sem expectativa de Kannemann, revelando ser um cão de guarda. O mito do Geromel que assombra os ataques, os discursos motivacionais de Marcelo Oliveira, que se transformam em garra dentro de campo. O retorno do Douglas para o Grêmio, o último verdadeiro camisa 10, em um momento em que ele estava muito mais experiente e maduro que outrora, fazendo toda a diferença. A decisão de não fazer muitas contratações e apostar nos jovens da base e, quem diria: foram eles que resolveram bronca em vários jogos do mata-mata. A opção de não vender Luan e Walace, a aposta em Ramiro, incansável na marcação, contrariando muitas previsões ruins de torcedores e comentaristas. A decisão de dar a titularidade ao Grohe, há muito tempo atrás, quem nos colocaria nas quartas-de-final naquela disputa de pênaltis e compraria nossa rixa com o rival. A volta de Edílson, ajustando a defesa, fervendo o sangue do time, não fugindo da peleia. E o gol do título ser dele, Bolaños, quem tem um futebol incrível, mas precisava de um acontecimento tão maravilhoso para redimir o ano ruim que ele teve
Tudo se encaixa. Até os momentos de maior angústia, eles foram necessários. Foram esses momentos que fizeram com que esse grupo enfim comprasse nossa briga, saísse da blindagem que existe no futebol e tomassem a decisão de, sim, levar para o pessoal essa bronca. Decidiram aceitar a responsa dos 15 anos e, com coragem, sentir o sangue esquentar nas veias! Foi pra isso que sofremos tanto, para fazer com que alguém, de uma vez por todas, entendesse que o Grêmio é assim! Fervente! Brigador! Não importa quanto o futebol se modernize, não importa quanto ele seja estudado, o que vai fazer o Grêmio vencer é a junção disso com um grupo de personalidade forte.
Nós conseguimos. Suportamos tudo e agora, aconteceu. O Grêmio é o maior vencedor de Copas. Tudo se ajeitou agora. Valeu a pena. Valeu cada segundo dessa árdua pena. Porque não nos tornamos campeões pela primeira vez. É diferente. Este é o retorno de quem sempre foi campeão, só que agora ainda mais forte.
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É incrível como a vida se desenrola. É intrigante com as coisas que não faziam sentido, depois de um tempo se reencontram e, indescritivelmente, descobrimos que tudo pelo quê passamos tinha sim um motivo, afinal. Até as derrotas, os sofrimentos, as batidas na trave, os "quases". Era preciso fazer do Grêmio ainda mais forte e para isso acontecer, ele precisava penar. Nós penamos. Nós suportamos. Nós superamos. Conforme o momento de euforia se aproximava, as batidas do coração encontravam o ritmo do tremor das arquibancadas da Arena, que balançavam sob nossos pés, como se o estádio estivesse, enfim, aceitando que será o palco de muitos outros momentos intensos. A lágrima aliviada que escorria no nosso rosto era a certeza de que estava acontecendo: seríamos campeões naquela noite. Era o fim do martírio. Era o reencontro de um campeão.
Tudo faz sentido agora. Os momentos ruins, os jogadores que acabaram chegando, as provações que eles passaram, tornando-os mais fortes para que este dia acontecesse. A chegada do Roger com um estilo de futebol inteligente e até a saída dele, necessária para que viesse alguém que adicionasse o ingrediente faltante para o time erguer a taça: personalidade. E o fato de não ser mera coincidência que o técnico capaz de finalizar essa transição do Grêmio por um período ruim, fosse exatamente ele, o Portaluppi. O mesmo cara que ganhou o mundo para nós.
É, tudo faz sentido agora. A transformação do Maicon em um líder bravo, a vinda sem expectativa de Kannemann, revelando ser um cão de guarda. O mito do Geromel que assombra os ataques, os discursos motivacionais de Marcelo Oliveira, que se transformam em garra dentro de campo. O retorno do Douglas para o Grêmio, o último verdadeiro camisa 10, em um momento em que ele estava muito mais experiente e maduro que outrora, fazendo toda a diferença. A decisão de não fazer muitas contratações e apostar nos jovens da base e, quem diria: foram eles que resolveram bronca em vários jogos do mata-mata. A opção de não vender Luan e Walace, a aposta em Ramiro, incansável na marcação, contrariando muitas previsões ruins de torcedores e comentaristas. A decisão de dar a titularidade ao Grohe, há muito tempo atrás, quem nos colocaria nas quartas-de-final naquela disputa de pênaltis e compraria nossa rixa com o rival. A volta de Edílson, ajustando a defesa, fervendo o sangue do time, não fugindo da peleia. E o gol do título ser dele, Bolaños, quem tem um futebol incrível, mas precisava de um acontecimento tão maravilhoso para redimir o ano ruim que ele teve
Tudo se encaixa. Até os momentos de maior angústia, eles foram necessários. Foram esses momentos que fizeram com que esse grupo enfim comprasse nossa briga, saísse da blindagem que existe no futebol e tomassem a decisão de, sim, levar para o pessoal essa bronca. Decidiram aceitar a responsa dos 15 anos e, com coragem, sentir o sangue esquentar nas veias! Foi pra isso que sofremos tanto, para fazer com que alguém, de uma vez por todas, entendesse que o Grêmio é assim! Fervente! Brigador! Não importa quanto o futebol se modernize, não importa quanto ele seja estudado, o que vai fazer o Grêmio vencer é a junção disso com um grupo de personalidade forte.
Nós conseguimos. Suportamos tudo e agora, aconteceu. O Grêmio é o maior vencedor de Copas. Tudo se ajeitou agora. Valeu a pena. Valeu cada segundo dessa árdua pena. Porque não nos tornamos campeões pela primeira vez. É diferente. Este é o retorno de quem sempre foi campeão, só que agora ainda mais forte.
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