O goleiro Alisson (E) e o volante Maicon (D) serão os capitães do Gre-Nal 409
Foto: Félix Zucco e Carlos Macedo / Agência RBS / Agência RBS
Um ato de rebeldia, um torneio organizado em cima da hora, e a restrição de datas, em meio a Estaduais e à Libertadores. Devido à primeira edição da Copa Sul-Minas-Rio, o Gre-Nal deste domingo na Arena valerá seis pontos. Literalmente. O clássico da oitava rodada do Campeonato Gaúcho também contará pela terceira rodada da Primeira Liga, que definirá os classificados às semifinais.
Um jogo, duas competições. O Gre-Nal 409 será o sexto da história a contar por torneios diferentes. Os outros cinco ocorreram nas temporadas de 1951, de 1964 e de 1965. Já naquela época, seis décadas atrás, o calendário por vezes ficava pequeno para as disputas regionais. E, com datas espremidas, o Campeonato Citadino ou Metropolitano acabava contando também pelo Campeonato Gaúcho. Foi o caso nessas três temporadas. Curiosamente, o Grêmio se mantém invicto nesses clássicos duplos, com três vitórias e dois empates.
Em 1951, Grêmio e Inter se enfrentariam pela sexta rodada do retunro do Torneio Extra ou Campeonato de Honra — um torneio amistoso, realizado como prévia do Campeonato Gaúcho e que reunia a dupla Gre-Nal, além das outras equipes de Porto Alegre: São José, Renner, Cruzeiro, Nacional e Corinthians (que depois voltou a se chamar Força e Luz).
Como o Estadual se avizinhava e o Citadino também já estava em disputa, o Gre-Nal 123, em 26 de agosto daquele ano, foi válido pelas duas competições. Ao final, empate em 1 a 1 no Estádio da Baixada. Ferraz marcou o gol do Grêmio, enquanto Huguinho fez para o Inter.
Treze anos se passaram quando um novo Gre-Nal precisou ser jogado por dois campeonatos, também por datas espremidas: Gauchão e Citadino. O clássico 171, no Estádio dos Eucaliptos, acabou empatado em 0 a 0, e foi válido pela 11ª rodada do primeiro turno do Campeonato Gaúcho e pela terceira rodada do primeiro turno do Citadino. Ainda em 1964, o Grêmio goleou o Inter por 3 a 0, no Olímpico, em um clássico que outra vez foi realizado pelo Estadual (11ª do segundo turno) e pelo Citadino (segunda rodada do segundo turno).
— Quando o Gre-Nal vale por duas competições, ele tem um peso a mais. Você quer vencer e seguir à frente do seu maior rival nesses dois torneios — diz o ex-meia do Grêmio João Severiano, de 74 anos, que marcou um dos gols da vitória, os outros dois foram de Alcindo — Por sorte, tivemos a supremacia na época — recorda Joãozinho, lembrando que o Grêmio foi heptacampeão gaúcho, de 1962 a 1968.
No ano seguinte, em 1965, mais dois Gre-Nais computados pelo torneio local e pelo regional. E ambos com vitória do Grêmio. Em 29 de agosto, 2 a 1, no Olímpico, com gols de João Severiano e Alcindo para o Grêmio, com David descontando para o Inter. Em 12 de dezembro, nos Eucaliptos, Alcindo marcou o único gol do clássico.
— O cuidado de um clássico por duas competições é o mesmo: se joga com a força que o time tem. Para os jogadores é um risco extra, pois, se perde, você é derrotado em dois torneios diferentes. A gozação é pior — comenta Volmir Massaroca, que jogou clássicos por Grêmio e Inter — Além do Gauchão, o Citadino era muito importante, devido à rivalidade entre os times de Porto Alegre — acrescenta o ex-ponta-esquerda, de 72 anos.
De volta a 2016, desta vez o visitante, Inter, jogará pelo empate para se classificar à semifinal do torneio interregional. Já o Grêmio, precisa vencer para avançar. No Gauchão, porém, o time de Roger leva vantagem, na tabela sobre o de Argel. O Grêmio abre a rodada na terceira posição, enquanto que o Inter está em quinto. O curioso é que, apesar de ser a mesma partida, em uma competição ela é praticamente um mata-mata, na outra, mais um jogo pela fase classificatória.
— É sui generis ter um Gre-Nal válido por dois torneios. O treinador tem que colocar o time em campo para impor o seu ritmo. Gre-Nal é sempre um jogo ímpar, mas, neste caso, os times terão que arriscar — analisa o ex-meia do Inter e treinador Paulo César Carpegiani — Com regulamentos distintos, acredito que os times terão que jogar para cima, buscando gols, no ataque mesmo. Na hora, acho que os jogadores não conseguirão pensar que o clássico vale por dois torneios diferentes — entende Carpegiani.
O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, salienta que não queria ver o Gre-Nal sendo jogado pelos dois torneios. E admite que o Gre-Nal 409 será um tanto inusitado.
— Propus aos presidentes de Grêmio e de Inter que fizéssemos o clássico no domingo de carnaval (7 de fevereiro). Eles aceitaram. O jogo seria em Chapecó ou Cascavel. Mas, depois de uma reunião da Primeira Liga, no Rio, eles voltaram atrás e só havia esta data para o jogo (6 de março) — relata Novelletto — Sejamos honestos: ficou estranho e a imprensa vai pegar no pé. Por esse tipo de situação sugeri que a Primeira Liga fosse jogada somente em 2017 — conclui o dirigente.
Neste domingo, pela sexta vez na história, haverá um Gre-Nal e duas competições.
VEJA TAMBÉM
- ONDE ASSISTIR! Internacional e Grêmio duelam por vaga na Copa do Brasil
- DEMISSÃO EM JOGO! Gre-Nal pode definir permanência ou não de Luís Castro
- ESCALAÇÃO DO TRICOLOR! Veja os titulares do Grêmio na decisão
Foto: Félix Zucco e Carlos Macedo / Agência RBS / Agência RBS
Um ato de rebeldia, um torneio organizado em cima da hora, e a restrição de datas, em meio a Estaduais e à Libertadores. Devido à primeira edição da Copa Sul-Minas-Rio, o Gre-Nal deste domingo na Arena valerá seis pontos. Literalmente. O clássico da oitava rodada do Campeonato Gaúcho também contará pela terceira rodada da Primeira Liga, que definirá os classificados às semifinais.
Um jogo, duas competições. O Gre-Nal 409 será o sexto da história a contar por torneios diferentes. Os outros cinco ocorreram nas temporadas de 1951, de 1964 e de 1965. Já naquela época, seis décadas atrás, o calendário por vezes ficava pequeno para as disputas regionais. E, com datas espremidas, o Campeonato Citadino ou Metropolitano acabava contando também pelo Campeonato Gaúcho. Foi o caso nessas três temporadas. Curiosamente, o Grêmio se mantém invicto nesses clássicos duplos, com três vitórias e dois empates.
Em 1951, Grêmio e Inter se enfrentariam pela sexta rodada do retunro do Torneio Extra ou Campeonato de Honra — um torneio amistoso, realizado como prévia do Campeonato Gaúcho e que reunia a dupla Gre-Nal, além das outras equipes de Porto Alegre: São José, Renner, Cruzeiro, Nacional e Corinthians (que depois voltou a se chamar Força e Luz).
Como o Estadual se avizinhava e o Citadino também já estava em disputa, o Gre-Nal 123, em 26 de agosto daquele ano, foi válido pelas duas competições. Ao final, empate em 1 a 1 no Estádio da Baixada. Ferraz marcou o gol do Grêmio, enquanto Huguinho fez para o Inter.
Treze anos se passaram quando um novo Gre-Nal precisou ser jogado por dois campeonatos, também por datas espremidas: Gauchão e Citadino. O clássico 171, no Estádio dos Eucaliptos, acabou empatado em 0 a 0, e foi válido pela 11ª rodada do primeiro turno do Campeonato Gaúcho e pela terceira rodada do primeiro turno do Citadino. Ainda em 1964, o Grêmio goleou o Inter por 3 a 0, no Olímpico, em um clássico que outra vez foi realizado pelo Estadual (11ª do segundo turno) e pelo Citadino (segunda rodada do segundo turno).
— Quando o Gre-Nal vale por duas competições, ele tem um peso a mais. Você quer vencer e seguir à frente do seu maior rival nesses dois torneios — diz o ex-meia do Grêmio João Severiano, de 74 anos, que marcou um dos gols da vitória, os outros dois foram de Alcindo — Por sorte, tivemos a supremacia na época — recorda Joãozinho, lembrando que o Grêmio foi heptacampeão gaúcho, de 1962 a 1968.
No ano seguinte, em 1965, mais dois Gre-Nais computados pelo torneio local e pelo regional. E ambos com vitória do Grêmio. Em 29 de agosto, 2 a 1, no Olímpico, com gols de João Severiano e Alcindo para o Grêmio, com David descontando para o Inter. Em 12 de dezembro, nos Eucaliptos, Alcindo marcou o único gol do clássico.
— O cuidado de um clássico por duas competições é o mesmo: se joga com a força que o time tem. Para os jogadores é um risco extra, pois, se perde, você é derrotado em dois torneios diferentes. A gozação é pior — comenta Volmir Massaroca, que jogou clássicos por Grêmio e Inter — Além do Gauchão, o Citadino era muito importante, devido à rivalidade entre os times de Porto Alegre — acrescenta o ex-ponta-esquerda, de 72 anos.
De volta a 2016, desta vez o visitante, Inter, jogará pelo empate para se classificar à semifinal do torneio interregional. Já o Grêmio, precisa vencer para avançar. No Gauchão, porém, o time de Roger leva vantagem, na tabela sobre o de Argel. O Grêmio abre a rodada na terceira posição, enquanto que o Inter está em quinto. O curioso é que, apesar de ser a mesma partida, em uma competição ela é praticamente um mata-mata, na outra, mais um jogo pela fase classificatória.
— É sui generis ter um Gre-Nal válido por dois torneios. O treinador tem que colocar o time em campo para impor o seu ritmo. Gre-Nal é sempre um jogo ímpar, mas, neste caso, os times terão que arriscar — analisa o ex-meia do Inter e treinador Paulo César Carpegiani — Com regulamentos distintos, acredito que os times terão que jogar para cima, buscando gols, no ataque mesmo. Na hora, acho que os jogadores não conseguirão pensar que o clássico vale por dois torneios diferentes — entende Carpegiani.
O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, salienta que não queria ver o Gre-Nal sendo jogado pelos dois torneios. E admite que o Gre-Nal 409 será um tanto inusitado.
— Propus aos presidentes de Grêmio e de Inter que fizéssemos o clássico no domingo de carnaval (7 de fevereiro). Eles aceitaram. O jogo seria em Chapecó ou Cascavel. Mas, depois de uma reunião da Primeira Liga, no Rio, eles voltaram atrás e só havia esta data para o jogo (6 de março) — relata Novelletto — Sejamos honestos: ficou estranho e a imprensa vai pegar no pé. Por esse tipo de situação sugeri que a Primeira Liga fosse jogada somente em 2017 — conclui o dirigente.
Neste domingo, pela sexta vez na história, haverá um Gre-Nal e duas competições.
VEJA TAMBÉM
- ONDE ASSISTIR! Internacional e Grêmio duelam por vaga na Copa do Brasil
- DEMISSÃO EM JOGO! Gre-Nal pode definir permanência ou não de Luís Castro
- ESCALAÇÃO DO TRICOLOR! Veja os titulares do Grêmio na decisão
Comentários
Enviar Comentário
Aplicativo Gremio Avalanche
Leia também
ONDE ASSISTIR! Internacional e Grêmio duelam por vaga na Copa do Brasil
DEMISSÃO EM JOGO! Gre-Nal pode definir permanência ou não de Luís Castro
ESCALAÇÃO DO TRICOLOR! Veja os titulares do Grêmio na decisão
ESTRATÉGIA! Grêmio aposta em quatro armas para explorar defesa do Inter
QUE MORAL! Felipão rasga elogios a volante gremista antes do Gre-Nal
TUDO CERTO! Grêmio encaminha empréstimo de Monsalve ao Estudiantes até 2027
VELHO CONHECIDO! De saída do Flamengo, atacante volta ao radar do Grêmio; entenda a operação
PROPOSTA NA MESA! Grêmio recebe oferta por Tetê apenas oito meses após contratação
É DIA DE GRE-NAL! Grêmio encara o Inter pela Copa do Brasil; veja onde assistir, horário e escalações
ESTÁ DE BRINCADEIRA! Ex-dirigente do Grêmio detona Arthur, cita forma física e revela pedida milionária
CRAVOU O RESULTADO! Vidente aponta resultado de Gre-Nal pela Copa do Brasil
FOI PRA JUSTIÇA! Luis Suárez cobra valores do Grêmio após saída do clube
ONDE ASSISTIR! Gre-nal decisivo na Copa do Brasil: transmissão e escalações
DE GRAÇA? Ex-Grêmio pode sair sem custos do Flamengo e busca retorno à Europa
GRÊMIO DE OLHO! Dívida trava contratação de Arthur no Santos; entenda
ANTECIPOU! Grêmio adianta pagamentos ao elenco em semana de Gre-Nal
"NÃO DÁ MAIS"! Ex-jogador pede saída imediata de Luís Castro do comando gremista; veja
TUDO CERTO! Grêmio acerta venda de meia e pode faturar R 15 milhões; entenda