Escrevo enquanto o Grêmio leva um baile do bom — mas não incrível — time do Bahia. Aos 11 minutos do 1o tempo, eram 2 a 0: se Pavón não tivesse metido o pé na bola, Grando provavelmente teria evitado o gol. E o segundo tento foi um balaço no ângulo, mas, mais uma vez: deixaram chutar. O lado esquerdo do Imortal, que jogou como moribundo em Salvador, foi um desastre.
E para além disso, todo o time do Grêmio entrou e seguiu desligado, jogou em câmera lenta, a 110V. E mais: é impressão minha ou vários atletas do Grêmio estão acima do peso, inclusive isso dificulta correr e marcar de perto. Lembrou-nos o futebol de série B. Um meio-campo como um buraco-negro. Mano há tempos tem este problema — Arthur ajeitou, embora falte um meia e Cuéllar jogue um jogo sim, três não.
O Grêmio precisa de seis titulares em 2026, talvez cinco. Como tem prometido, se não me engano, Rigo da Chapa 2. Marlon mais uma vez me convenceu de que não serve para um time de ponta em 2026, quiçá um bom reserva — não serviu no bom Cruzeiro, perdeu todas para Ademir do Bahia e oscila muito. Ser gremista não basta.
Até quando tantos desfalques todo jogo?
A preparação física, a nutrição, o extracampo e até o psicológico dos jogadores do Grêmio precisam ser revistos. Toda rodada machucados, preservados, cansados, com desconforto. Marcos Rocha se machucou. Tem idade. Mas Léo Moura, lembram-se do nosso lateral, também tinha e não vivia lesionado. Nem Reinaldo vive quebrado, o contrário, é o dono do bom time do Mirassol.
Há problemas sérios a resolver no Clube de Todos, e não se resumem a política.
Sim, tenho feito campanha para a Chapa de Rigo e seus amigos investidores de grande porte, Odorico vencedor de Copa do Brasil e Libertadores. Ali onde vejo experiência e finanças, e em respeito ao idealizador desse grupo, Marcelo Marques, que é julgado por ter saído corrido do Grêmio, sem saberem as ameaças que enfrentou ou ainda enfrenta e sua família. Ele comprou, modernizou e doou a melhor e maior Arena Multiuso UEFA do Brasil ao seu time do coração. Deu-nos, com Rigo, a janela de agosto e Suárez — conforme Guerra, Marcelo para o uruguaio até hoje.
Mas o que quero dizer ao tocar neste sensível tema de política? É que time bom se faz com dinheiro: investidores torcedores ou investidores de SAF. O Bahia renasceu no futebol como SAF. Até mesmo Botafogo, Ceará, Fortaleza — hoje em má fase esses nordestinos. O Grêmio precisa de dinheiro, só dinheiro compra jogadores que disputam títulos. E, claro, boa administração. Como Guerra contratou mal! Ainda tivemos o azar de tantas lesões graves, inclusive em contratados recentemente mas que culpa terá a condição física dos jogadores dentro e fora de campo, nesse comboio de lesionados e preservados todo jogo?
Sobre a base. A base de um clube deve ser valorizada, fato, e o Grêmio sempre revelou jogadores top. Só que, hoje, a base não é mais salvação como era, é aposta e incremento em times grandes. O pior é que, no Maior do Sul, há uma novela para subir os guris ou não, e utilizá-los, o medo de pressioná-los. Jogador bom tem de aguentar pressão. Alguns pedem para subir ao profissional: Thiaguinho, Luís Eduardo, João Borne, Mec, o goleiro Gabriel Menegon. Eram melhores que o Galo, amarelaram no Brasileirão Sub-17, porém o que fica é que alguns deles são bons e devem ser aproveitados o quanto antes. Dezessete anos já é idade.
Enfim, não sei o resultado do baile que o Bahia estava dando em um Grêmio que entrou com sono e perdido em campo. Um empate seria heroico. Uma derrota não seria absurda na Fonte Nova lotada, mas sendo amassados, com os jogadores que temos, apesar dos desfalques intermináveis, é com o peso da nossa camisa, é preocupante.
O Grêmio tem sido uma caixinha de surpresas muitas vezes desagradáveis.
O que não combina com um time vencedor. Há de se ter certa regularidade, um bom grupo — que não temos — e bom físico dos atletas, treinamentos e extracampo, que não acho que tenhamos.
Deus nos ajude. Estamos cansados de humilhações em 2025e desde lá por 2020. O Grêmio sempre foi força e raça, hoje parece ter perdido sua identidade, e sua imortalidade está agonizante. O Grêmio está em crise existencial. Nesses casos, muita coisa precisa mudar, no gramado e nos bastidores.
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E para além disso, todo o time do Grêmio entrou e seguiu desligado, jogou em câmera lenta, a 110V. E mais: é impressão minha ou vários atletas do Grêmio estão acima do peso, inclusive isso dificulta correr e marcar de perto. Lembrou-nos o futebol de série B. Um meio-campo como um buraco-negro. Mano há tempos tem este problema — Arthur ajeitou, embora falte um meia e Cuéllar jogue um jogo sim, três não.
O Grêmio precisa de seis titulares em 2026, talvez cinco. Como tem prometido, se não me engano, Rigo da Chapa 2. Marlon mais uma vez me convenceu de que não serve para um time de ponta em 2026, quiçá um bom reserva — não serviu no bom Cruzeiro, perdeu todas para Ademir do Bahia e oscila muito. Ser gremista não basta.
Até quando tantos desfalques todo jogo?
A preparação física, a nutrição, o extracampo e até o psicológico dos jogadores do Grêmio precisam ser revistos. Toda rodada machucados, preservados, cansados, com desconforto. Marcos Rocha se machucou. Tem idade. Mas Léo Moura, lembram-se do nosso lateral, também tinha e não vivia lesionado. Nem Reinaldo vive quebrado, o contrário, é o dono do bom time do Mirassol.
Há problemas sérios a resolver no Clube de Todos, e não se resumem a política.
Sim, tenho feito campanha para a Chapa de Rigo e seus amigos investidores de grande porte, Odorico vencedor de Copa do Brasil e Libertadores. Ali onde vejo experiência e finanças, e em respeito ao idealizador desse grupo, Marcelo Marques, que é julgado por ter saído corrido do Grêmio, sem saberem as ameaças que enfrentou ou ainda enfrenta e sua família. Ele comprou, modernizou e doou a melhor e maior Arena Multiuso UEFA do Brasil ao seu time do coração. Deu-nos, com Rigo, a janela de agosto e Suárez — conforme Guerra, Marcelo para o uruguaio até hoje.
Mas o que quero dizer ao tocar neste sensível tema de política? É que time bom se faz com dinheiro: investidores torcedores ou investidores de SAF. O Bahia renasceu no futebol como SAF. Até mesmo Botafogo, Ceará, Fortaleza — hoje em má fase esses nordestinos. O Grêmio precisa de dinheiro, só dinheiro compra jogadores que disputam títulos. E, claro, boa administração. Como Guerra contratou mal! Ainda tivemos o azar de tantas lesões graves, inclusive em contratados recentemente mas que culpa terá a condição física dos jogadores dentro e fora de campo, nesse comboio de lesionados e preservados todo jogo?
Sobre a base. A base de um clube deve ser valorizada, fato, e o Grêmio sempre revelou jogadores top. Só que, hoje, a base não é mais salvação como era, é aposta e incremento em times grandes. O pior é que, no Maior do Sul, há uma novela para subir os guris ou não, e utilizá-los, o medo de pressioná-los. Jogador bom tem de aguentar pressão. Alguns pedem para subir ao profissional: Thiaguinho, Luís Eduardo, João Borne, Mec, o goleiro Gabriel Menegon. Eram melhores que o Galo, amarelaram no Brasileirão Sub-17, porém o que fica é que alguns deles são bons e devem ser aproveitados o quanto antes. Dezessete anos já é idade.
Enfim, não sei o resultado do baile que o Bahia estava dando em um Grêmio que entrou com sono e perdido em campo. Um empate seria heroico. Uma derrota não seria absurda na Fonte Nova lotada, mas sendo amassados, com os jogadores que temos, apesar dos desfalques intermináveis, é com o peso da nossa camisa, é preocupante.
O Grêmio tem sido uma caixinha de surpresas muitas vezes desagradáveis.
O que não combina com um time vencedor. Há de se ter certa regularidade, um bom grupo — que não temos — e bom físico dos atletas, treinamentos e extracampo, que não acho que tenhamos.
Deus nos ajude. Estamos cansados de humilhações em 2025e desde lá por 2020. O Grêmio sempre foi força e raça, hoje parece ter perdido sua identidade, e sua imortalidade está agonizante. O Grêmio está em crise existencial. Nesses casos, muita coisa precisa mudar, no gramado e nos bastidores.
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