Foto: Richard Ducker Richard Dücker: O Engenheiro que largou tudo para fotografar o Grêmio Criado em Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul, Richard Dücker jamais imaginou que trocaria os cálculos da engenharia por cliques que eternizariam a paixão de uma torcida. Mas foi exatamente isso que aconteceu. Em 2017, depois de anos equilibrando duas vidas — a de engenheiro e a de fotógrafo nas horas vagas — ele tomou uma decisão radical: largou a profissão formal para se dedicar exclusivamente à fotografia da torcida do Grêmio , clube do coração.
A história com a câmera começou bem antes da virada de vida. Desde 2005, Dücker já percorria o velho casarão com seu equipamento na mão, registrando o fervor da torcida tricolor nas arquibancadas do lendário Estádio Olímpico. O que começou como uma paixão amadora, movida apenas pela vontade de capturar a alma da torcida, foi se tornando um trabalho respeitado, reconhecido e, principalmente, necessário dentro da cultura gremista. Com o passar dos anos, sua presença passou a ser esperada tanto quanto a dos próprios torcedores.
Quando a casa gremista mudou de endereço e a Arena do Grêmio se tornou o novo palco, lá estava ele, fiel como os que cantam do início ao fim dos 90 minutos. Mas foi apenas em 2017, após uma profunda reflexão, que Dücker resolveu transformar a paixão em profissão. Deixou a segurança do diploma para seguir o Grêmio onde ele fosse — fosse em Abu Dhabi, no Peru, no Chile ou em qualquer canto da América do Sul.
Hoje, com uma base impressionante de seguidores — são mais de 280 mil no Instagram e 80 mil no YouTube — Dücker se tornou referência quando o assunto é fotografia de torcida. Mas mais do que números, seu trabalho representa uma conexão emocional com cada gremista. Ele não apenas fotografa jogos, mas conta histórias: o pai que leva o filho pela primeira vez ao estádio, a lágrima do torcedor no título da Libertadores de 2017, o silêncio tenso antes de um pênalti decisivo.
“Gostava muito de fotografar, me recordo de ganhar uma câmera digital no natal de 2004 e na metade 2005 eu comecei a me sentir seguro em levar essa câmera para o Olímpico. Naquela época uma câmera digital era meio que um artigo de luxo, pouca gente tinha uma câmera, não é como hoje que todo mundo tem uma câmera fotográfica em um smartphone. Eu como estava no meio da banda da geral, me senti seguro em levar a câmera e começar a fazer registros daqueles momentos que eu vivia na arquibancada, o que aconteceu naquele ano foi mágico.
“A transformação da torcida é um processo natural, eu comecei acompanhar em 1997 quando vim morar em Porto Alegre, comecei a registrar a torcida em 2005, oito anos depois, e se formos pegar o recorte após a criação da Geral em 2001 e até o momento de hoje teve uma transformação gigante. Mas a diferença de 2005 para cá, são gerações diferentes, as pessoas agem e se comportam totalmente diferentes. A própria Arena força um comportamento diferente, diferente do Olímpico.
Seus imaginagensãos não são apenas registros — são documentos da alma tricolor. O site ducker.com.br abriga um acervo com milhares de fotos e vídeos, organizados por temporadas, que contam ano após ano a saga da torcida gremista. Richard Dücker é, hoje, mais do que um fotógrafo. É o cronista visual de uma das torcidas mais apaixonadas do Brasil.
O ano de 2005, aquele “boom” da torcida do Grêmio, daquela festa no Olímpico a mudança de comportamento da torcida dentro do Olímpico, aquela Libertadores de 2007 o Grêmio perdendo todos os jogos fora mas com a torcida do lado dentro de casa sempre virando, exceto a final claro. Mas na Arena a gente teve também momentos bons na Arena, os títulos de 2016 e 2017, são momentos que vou levar para o resto da vida
“A coisa que me deixa mais feliz em relação ao Grêmio na minha vida é quando o pessoal chega para mim e fala que acompanha meu trabalho desde 2005, esse tipo de coisa me deixa muito feliz, vejo que o meu trabalho ajudou o Grêmio em um momento muito difícil e ajudou a divulgar a torcida e a festa.
Eu quero continuar cobrindo os jogos do Grêmio, o que me deixa mais feliz é que nos últimos anos 2022, 2023, 2024 e 2025, tenho conseguido acompanhar o Grêmio dentro e fora de casa, isso é uma coisa que eu sempre sonhei em fazer. Pretendo continuar com a fotografia além do futebol, faço a cobertura para World Marathon Challenge que são 7 dias de maratona em lugares extremos. Pretendo continuar cobrindo o Grêmio por muito e muito tempo”.
VEJA TAMBÉM
- ONDE ASSISTIR! Internacional e Grêmio duelam por vaga na Copa do Brasil
- DEMISSÃO EM JOGO! Gre-Nal pode definir permanência ou não de Luís Castro
- ESCALAÇÃO DO TRICOLOR! Veja os titulares do Grêmio na decisão
Comentários
Enviar Comentário
Aplicativo Gremio Avalanche
Leia também
ONDE ASSISTIR! Internacional e Grêmio duelam por vaga na Copa do Brasil
DEMISSÃO EM JOGO! Gre-Nal pode definir permanência ou não de Luís Castro
ESCALAÇÃO DO TRICOLOR! Veja os titulares do Grêmio na decisão
ESTRATÉGIA! Grêmio aposta em quatro armas para explorar defesa do Inter
QUE MORAL! Felipão rasga elogios a volante gremista antes do Gre-Nal
TUDO CERTO! Grêmio encaminha empréstimo de Monsalve ao Estudiantes até 2027
VELHO CONHECIDO! De saída do Flamengo, atacante volta ao radar do Grêmio; entenda a operação
PROPOSTA NA MESA! Grêmio recebe oferta por Tetê apenas oito meses após contratação
É DIA DE GRE-NAL! Grêmio encara o Inter pela Copa do Brasil; veja onde assistir, horário e escalações
ESTÁ DE BRINCADEIRA! Ex-dirigente do Grêmio detona Arthur, cita forma física e revela pedida milionária
CRAVOU O RESULTADO! Vidente aponta resultado de Gre-Nal pela Copa do Brasil
FOI PRA JUSTIÇA! Luis Suárez cobra valores do Grêmio após saída do clube
ONDE ASSISTIR! Gre-nal decisivo na Copa do Brasil: transmissão e escalações
DE GRAÇA? Ex-Grêmio pode sair sem custos do Flamengo e busca retorno à Europa
GRÊMIO DE OLHO! Dívida trava contratação de Arthur no Santos; entenda
ANTECIPOU! Grêmio adianta pagamentos ao elenco em semana de Gre-Nal
"NÃO DÁ MAIS"! Ex-jogador pede saída imediata de Luís Castro do comando gremista; veja
TUDO CERTO! Grêmio acerta venda de meia e pode faturar R 15 milhões; entenda