Últimas eleições presidenciais no Grêmio foram disputadas em outubro de 2014
Na noite desta segunda-feira, a Arena do Grêmio foi palco de uma reunião histórica no Conselho Deliberativo. Quatro mudanças estatutárias tiveram aprovação e elas serão importantes para o futuro do clube. Conversei com o baita gremista Thiago Floriano, que participou da construção das propostas no fórum. Nem todos que participaram das reuniões desde janeiro são conselheiros, então não é preciso ser do CD para ajudar a instituição. O último dia de agosto reservou avanços essenciais e que melhoram muito as perspectivas tricolores.
É preciso desmentir este senso comum quando se fala da política no Grêmio. Virou clichê afirmar que o clube é todo rachado, que todo mundo só trabalha em benefício próprio e que nada de bom é feito para o bem coletivo. Importante ressaltar que, nos últimos seis meses, grupos políticos das mais variadas correntes remaram lado a lado em prol da instituição. Clube dividido não levanta taça. Ao que parece, a esmagadora maioria dos conselheiros está colocando o Grêmio acima de tudo. Baita notícia!
Sem mais delongas, vamos às mudanças:
1) O tempo de mandado para presidente será agora de três anos e as eleições para o Conselho Deliberativo e para a presidência acontecerão no mesmo ano. Ou seja, pleito eleitoral no Grêmio só a cada triênio. Em setembro para o CD e em novembro para eleger o novo mandatário.
É muito boa esta decisão, pois permite ao presidente uma continuidade maior na implementação de seus projetos. E a unificação das eleições de CD e presidencial para o mesmo ano diminui as disputas eleitorais dentro do clube, que só ocorrerão de três em três anos. O ambiente interno tende a melhorar.
2) A cláusula de barreira das eleições para o CD agora é de 15%. Se somente uma chapa atingir os 15%, ela coloca no máximo 70% dos conselheiros e os 30% residuais são divididos pelas chapas que atingirem o mínimo de 5% dos votos.
Outra boa novidade, pois garante a pluralidade de pensamentos dentro do clube e evita que um grupo tenha o monopólio absoluto. Em nome da democracia, da divergência de ideias, do debate, a decisão é extremamente salutar.
3) Sobre a antecipação de receitas, está no Profut, que o Grêmio vai aderir, palavras do presidente Romildo Bolzan. Só será permitido, estatutariamente, que 30% das receitas sejam antecipadas por ano, referente ao orçamento daquele ano.
Importante porque não havia esta regra. As receitas dos anos seguintes agora não poderão ser mais comprometidas, está no estatuto do clube. Para a saúde financeira da instituição, um gol de placa.
4) Antes não tinha nenhuma condição para alguém ser vice-presidente do Grêmio. São seis VP, além do presidente. Agora quatro terão que atender os mesmos requisitos do presidente, ou seja, 10 anos ininterruptos de sócio e dois terão que atender os requisitos mínimos para votar, dois anos ininterruptos de sócio.
Interessante porque evita a chegada de aventureiros à vice-presidência só porque tem amigos importantes dentro do clube. Agora os gremistas que integrarão o Conselho de Administração serão aqueles com o mínimo de vivência e conhecimento do Grêmio, prerrogativa essencial para o cargo que exercem.
O Grêmio avança com estas decisões!
VEJA TAMBÉM
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- Agora ou nunca: Grêmio precisa acelerar para evitar rebaixamento
Na noite desta segunda-feira, a Arena do Grêmio foi palco de uma reunião histórica no Conselho Deliberativo. Quatro mudanças estatutárias tiveram aprovação e elas serão importantes para o futuro do clube. Conversei com o baita gremista Thiago Floriano, que participou da construção das propostas no fórum. Nem todos que participaram das reuniões desde janeiro são conselheiros, então não é preciso ser do CD para ajudar a instituição. O último dia de agosto reservou avanços essenciais e que melhoram muito as perspectivas tricolores.
É preciso desmentir este senso comum quando se fala da política no Grêmio. Virou clichê afirmar que o clube é todo rachado, que todo mundo só trabalha em benefício próprio e que nada de bom é feito para o bem coletivo. Importante ressaltar que, nos últimos seis meses, grupos políticos das mais variadas correntes remaram lado a lado em prol da instituição. Clube dividido não levanta taça. Ao que parece, a esmagadora maioria dos conselheiros está colocando o Grêmio acima de tudo. Baita notícia!
Sem mais delongas, vamos às mudanças:
1) O tempo de mandado para presidente será agora de três anos e as eleições para o Conselho Deliberativo e para a presidência acontecerão no mesmo ano. Ou seja, pleito eleitoral no Grêmio só a cada triênio. Em setembro para o CD e em novembro para eleger o novo mandatário.
É muito boa esta decisão, pois permite ao presidente uma continuidade maior na implementação de seus projetos. E a unificação das eleições de CD e presidencial para o mesmo ano diminui as disputas eleitorais dentro do clube, que só ocorrerão de três em três anos. O ambiente interno tende a melhorar.
2) A cláusula de barreira das eleições para o CD agora é de 15%. Se somente uma chapa atingir os 15%, ela coloca no máximo 70% dos conselheiros e os 30% residuais são divididos pelas chapas que atingirem o mínimo de 5% dos votos.
Outra boa novidade, pois garante a pluralidade de pensamentos dentro do clube e evita que um grupo tenha o monopólio absoluto. Em nome da democracia, da divergência de ideias, do debate, a decisão é extremamente salutar.
3) Sobre a antecipação de receitas, está no Profut, que o Grêmio vai aderir, palavras do presidente Romildo Bolzan. Só será permitido, estatutariamente, que 30% das receitas sejam antecipadas por ano, referente ao orçamento daquele ano.
Importante porque não havia esta regra. As receitas dos anos seguintes agora não poderão ser mais comprometidas, está no estatuto do clube. Para a saúde financeira da instituição, um gol de placa.
4) Antes não tinha nenhuma condição para alguém ser vice-presidente do Grêmio. São seis VP, além do presidente. Agora quatro terão que atender os mesmos requisitos do presidente, ou seja, 10 anos ininterruptos de sócio e dois terão que atender os requisitos mínimos para votar, dois anos ininterruptos de sócio.
Interessante porque evita a chegada de aventureiros à vice-presidência só porque tem amigos importantes dentro do clube. Agora os gremistas que integrarão o Conselho de Administração serão aqueles com o mínimo de vivência e conhecimento do Grêmio, prerrogativa essencial para o cargo que exercem.
O Grêmio avança com estas decisões!
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