Seria um exagero afirmar que sobrou futebol na primeira metade do Brasileiro. Mas também é absurdo dizer que o campeonato não apresenta nada de positivo. O equilíbrio que há entre os seis principais candidatos ao título - Corinthians, Atlético-MG, Grêmio, São Paulo, Fluminense e Sport - tem mantido o interesse geral, ao contrário de outras edições por pontos corridos, quando um ou dois clubes disparavam na frente, deixando o restante brigando apenas por posições secundárias.
Aliás, vale ressaltar que obter vaga na Libertadores hoje tem mais valor, e levando-se isto em consideração, pelo menos mais dois times, Atlético-PR e Palmeiras, ainda prometem lutar por tal espaço, o que também colabora para a boa média de público.
O problema é que o Brasileiro cai assustadoramente de nível da metade da tabela para baixo. As equipes que ocupam o primeiro bloco desta faixa são de uma irregularidade sem par, e as quatro últimas duelam de forma impressionante com as suas muitas limitações, protagonizando partidas de uma pobreza só, notadamente quando jogam entre si.
Na realidade, parece difícil que possam ocorrer mudanças radicais no segundo turno, como por exemplo uma arrancada fabulosa de um dos times da turma do meio, desses que ganham e perdem com a mesma facilidade, embora o futebol seja sempre capaz de surpreender.
Numa análise fria a calculista do que aconteceu até aqui, o que houve de melhor foi o Atlético-MG, e de pior, sem dúvida alguma, e infelizmente, por se tratar de um gigante, a tragédia do Vasco, que apostou politicamente no passado, e deste não consegue sair.
Outro ponto positivo foi o quase fim do questionamento abusivo dos jogadores aos árbitros, com a punição imediata, e o negativo os esquemas defensivos dos times médios, quando atuam fora de casa, e pior, de qualquer um dos 20 concorrentes, quando põe vantagem e recua para tentar liquidar nos contra-ataques, contribuindo para tornar o espetáculo deprimente.
Num discurso otimista, há sempre a possibilidade de ocorrer melhora na segunda parte do Brasileiro, pois o cerco obviamente se aperta em torno da conquista do título, das vagas na Libertadores e do terrível rebaixamento. Mas o ideal, na prática, é que se pudesse formar, ao fim do campeonato, uma seleção de boa qualidade que pudesse efetivamente representar o Brasil em amistosos ou competições oficiais. E isto, pelo menos por enquanto, ainda não foi possível. Será?
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Na realidade, parece difícil que possam ocorrer mudanças radicais no segundo turno, como por exemplo uma arrancada fabulosa de um dos times da turma do meio, desses que ganham e perdem com a mesma facilidade, embora o futebol seja sempre capaz de surpreender.
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Outro ponto positivo foi o quase fim do questionamento abusivo dos jogadores aos árbitros, com a punição imediata, e o negativo os esquemas defensivos dos times médios, quando atuam fora de casa, e pior, de qualquer um dos 20 concorrentes, quando põe vantagem e recua para tentar liquidar nos contra-ataques, contribuindo para tornar o espetáculo deprimente.
Num discurso otimista, há sempre a possibilidade de ocorrer melhora na segunda parte do Brasileiro, pois o cerco obviamente se aperta em torno da conquista do título, das vagas na Libertadores e do terrível rebaixamento. Mas o ideal, na prática, é que se pudesse formar, ao fim do campeonato, uma seleção de boa qualidade que pudesse efetivamente representar o Brasil em amistosos ou competições oficiais. E isto, pelo menos por enquanto, ainda não foi possível. Será?
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