A decisão da diretoria do Internacional de mandar para o Departamento Pessoal - lembram disso? - os documentos do Diego Aguirre às vésperas do Gre-Nal deu mais tempero ao arroz de carreteiro, prato obrigatório para ser consumido em um domingo de Dia dos Pais e necessário quando se tem no Rio Grande do Sul um confronto deste tamanho, identidade e rivalidade. Fosse em uma outra semana e a corriqueira demissão de um treinador, algo que o futebol brasileiro banalizou, não teria recebido tanto espaço em qualquer ferramenta de mídia que se propõe a trabalhar com informação e análise. Mas foi consumada 72 horas antes de um jogo que mexe com um estado e contamina os gaúchos espalhados pelo Brasil. Não há quem more em outra unidade da Federação - inclua-se aí também o Distrito Federal - que torça por um ou outro e não fique excitado com o clássico.

Se existe um time que para mim é um mistério trata-se do Internacional. Tal e qual a maioria dos catedráticos, eu sempre acredito que o Inter entrará em campo com a seguinte frase escrita no uniforme: “Agora vai”. E todo ano deixa de ir. Quebro a cara, tal e qual os catedráticos de plantão - e olha que o número aumenta cada vez mais -, mas não desisto, persisto, insisto. Alguma coisa acontece no Beira-Rio que impede o avião, com tripulação considerada de primeira, decolar. Não creio que a curto prazo a saída de um e a entrada de outro profissional do ramo das táticas e posicionamento mudará o rumo desta prosa.
Do outro lado está o Grêmio, que contrariou a norma vigente e não pode ter a sua diretoria criticada pelo fato de ter trocado de técnico. Como dizia o humorista Zé Trindade, um baiano genial que a chanchada conheceu nos anos 50: “O que é a natureza”. O coro dos contentes vive a pregar que demitir técnico é sempre errado. Mas aí aparece o caso do Grêmio. Estava lá o Luiz Felipe Scolari, com currículo de capa dura e sem necessitar de “Red Hunter” para obter emprego. Mas os resultados e a postura do time eram passíveis de questionamentos.
Eis que entra o Roger e a situação muda. Como técnico de futebol no Brasil tem outra personalidade, ele passou a ter sobrenome, o que era proibido à época de jogador. Entrou um Machado e o que tem feito é digno de reconhecimento. O Grêmio está entre os times bem arrumados deste Campeonato Brasileiro. Apostou em um promissor técnico, que tem currículo como jogador e o rascunha como técnico. Vale uma reflexão sobre se a troca de técnico, como querem os catedráticos, é sempre equivocada ou, algumas vezes, necessária para mudar o andamento de um time. No caso do Grêmio e de outras equipes, percebe-se que não houve erro.
O mais importante é observar se a decisão foi tomada de maneira equilibrada ou apenas para satisfazer quem está com sede de sangue. Geralmente é pelo segundo motivo e aí os resultados não aparecem.
Bom final de semana para todos
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Se existe um time que para mim é um mistério trata-se do Internacional. Tal e qual a maioria dos catedráticos, eu sempre acredito que o Inter entrará em campo com a seguinte frase escrita no uniforme: “Agora vai”. E todo ano deixa de ir. Quebro a cara, tal e qual os catedráticos de plantão - e olha que o número aumenta cada vez mais -, mas não desisto, persisto, insisto. Alguma coisa acontece no Beira-Rio que impede o avião, com tripulação considerada de primeira, decolar. Não creio que a curto prazo a saída de um e a entrada de outro profissional do ramo das táticas e posicionamento mudará o rumo desta prosa.
Do outro lado está o Grêmio, que contrariou a norma vigente e não pode ter a sua diretoria criticada pelo fato de ter trocado de técnico. Como dizia o humorista Zé Trindade, um baiano genial que a chanchada conheceu nos anos 50: “O que é a natureza”. O coro dos contentes vive a pregar que demitir técnico é sempre errado. Mas aí aparece o caso do Grêmio. Estava lá o Luiz Felipe Scolari, com currículo de capa dura e sem necessitar de “Red Hunter” para obter emprego. Mas os resultados e a postura do time eram passíveis de questionamentos.
Eis que entra o Roger e a situação muda. Como técnico de futebol no Brasil tem outra personalidade, ele passou a ter sobrenome, o que era proibido à época de jogador. Entrou um Machado e o que tem feito é digno de reconhecimento. O Grêmio está entre os times bem arrumados deste Campeonato Brasileiro. Apostou em um promissor técnico, que tem currículo como jogador e o rascunha como técnico. Vale uma reflexão sobre se a troca de técnico, como querem os catedráticos, é sempre equivocada ou, algumas vezes, necessária para mudar o andamento de um time. No caso do Grêmio e de outras equipes, percebe-se que não houve erro.
O mais importante é observar se a decisão foi tomada de maneira equilibrada ou apenas para satisfazer quem está com sede de sangue. Geralmente é pelo segundo motivo e aí os resultados não aparecem.
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