A CBF planeja endurecer as regras para contratação de atletas estrangeiros. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a entidade que comanda o futebol nacional quer imitar a Inglaterra, país que só permite a contratação de extra-comunitários com passagens por suas respectivas seleções nacionais.
O objetivo é impedir a chegada de mais gringos de "segundo escalão", que costumam ser vistos como boas alternativas pelas equipes brasileiras devido aos baixos salários. Atualmente, estão inscritos 90 atletas estrangeiros no Departamento de Registros e Transferências da CBF.
A proposta foi debatida em encontro de ex-técnicos da seleção brasileira em evento na última semana, e deve ser encaminhada para discussão com os clubes em breve.
"A ideia é que a gente melhore o nível técnico e a qualidade dos jogadores que vão atuar aqui. Para trazer igual ou pior do que nós temos aqui, não precisamos contratar de fora", disse Carlos Alberto Parreira, tetracampeão do mundo com o Brasil em 1994.
Para Parreira, um número menor de gringos irá melhorar a formação dos jogadores brasileiros, o que ajudaria a seleção.
No entanto, alguns treinadores já se mostraram contrários à mudança nas regras. Um deles foi Tite, do Corinthians, que vê os estrangeiros como necessários para criar competição.
"Não é esse tipo de medida que vai ajudar a melhorar o futebol. Quanto mais qualidade, melhor. Estimula a concorrência e eleva o nível. Não importa se o jogador é de fora", opinou.
Marcelo Oliveira, do Palmeiras, concordou. O time alviverde tem diversos gringos no elenco, como os argentinos Mouche, Allione e Barrios (este naturalizado paraguaio).
"Acho saudável e legítima a interação com estrangeiros. Vale como experiência para nossos atletas. Talvez o Parreira esteja preocupado com a formação do jogador brasileiro e a seleção, mas a nossa seleção é formada por atletas que estão fora, então os estrangeiros não causam prejuízo. Acho até que são benéficos, porque trazem ideias novas", afirmou.
Já o colombiano Juan Carlos Osorio, do São Paulo, considerou absurda a ideia de igualar as regras de Brasil e Inglaterra. Ele trabalhou por cinco anos no Manchester City, time que possuía mais extra-comunitários que ingleses no plantel.
"Isso me surpreende. A quantidade de jogadores estrangeiros no Brasil é muito baixa. Não vejo como um problema, como na Inglaterra. Lá, vários times, como o Arsenal, muitas vezes não tinhan na escalação nenhum inglês sequer. No Brasil, todos os times têm oito ou onze brasileiros", ressaltou.
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Para Parreira, um número menor de gringos irá melhorar a formação dos jogadores brasileiros, o que ajudaria a seleção.
No entanto, alguns treinadores já se mostraram contrários à mudança nas regras. Um deles foi Tite, do Corinthians, que vê os estrangeiros como necessários para criar competição.
"Não é esse tipo de medida que vai ajudar a melhorar o futebol. Quanto mais qualidade, melhor. Estimula a concorrência e eleva o nível. Não importa se o jogador é de fora", opinou.
Marcelo Oliveira, do Palmeiras, concordou. O time alviverde tem diversos gringos no elenco, como os argentinos Mouche, Allione e Barrios (este naturalizado paraguaio).
"Acho saudável e legítima a interação com estrangeiros. Vale como experiência para nossos atletas. Talvez o Parreira esteja preocupado com a formação do jogador brasileiro e a seleção, mas a nossa seleção é formada por atletas que estão fora, então os estrangeiros não causam prejuízo. Acho até que são benéficos, porque trazem ideias novas", afirmou.
Já o colombiano Juan Carlos Osorio, do São Paulo, considerou absurda a ideia de igualar as regras de Brasil e Inglaterra. Ele trabalhou por cinco anos no Manchester City, time que possuía mais extra-comunitários que ingleses no plantel.
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