Roger optou por jogar sem centroavante
(Foto: Lucas Uebel/Grêmio)
Na ponta do Campeonato Brasileiro, o Grêmio passará a ser mais avaliado pelos rivais. A visão de Roger após as cinco vitórias consecutivas deixa claro que o comandante buscará novas alternativas para continuar surpreendendo os adversários. Atualmente, o time do ex-lateral tem algumas premissas básicas que, como uma bola de neve, começa na ausência de um centroavante fixo no setor, passa pelos meias que ocupam espaço na área e chega até aos volantes que são cobrados para participar do jogo ofensivo. Desde sua chegada, outro ponto que chamou atenção foi suas expressões características nas entrevistas. Algo como um dicionário próprio.
Desde que o comandante assumiu, são 13 gols marcados na competição. Apenas um foi de jogada aérea. Saiu em cruzamento de Douglas para o zagueiro Rhodolfo. Depois, há outros dois gols de bola parada: um de falta, de Luan, contra o Avaí, e outro de pênalti, de Douglas, na vitória sobre o Cruzeiro. O restante das jogadas tem a participação do setor ofensivo como um todo e jogadas trabalhadas com toque de bola e velocidade pelos lados do campo. Algo que já deve estar sendo observadi pelos rivais.
- Eu avisei para os meus atletas. Passamos de atirador a vidraça, vão nos olhar de forma diferente, vão estudar a nossa estratégia. Eu digo a eles que o que vem de fora deve ser absorvido, mas o que realmente conta é o que é falado internamente - disse Roger.
O time gremista se posta no 4-4-2 em duas linhas com Roger. A primeira geralmente é formada por Galhardo, Pedro Geromel, Rhodolfo e Marcelo Oliveira. Depois, da direita para a esquerda, se alinham Giuliano, Walace, Maicon e Pedro Rocha. Mais à frente, Douglas e Luan. Este é o movimento defensivo da equipe, com o retorno dos chamados extremos marcando o lateral rival. Por isso não é difícil ver Pedro Rocha, atacante de origem, ou Giuliano, meia com qualidade técnica, na própria área gremista. Douglas fica com uma faixa menor de campo para percorrer e pode utilizar sua qualidade técnica em toques curtos para iniciar a transição ofensiva.

Luan é jogador mais avançado (Foto: Reprodução)
No setor ofensivo, a principal troca no conceito foi basicamente a ausência de uma referência. Luan, com Felipão, eventualmente era testado na função. Mas pouco era utilizado por ali. O antigo treinador gostava de usar Braian Rodríguez ou então Yuri Mamute entre os zagueiros.
Roger optou pelo jovem de 22 anos como jogador mais avançado. Só que Luan pouco fica como “centroavante”. Tem liberdade para recuar e se movimentar pelos lados, principalmente. Exerce o que pode ser chamado de falso nove. Para preencher o espaço criado, o técnico pede que Giuliano, Douglas e Pedro Rocha entrem constantemente na área.
- Hoje talvez tenha sido um jogo que sintetizou um pouco de tudo isso. Da gente conseguir alternar os momentos entre você trabalhar passes curtos e ter uma amplitude lateral para envolver o adversário e fazer os adversários trocarem posições. E se aproveitar disso - explicou o técnico, após a vitória sobre o Atlético-PR.
É assim que a maioria dos gols da equipe do ex-lateral tem saído. Luan deu assistência para Pedro Rocha na Vila Belmiro exatamente assim. Movimentou-se, recebeu de Giuliano e escorou para o camisa 32, que fechou da esquerda para o meio. A dupla Luan e Giuliano participou diretamente de 10 dos 13 gols da equipe na Era Roger, o equivalente a quase 80% dos gols.
Uma das orientações mais constantes de Roger é que seus meias “pisem na área”. Dos 13 gols feitos com o treinador no comando 5 saíram desta maneira, anotados por Giuliano, duas vezes, Pedro Rocha, também em duas oportunidades, e Yuri Mamute, que substituiu Rocha na vitória sobre o Santos.
O avanço dos meias também ocorre por uma situação bem específica. Walace e Maicon avançam junto. Como se tivessem um linha com os colegas de lado de campo, ambos ficam mais próximos da área. Maicon, por exemplo, garantiu a vitória com um golaço sobre o Palmeiras. . Walace, no duelo com o Corinthians, deu o passe para que Pedro Rocha servisse Giuliano logo nos primeiros minutos, na estreia de Roger na Arena. Para exemplificar como não é apenas pela característica dos titulares, Edinho, reserva, adiantou-se e deu assistência para Yuri Mamute no terceiro gol sobre o Peixe, na última rodada.

Frame Grêmio Corinthians Roger Machado tática (Foto: Reprodução)
Outra característica das equipes de Roger são as surpresas aos rivais logo no início das partidas. Na última rodada, Pedro Rocha abriu o placar sobre o Santos com um gol aos 3 minutos. Antes, já marcara o gol mais rápido do Brasileirão, aos 37 segundos, ao aproveitar erro da defesa do Avaí. Giuliano, na vitória sobre o Corinthians, havia feito o mesmo ao balançar as redes aos 4 minutos.
Todas essas jogadas e movimentações são trabalhadas no dia a dia por Roger. Em trabalhos nos quais cobra muita intensidade, o responsável pela boa fase do Tricolor, na leitura da diretoria, consegue que os atletas ensaiem de fato o que farão em campo. A diretoria vê no treinador a "poção mágica", que antes era buscada com reforços no mercado. Com basicamente o mesmo elenco de Felipão, porém, Roger conseguiu cinco vitórias consecutivas e é vice-líder do Brasileirão com a mesma pontuação do líder Atlético-MG.
O GloboEsporte.com também fez uma análise do trabalho de Roger no dia a dia que resultou na sequência vencedora. O técnico tem nos novos conceitos e na didática com o elenco parte de seu trunfo na arrancada positiva do Tricolor.

Time do Grêmio do Roger no 4-4-2 em duas linhas (Foto: Eduardo Moura/Globoesporte.com)
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(Foto: Lucas Uebel/Grêmio)
Na ponta do Campeonato Brasileiro, o Grêmio passará a ser mais avaliado pelos rivais. A visão de Roger após as cinco vitórias consecutivas deixa claro que o comandante buscará novas alternativas para continuar surpreendendo os adversários. Atualmente, o time do ex-lateral tem algumas premissas básicas que, como uma bola de neve, começa na ausência de um centroavante fixo no setor, passa pelos meias que ocupam espaço na área e chega até aos volantes que são cobrados para participar do jogo ofensivo. Desde sua chegada, outro ponto que chamou atenção foi suas expressões características nas entrevistas. Algo como um dicionário próprio.
Desde que o comandante assumiu, são 13 gols marcados na competição. Apenas um foi de jogada aérea. Saiu em cruzamento de Douglas para o zagueiro Rhodolfo. Depois, há outros dois gols de bola parada: um de falta, de Luan, contra o Avaí, e outro de pênalti, de Douglas, na vitória sobre o Cruzeiro. O restante das jogadas tem a participação do setor ofensivo como um todo e jogadas trabalhadas com toque de bola e velocidade pelos lados do campo. Algo que já deve estar sendo observadi pelos rivais.
- Eu avisei para os meus atletas. Passamos de atirador a vidraça, vão nos olhar de forma diferente, vão estudar a nossa estratégia. Eu digo a eles que o que vem de fora deve ser absorvido, mas o que realmente conta é o que é falado internamente - disse Roger.
O time gremista se posta no 4-4-2 em duas linhas com Roger. A primeira geralmente é formada por Galhardo, Pedro Geromel, Rhodolfo e Marcelo Oliveira. Depois, da direita para a esquerda, se alinham Giuliano, Walace, Maicon e Pedro Rocha. Mais à frente, Douglas e Luan. Este é o movimento defensivo da equipe, com o retorno dos chamados extremos marcando o lateral rival. Por isso não é difícil ver Pedro Rocha, atacante de origem, ou Giuliano, meia com qualidade técnica, na própria área gremista. Douglas fica com uma faixa menor de campo para percorrer e pode utilizar sua qualidade técnica em toques curtos para iniciar a transição ofensiva.

Luan é jogador mais avançado (Foto: Reprodução)
No setor ofensivo, a principal troca no conceito foi basicamente a ausência de uma referência. Luan, com Felipão, eventualmente era testado na função. Mas pouco era utilizado por ali. O antigo treinador gostava de usar Braian Rodríguez ou então Yuri Mamute entre os zagueiros.
Roger optou pelo jovem de 22 anos como jogador mais avançado. Só que Luan pouco fica como “centroavante”. Tem liberdade para recuar e se movimentar pelos lados, principalmente. Exerce o que pode ser chamado de falso nove. Para preencher o espaço criado, o técnico pede que Giuliano, Douglas e Pedro Rocha entrem constantemente na área.
- Hoje talvez tenha sido um jogo que sintetizou um pouco de tudo isso. Da gente conseguir alternar os momentos entre você trabalhar passes curtos e ter uma amplitude lateral para envolver o adversário e fazer os adversários trocarem posições. E se aproveitar disso - explicou o técnico, após a vitória sobre o Atlético-PR.
É assim que a maioria dos gols da equipe do ex-lateral tem saído. Luan deu assistência para Pedro Rocha na Vila Belmiro exatamente assim. Movimentou-se, recebeu de Giuliano e escorou para o camisa 32, que fechou da esquerda para o meio. A dupla Luan e Giuliano participou diretamente de 10 dos 13 gols da equipe na Era Roger, o equivalente a quase 80% dos gols.
Uma das orientações mais constantes de Roger é que seus meias “pisem na área”. Dos 13 gols feitos com o treinador no comando 5 saíram desta maneira, anotados por Giuliano, duas vezes, Pedro Rocha, também em duas oportunidades, e Yuri Mamute, que substituiu Rocha na vitória sobre o Santos.
O avanço dos meias também ocorre por uma situação bem específica. Walace e Maicon avançam junto. Como se tivessem um linha com os colegas de lado de campo, ambos ficam mais próximos da área. Maicon, por exemplo, garantiu a vitória com um golaço sobre o Palmeiras. . Walace, no duelo com o Corinthians, deu o passe para que Pedro Rocha servisse Giuliano logo nos primeiros minutos, na estreia de Roger na Arena. Para exemplificar como não é apenas pela característica dos titulares, Edinho, reserva, adiantou-se e deu assistência para Yuri Mamute no terceiro gol sobre o Peixe, na última rodada.

Frame Grêmio Corinthians Roger Machado tática (Foto: Reprodução)
Outra característica das equipes de Roger são as surpresas aos rivais logo no início das partidas. Na última rodada, Pedro Rocha abriu o placar sobre o Santos com um gol aos 3 minutos. Antes, já marcara o gol mais rápido do Brasileirão, aos 37 segundos, ao aproveitar erro da defesa do Avaí. Giuliano, na vitória sobre o Corinthians, havia feito o mesmo ao balançar as redes aos 4 minutos.
Todas essas jogadas e movimentações são trabalhadas no dia a dia por Roger. Em trabalhos nos quais cobra muita intensidade, o responsável pela boa fase do Tricolor, na leitura da diretoria, consegue que os atletas ensaiem de fato o que farão em campo. A diretoria vê no treinador a "poção mágica", que antes era buscada com reforços no mercado. Com basicamente o mesmo elenco de Felipão, porém, Roger conseguiu cinco vitórias consecutivas e é vice-líder do Brasileirão com a mesma pontuação do líder Atlético-MG.
O GloboEsporte.com também fez uma análise do trabalho de Roger no dia a dia que resultou na sequência vencedora. O técnico tem nos novos conceitos e na didática com o elenco parte de seu trunfo na arrancada positiva do Tricolor.

Time do Grêmio do Roger no 4-4-2 em duas linhas (Foto: Eduardo Moura/Globoesporte.com)
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