Em vias de garantir o acesso à Série A do Brasileirão, o Grêmio entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e pediu efeito suspensivo para a pena de perda de mandos de campo imposta pelo tribunal pela briga da torcida no empate com o Cruzeiro.
A punição ocorreu na última terça-feira, horas antes do jogo contra o Sport, quando o STJD puniu o clube com a perda de três mandos de campo.
Desde terça-feira, o departamento jurídico do Tricolor se reuniu e preparou um material de defesa contundente para entrar com pedido de efeito suspensivo. O clube tenta a liberação já na partida contra o CSA, dia 4 de outubro, pela 33ª rodada da Série B, atuar na Arena.
A decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva
Por volta das 17h da terça-feira, o Grêmio foi julgado pelo STJD por conta da briga entre torcedores no empate por 2 a 2 com o Cruzeiro, pela 25ª rodada da Série B. A decisão foi a perda de três mandos de campo pelo campeonato nacional e multa de R$ 100 mil.
Como a decisão ocorreu na tarde do dia do jogo contra o Sport, a medida valia para as partidas seguintes, exatamente os três duelos restantes na Arena na Série B. Neste caso, são os confrontos contra CSA, Bahia e Brusque.
Além disso, a decisão prevê que o time é obrigado a jogar a um raio de 100km de distância de Porto Alegre. Uma das alternativas seria levar o jogo para Caxias do Sul, porém, em duas datas, no dia 4 e 16 de outubro, também haveria jogo do Juventude no Alfredo Jaconi.
O Grêmio foi denunciado pela Procuradoria nos artigos 211, por deixar de garantir segurança para a realização da partida, e 213, por deixar de tomar providências para prevenir desordens. Foi absolvido no primeiro e punido no segundo.
O caminho da defesa
Logo após as confusões na Arquibancada Norte no dia do jogo, o jurídico do Grêmio foi acionado, na intenção de auxiliar na identificação dos envolvidos na briga com imagens das câmeras de segurança do estádio. Isso é um elemento que os advogados do clube irão inserir no pedido e que esperam que seja levado em consideração para amenizar a punição.
– Efetivamente foi uma situação que entendo que o Grêmio não teve valorizada sua situação de ter feito praticamente 21 ou 22 denúncias. O Grêmio buscou esses torcedores que criaram o problema e notificou isso no processo. O que aconteceu foi que foi um acumulado de situações anteriores que o tribunal entendeu não excluir a responsabilidade do clube – disse o presidente Romildo Bolzan Júnior.
A decisão da punição foi por maioria dos votos pelos auditores da Segunda Comissão Disciplinar e não por unanimidade, por três votos a dois. Esse é outro argumento que o jurídico do Tricolor irá usar no pedido de efeito suspensivo e faz a diretoria estar confiante no sucesso do recurso.
"Tenho confiança que juridicamente temos uma posição sólida e que vamos buscar essa reversão."
— Romildo Bolzan, presidente do Grêmio
Agora cabe ao clube esperar se STJD irá aceitar o efeito suspensivo, até o julgamento do caso no Pleno no STJD. Se isso acontecer, os jogos "voltam" para a Arena. Caso a punição seja mantida, o Tricolor terá mais um desafio, que é procurar um lugar para mandar suas partidas na reta final da competição.
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Desde terça-feira, o departamento jurídico do Tricolor se reuniu e preparou um material de defesa contundente para entrar com pedido de efeito suspensivo. O clube tenta a liberação já na partida contra o CSA, dia 4 de outubro, pela 33ª rodada da Série B, atuar na Arena.
A decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva
Por volta das 17h da terça-feira, o Grêmio foi julgado pelo STJD por conta da briga entre torcedores no empate por 2 a 2 com o Cruzeiro, pela 25ª rodada da Série B. A decisão foi a perda de três mandos de campo pelo campeonato nacional e multa de R$ 100 mil.
Como a decisão ocorreu na tarde do dia do jogo contra o Sport, a medida valia para as partidas seguintes, exatamente os três duelos restantes na Arena na Série B. Neste caso, são os confrontos contra CSA, Bahia e Brusque.
Além disso, a decisão prevê que o time é obrigado a jogar a um raio de 100km de distância de Porto Alegre. Uma das alternativas seria levar o jogo para Caxias do Sul, porém, em duas datas, no dia 4 e 16 de outubro, também haveria jogo do Juventude no Alfredo Jaconi.
O Grêmio foi denunciado pela Procuradoria nos artigos 211, por deixar de garantir segurança para a realização da partida, e 213, por deixar de tomar providências para prevenir desordens. Foi absolvido no primeiro e punido no segundo.
O caminho da defesa
Logo após as confusões na Arquibancada Norte no dia do jogo, o jurídico do Grêmio foi acionado, na intenção de auxiliar na identificação dos envolvidos na briga com imagens das câmeras de segurança do estádio. Isso é um elemento que os advogados do clube irão inserir no pedido e que esperam que seja levado em consideração para amenizar a punição.
– Efetivamente foi uma situação que entendo que o Grêmio não teve valorizada sua situação de ter feito praticamente 21 ou 22 denúncias. O Grêmio buscou esses torcedores que criaram o problema e notificou isso no processo. O que aconteceu foi que foi um acumulado de situações anteriores que o tribunal entendeu não excluir a responsabilidade do clube – disse o presidente Romildo Bolzan Júnior.
A decisão da punição foi por maioria dos votos pelos auditores da Segunda Comissão Disciplinar e não por unanimidade, por três votos a dois. Esse é outro argumento que o jurídico do Tricolor irá usar no pedido de efeito suspensivo e faz a diretoria estar confiante no sucesso do recurso.
"Tenho confiança que juridicamente temos uma posição sólida e que vamos buscar essa reversão."
— Romildo Bolzan, presidente do Grêmio
Agora cabe ao clube esperar se STJD irá aceitar o efeito suspensivo, até o julgamento do caso no Pleno no STJD. Se isso acontecer, os jogos "voltam" para a Arena. Caso a punição seja mantida, o Tricolor terá mais um desafio, que é procurar um lugar para mandar suas partidas na reta final da competição.
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