Otávio Leite e Zezé Perrella na comissão (Marcos Oliveira/Agência Senado)
A parcela de deputados federais aliados à CBF na comissão mista que analisa a Medida Provisória 671 - sobre o refinanciamento da dívida dos clubes - boicotou a sessão desta quarta-feira, que serviria para fazer a leitura e votação do relatório do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ). Como resultado, não houve quórum, o que gerou um atraso no cronograma do processo. A próxima reunião está prevista para o dia 16.
Quem apareceu - a maioria foi de senadores - ficou revoltado por não haver parlamentares suficientes para o transcurso do encontro. O senador Romário (PSB-RJ) foi um deles.
- Para ser bem sincero, isso para mim não é nenhuma novidade. Tudo aqui na casa que for dar responsabilidade à CBF, infelizmente, não irá para frente. Eu sou da bancada da bola, fui jogador de futebol, mas eu não sou da bancada da CBF. Essa bancada é que fazendo com que o nosso futebol não dê passos positivos para modernidade e moralização - disparou o Baixinho.
O senador Zezé Perrella (PDT-MG) também mostrou descontentamento com a situação.
- Existe um trabalho em curso para que essa MP caia. Isso está claro. Espero que consigamos mudar esse quadro. A MP pode não ser prefeita. Há uma interferência do governo em alguns pontos, mas é possível resolver - afirmou ele, lembrando que na quinta-feira haverá reunião na CBF para mudança no estatuto.
O senador Humberto Costa (PT-PE) defende até que sejam retirados da reunião os parlamentares que não estiverem comprometidos com a causa.
- Se o que estamos vendo aqui um movimento intencional, quem é que vai ficar? As pessoas parecem que querem deixar tudo como está. Podemos ver com os líderes para substituir eventuais integrantes que ao invés de estarem comprometidos com as mudanças, estão comprometidos com interesses escusos - completou.
Na sexta-feira, os clubes terão uma reunião sobre MP na CBF para montarem um documento alternativo ao relatório feito pelo deputado Otávio Leite.
VEJA TAMBÉM
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Quem apareceu - a maioria foi de senadores - ficou revoltado por não haver parlamentares suficientes para o transcurso do encontro. O senador Romário (PSB-RJ) foi um deles.
- Para ser bem sincero, isso para mim não é nenhuma novidade. Tudo aqui na casa que for dar responsabilidade à CBF, infelizmente, não irá para frente. Eu sou da bancada da bola, fui jogador de futebol, mas eu não sou da bancada da CBF. Essa bancada é que fazendo com que o nosso futebol não dê passos positivos para modernidade e moralização - disparou o Baixinho.
O senador Zezé Perrella (PDT-MG) também mostrou descontentamento com a situação.
- Existe um trabalho em curso para que essa MP caia. Isso está claro. Espero que consigamos mudar esse quadro. A MP pode não ser prefeita. Há uma interferência do governo em alguns pontos, mas é possível resolver - afirmou ele, lembrando que na quinta-feira haverá reunião na CBF para mudança no estatuto.
O senador Humberto Costa (PT-PE) defende até que sejam retirados da reunião os parlamentares que não estiverem comprometidos com a causa.
- Se o que estamos vendo aqui um movimento intencional, quem é que vai ficar? As pessoas parecem que querem deixar tudo como está. Podemos ver com os líderes para substituir eventuais integrantes que ao invés de estarem comprometidos com as mudanças, estão comprometidos com interesses escusos - completou.
Na sexta-feira, os clubes terão uma reunião sobre MP na CBF para montarem um documento alternativo ao relatório feito pelo deputado Otávio Leite.
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