Acordo de J. Hawilla para ressarcir Justiça dos EUA por propinas
Os lucros da Copa América-2015 e da Copa do Brasil obtidos pelo empresário José Hawilla terão de ser repassados para a Justiça dos EUA por conta do escândalo de corrupção de dirigentes da Fifa. É o que consta do acordo feito por ele com o judiciário norte-americano ao confessar crimes e se comprometer a ressarcir os lesados.
Investigação do Departamento de Justiça dos EUA mostraram que Hawilla e outros executivos pagaram propinas de mais de US$ 150 milhões para dirigentes da Conmebol e da CBF como o vice-presidente José Maria Marin, preso. O objetivo foi conseguir contratos para exploração comercial da Copa América até 2023 e da Copa do Brasil até 2022 para a Traffic e outras companhias.
Com o esquema descoberto, Hawilla se comprometeu a pagar US$ 151 milhões (R$ 467 milhões) como ressarcimento referente a todos os lucros obtidos com esses contratos, segundo seu acordo com a Justiça americana. Uma parte disso pode ser quitada em dinheiro, e outra em venda de fatias do conglomerado Traffic nos EUA no Brasil.
Mas o acordo também prevê que qualquer “lucro adicional'' recebido pela empresa ou por Hawilla pelos dois contratos deve ser direcionado para a Justiça norte-americana. A quitação de todo esse dinheiro extra deve ser pago até o dia da setença final dos acusados, a empresa e seu dono.
“Na medida que o acusado e/ou a Traffic receberem lucros adicionais pelos contratos em vigor como definido na nota acima depois da data do acordo com o governo, o acusado deve pagar todo o montante equivalente desses lucros (os lucros adicionais de contratos em vigor) para a recompensa prevista no julgamento da terceira data (sentença)'', afirma o texto do juiz Raymond Dearie.

Acordo de J. Hawilla mostra contratos que ele teve de devolver lucros
Pelo acordo da Copa América, feito com a empresa Datisa, a Traffic tem direito a um terço dos lucros relacionados à venda de direitos de televisão e de marketing da competição. É provável que as outras duas empresas investigadas, uma delas a Full Play, sofram sanções similares quando as apurações sobre elas ficarem mais adiantadas.
No Brasil, a Traffic tem direito a parte dos lucros com patrocínio, direitos de marketing e de tv da Copa do Brasil, que também terão de ser repassados por Hawilla à Justiça norte-americana. Para garantir esse pagamento, o empresário terá de apresentar todos os seus documentos financeiros referentes às competições. Na prática, ele pagará muito mais do que os quase R$ 500 milhões previstos inicialmente.
Esse dinheiro ficará disponível nos EUA para que partes lesadas possam reivindicá-lo. No caso da Copa América, a CBF, associações nacionais e a Conmebol. No caso da Copa do Brasil, a mesma confederação e os clubes brasileiros.Procurados, os advogados de José Hawilla não quiseram comentar o acordo.
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Investigação do Departamento de Justiça dos EUA mostraram que Hawilla e outros executivos pagaram propinas de mais de US$ 150 milhões para dirigentes da Conmebol e da CBF como o vice-presidente José Maria Marin, preso. O objetivo foi conseguir contratos para exploração comercial da Copa América até 2023 e da Copa do Brasil até 2022 para a Traffic e outras companhias.
Com o esquema descoberto, Hawilla se comprometeu a pagar US$ 151 milhões (R$ 467 milhões) como ressarcimento referente a todos os lucros obtidos com esses contratos, segundo seu acordo com a Justiça americana. Uma parte disso pode ser quitada em dinheiro, e outra em venda de fatias do conglomerado Traffic nos EUA no Brasil.
Mas o acordo também prevê que qualquer “lucro adicional'' recebido pela empresa ou por Hawilla pelos dois contratos deve ser direcionado para a Justiça norte-americana. A quitação de todo esse dinheiro extra deve ser pago até o dia da setença final dos acusados, a empresa e seu dono.
“Na medida que o acusado e/ou a Traffic receberem lucros adicionais pelos contratos em vigor como definido na nota acima depois da data do acordo com o governo, o acusado deve pagar todo o montante equivalente desses lucros (os lucros adicionais de contratos em vigor) para a recompensa prevista no julgamento da terceira data (sentença)'', afirma o texto do juiz Raymond Dearie.

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Pelo acordo da Copa América, feito com a empresa Datisa, a Traffic tem direito a um terço dos lucros relacionados à venda de direitos de televisão e de marketing da competição. É provável que as outras duas empresas investigadas, uma delas a Full Play, sofram sanções similares quando as apurações sobre elas ficarem mais adiantadas.
No Brasil, a Traffic tem direito a parte dos lucros com patrocínio, direitos de marketing e de tv da Copa do Brasil, que também terão de ser repassados por Hawilla à Justiça norte-americana. Para garantir esse pagamento, o empresário terá de apresentar todos os seus documentos financeiros referentes às competições. Na prática, ele pagará muito mais do que os quase R$ 500 milhões previstos inicialmente.
Esse dinheiro ficará disponível nos EUA para que partes lesadas possam reivindicá-lo. No caso da Copa América, a CBF, associações nacionais e a Conmebol. No caso da Copa do Brasil, a mesma confederação e os clubes brasileiros.Procurados, os advogados de José Hawilla não quiseram comentar o acordo.
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