Representantes de Organizadas em audiência no Congresso (Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado)
A última audiência pública promovida pela comissão mista que discute a MP do Futebol no Congresso Nacional ouviu nesta terça-feira, em Brasília, integrantes de torcidas organizadas de alguns dos principais clubes do país. Elitização dos estádios e preços dos ingressos foram alguns dos assuntos mais abordados.
Os participantes do debate questionaram os altos preços cobrados nas arenas brasileiras atualmente. Também criticaram os programas de sócio-torcedor que, segundo eles, reduzem a oferta de ingressos disponíveis para quem não pode arcar com um plano. Os líderes das uniformizadas ainda cobraram a disponibilização de setores populares nos estádios, algo que acreditam que possa ser incluído como uma das exigências na MP do Futebol.
O vice-presidente da comissão mista, deputado Andrés Sanchez (PT-SP), que foi presidente do Corinthians, apresentou uma perspectiva dos dirigentes em relação ao tema. De acordo com ele, o preço crescente dos ingressos tem a ver com os impostos que os clubes precisam pagar. Além disso, seria necessário compensar a arrecadação perdida com as meias-entradas, cuja oferta Sanchez considera excessiva.
Participaram da audiência em Brasília representantes da Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg), Gaviões da Fiel e Urubuzada.
Tramitação da MP
A audiência foi a última prevista pela comissão antes da apresentação do relatório. Ao todo, foram sete reuniões de debates, que ouviram, entre outros, dirigentes de clubes de todas as séries do futebol nacional, CBF, movimento Bom Senso F.C., sindicatos de atletas, árbitros e especialistas de diferentes áreas da gestão esportiva.
Responsável pelo relatório, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) informou que pretende apresentar oficialmente o resultado na próxima terça-feira. Uma semana depois, a comissão deve votar o texto e enviá-lo para apreciação nos Plenários da Câmara e do Senado. A MP 671 tem validade até o dia 17 de julho.
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O vice-presidente da comissão mista, deputado Andrés Sanchez (PT-SP), que foi presidente do Corinthians, apresentou uma perspectiva dos dirigentes em relação ao tema. De acordo com ele, o preço crescente dos ingressos tem a ver com os impostos que os clubes precisam pagar. Além disso, seria necessário compensar a arrecadação perdida com as meias-entradas, cuja oferta Sanchez considera excessiva.
Participaram da audiência em Brasília representantes da Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg), Gaviões da Fiel e Urubuzada.
Tramitação da MP
A audiência foi a última prevista pela comissão antes da apresentação do relatório. Ao todo, foram sete reuniões de debates, que ouviram, entre outros, dirigentes de clubes de todas as séries do futebol nacional, CBF, movimento Bom Senso F.C., sindicatos de atletas, árbitros e especialistas de diferentes áreas da gestão esportiva.
Responsável pelo relatório, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) informou que pretende apresentar oficialmente o resultado na próxima terça-feira. Uma semana depois, a comissão deve votar o texto e enviá-lo para apreciação nos Plenários da Câmara e do Senado. A MP 671 tem validade até o dia 17 de julho.
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