Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS
Você percebe pela TV a fragilidade emocional dos jogadores do Grêmio. Time grande, quando está em crise, é assim. Bons jogadores, como Giuliano, sentem na perna a pressão e erram lances que jamais errariam, se estivessem jogando com naturalidade.
Pior acontece com os jovens talentos. O Grêmio tem um cacho deles. Pedro Rocha, Lincon, Luan, Wallace e Yuri Mamute são ótimos, mas estão começando agora. Quando você começa qualquer atividade na vida, tem de ter o direito de errar para aprender. Eles são obrigados a acertar sempre. Não há nada que leve mais ao erro do que a urgência do acerto.
Do que um time precisa, nessa situação?
De confiança.
Como um time adquire confiança?
Com vitórias.
Como se vence? Com gols
Como se faz gols? Com jogadores que saibam fazer gols.
O Grêmio não tem esses jogadores. Para marcar um único gol, como marcou no sábado, tem de criar, sofregamente, uma dúzia de oportunidades. A vitória surgiu de forma típica e didática: um dos melhores em campo, o lateral Marcelo Oliveira, foi ao fundo, levantou o queixo, viu quem entrava na área e para lá mandou um cruzamento certeiro, na testa do centroavante Braian Rodriguez, que botou para dentro meio desequilibrado.
Braian Rodriguez decerto não é o centroavante dos sonhos. Mas é centroavante. Estava na área no momento do cruzamento, e por isso fez o gol.
Obviamente, o Grêmio não pode depender de Braian Rodriguez para sobreviver. Terá de contratar, com rapidez, mais uns dois jogadores que dominem a arte de fazer a bola passar pela linha do gol.
É caro? É. Mas compensa. Vide o Inter: com um time quase todo reserva, arrancou um empate com o Vasco porque tinha... Nilmar.
O Inter não tem só Nilmar, tem Lisandro López, tem Rafael Moura, tem Vitinho, tem Valdívia. E, nos últimos tempos, teve Walter, Alecsandro, Sóbis, Dagoberto, Damião, Fernandão, Pato, Luiz Adriano, Fernando Baiano, Mahicon Librelato, Taison, Jô, Gilberto, jogadores afeitos a marcar gol. Isso não diz tudo acerca do sucesso do Inter no século 21, mas diz muito.
Um time precisa saber marcar gol. O Grêmio precisa encontrar esses jogadores. Ou a próxima derrota já trará mais insegurança e a perna tremerá na hora do chute e virá o erro e nova derrota. Para times inseguros, derrotas não causam reação. Causam novas derrotas.
VEJA TAMBÉM
- Grêmio ajusta estrutura enquanto foca na sobrevivência na Série A
- Á beira do abismo: Grêmio precisa da vitória sobre o Cruzeiro para respirar
- Mudança no ataque: Pressão na tabela força Grêmio a se reinventar
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Do que um time precisa, nessa situação?
De confiança.
Como um time adquire confiança?
Com vitórias.
Como se vence? Com gols
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O Grêmio não tem esses jogadores. Para marcar um único gol, como marcou no sábado, tem de criar, sofregamente, uma dúzia de oportunidades. A vitória surgiu de forma típica e didática: um dos melhores em campo, o lateral Marcelo Oliveira, foi ao fundo, levantou o queixo, viu quem entrava na área e para lá mandou um cruzamento certeiro, na testa do centroavante Braian Rodriguez, que botou para dentro meio desequilibrado.
Braian Rodriguez decerto não é o centroavante dos sonhos. Mas é centroavante. Estava na área no momento do cruzamento, e por isso fez o gol.
Obviamente, o Grêmio não pode depender de Braian Rodriguez para sobreviver. Terá de contratar, com rapidez, mais uns dois jogadores que dominem a arte de fazer a bola passar pela linha do gol.
É caro? É. Mas compensa. Vide o Inter: com um time quase todo reserva, arrancou um empate com o Vasco porque tinha... Nilmar.
O Inter não tem só Nilmar, tem Lisandro López, tem Rafael Moura, tem Vitinho, tem Valdívia. E, nos últimos tempos, teve Walter, Alecsandro, Sóbis, Dagoberto, Damião, Fernandão, Pato, Luiz Adriano, Fernando Baiano, Mahicon Librelato, Taison, Jô, Gilberto, jogadores afeitos a marcar gol. Isso não diz tudo acerca do sucesso do Inter no século 21, mas diz muito.
Um time precisa saber marcar gol. O Grêmio precisa encontrar esses jogadores. Ou a próxima derrota já trará mais insegurança e a perna tremerá na hora do chute e virá o erro e nova derrota. Para times inseguros, derrotas não causam reação. Causam novas derrotas.
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