Foto: Omar Freitas / Agencia RBS
A Geral do Grêmio publicou, em seu perfil no Facebook, uma nota de repúdio à proibição da entrada de materiais, como faixas e instrumentos, das organizadas do clube em jogos da Arena. A medida é válida até que se encerrem as investigações sobre os incidentes do último Gre-Nal.
Na nota, a principal organizada tricolor afirma não perceber como a restrição irá auxiliar a investigação. Também cobra sanções ao Inter por problemas no acesso da torcida visitante ao Beira-Rio.
A proibição foi comunicada às torcidas na noite de quarta-feira. A intenção das autoridades de segurança pública é impedir que os envolvidos nos incidentes do clássico tenham acesso a objetos que possam utilizar para praticar outros atos de violência.
Confira a íntegra da nota:
Na noite de quarta-feira, fomos comunicados de que não poderemos entrar com instrumentos e faixas na Arena até que as investigações dos incidentes no último Gre-Nal estejam encerradas. A Geral do Grêmio vem por meio desta nota manifestar todo o seu repúdio por tal decisão.
As lideranças da torcida orientaram os gremistas que foram ao clássico para que não depredassem o Beira Rio. Mas é impossível controlar o ato de 2 mil pessoas. Que investiguem com cuidado e punam os indivíduos que erraram, não o coletivo. E não percebemos como proibir a festa irá trazer qualquer benefício à investigação. Parece-nos decisão de caráter midiático.
Pedimos para a Promotoria do Torcedor, ao Comando Geral da Brigada Militar e ao Juizado do Torcedor que sejam coerentes e justos em suas medidas. O Beira Rio mais uma vez apresentou estrutura precária para receber os gremistas. Chuva de pedras na recepção, caminho do gado no brete e na escada caracol, mas tudo isso já é rotina.
O que nos chamou a atenção é que não foi pedido ingresso para os gremistas que entraram no Beira Rio. Ou seja, o clube mandante não teve nenhum controle de quem ou de qual objeto entrava na área dos visitantes. Como que uma punição é aplicada por fatos que ocorreram em área que não teve nenhum controle de acesso? Absurdo! E a negligência do Internacional não será investigada?
Na reunião em que nos foi anunciada a punição, o juiz do Jecrim afirmou que vai investigar seriamente o “arremesso das cadeiras” e que acha justa a pena, visto por ele como uma espécie de momento para reflexão. No mesmo encontro foi comunicado pela BM que os líderes da Geral colaboraram durante todo o clássico, para organizar e evitar conflitos. Então como proíbem os materiais se foi ato isolado de poucos?
Ele foi questionado se haveria investigação e punição ao Internacional em virtude dos fatos a seguir: 1) Não ter cobrado a entrega dos ingressos na entrada dos visitantes, fato gravíssimo. 2) Por oferecer um brete e uma escada caracol de um metro de largura para a entrada de 2 mil pessoas, o já famoso caminho do gado. 3) Pela emboscada feita pela torcida deles, a já tradicional chuva de pedras. 4) Pelo arremesso de cadeiras por parte dos colorados. A resposta do juiz foi que os presentes estavam tentando desviar o assunto.
Como estes questionamentos são considerados um desvio de assunto se todos estes problemas aconteceram no mesmo jogo? O mínimo seria que os colorados também tivessem a entrada de seus materiais proibida até o fim do inquérito. E a negligência do Internacional na questão dos ingressos não será investigada? A diferença de tratamento é tão abissal que a conclusão fica óbvia: o poder público do Rio Grande do Sul claramente escolheu um lado.
Queremos somente coerência e justiça. Mas parece que o Juizado do Torcedor só é rígido quando se trata da torcida do Grêmio. O que nos entristece profundamente é o silêncio da direção do clube, que não demonstra nenhum interesse em defender a sua torcida destas punições arbitrárias e injustas.
A partida de sábado é delicada, a Arena mais do que nunca precisará do impulso da Geral para apoiar o time. Sem os materiais e os instrumentos, esta intenção fica seriamente prejudicada. E a direção parece não se importar com o fato de que estamos perdendo a força do fator local muito em função das restrições que são feitas.
Estaremos sempre abertos ao diálogo com a direção. Só queremos ter o direito de fazer a nossa festa e ajudar o Grêmio a buscar sempre as vitórias.
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A Geral do Grêmio publicou, em seu perfil no Facebook, uma nota de repúdio à proibição da entrada de materiais, como faixas e instrumentos, das organizadas do clube em jogos da Arena. A medida é válida até que se encerrem as investigações sobre os incidentes do último Gre-Nal.
Na nota, a principal organizada tricolor afirma não perceber como a restrição irá auxiliar a investigação. Também cobra sanções ao Inter por problemas no acesso da torcida visitante ao Beira-Rio.
A proibição foi comunicada às torcidas na noite de quarta-feira. A intenção das autoridades de segurança pública é impedir que os envolvidos nos incidentes do clássico tenham acesso a objetos que possam utilizar para praticar outros atos de violência.
Confira a íntegra da nota:
Na noite de quarta-feira, fomos comunicados de que não poderemos entrar com instrumentos e faixas na Arena até que as investigações dos incidentes no último Gre-Nal estejam encerradas. A Geral do Grêmio vem por meio desta nota manifestar todo o seu repúdio por tal decisão.
As lideranças da torcida orientaram os gremistas que foram ao clássico para que não depredassem o Beira Rio. Mas é impossível controlar o ato de 2 mil pessoas. Que investiguem com cuidado e punam os indivíduos que erraram, não o coletivo. E não percebemos como proibir a festa irá trazer qualquer benefício à investigação. Parece-nos decisão de caráter midiático.
Pedimos para a Promotoria do Torcedor, ao Comando Geral da Brigada Militar e ao Juizado do Torcedor que sejam coerentes e justos em suas medidas. O Beira Rio mais uma vez apresentou estrutura precária para receber os gremistas. Chuva de pedras na recepção, caminho do gado no brete e na escada caracol, mas tudo isso já é rotina.
O que nos chamou a atenção é que não foi pedido ingresso para os gremistas que entraram no Beira Rio. Ou seja, o clube mandante não teve nenhum controle de quem ou de qual objeto entrava na área dos visitantes. Como que uma punição é aplicada por fatos que ocorreram em área que não teve nenhum controle de acesso? Absurdo! E a negligência do Internacional não será investigada?
Na reunião em que nos foi anunciada a punição, o juiz do Jecrim afirmou que vai investigar seriamente o “arremesso das cadeiras” e que acha justa a pena, visto por ele como uma espécie de momento para reflexão. No mesmo encontro foi comunicado pela BM que os líderes da Geral colaboraram durante todo o clássico, para organizar e evitar conflitos. Então como proíbem os materiais se foi ato isolado de poucos?
Ele foi questionado se haveria investigação e punição ao Internacional em virtude dos fatos a seguir: 1) Não ter cobrado a entrega dos ingressos na entrada dos visitantes, fato gravíssimo. 2) Por oferecer um brete e uma escada caracol de um metro de largura para a entrada de 2 mil pessoas, o já famoso caminho do gado. 3) Pela emboscada feita pela torcida deles, a já tradicional chuva de pedras. 4) Pelo arremesso de cadeiras por parte dos colorados. A resposta do juiz foi que os presentes estavam tentando desviar o assunto.
Como estes questionamentos são considerados um desvio de assunto se todos estes problemas aconteceram no mesmo jogo? O mínimo seria que os colorados também tivessem a entrada de seus materiais proibida até o fim do inquérito. E a negligência do Internacional na questão dos ingressos não será investigada? A diferença de tratamento é tão abissal que a conclusão fica óbvia: o poder público do Rio Grande do Sul claramente escolheu um lado.
Queremos somente coerência e justiça. Mas parece que o Juizado do Torcedor só é rígido quando se trata da torcida do Grêmio. O que nos entristece profundamente é o silêncio da direção do clube, que não demonstra nenhum interesse em defender a sua torcida destas punições arbitrárias e injustas.
A partida de sábado é delicada, a Arena mais do que nunca precisará do impulso da Geral para apoiar o time. Sem os materiais e os instrumentos, esta intenção fica seriamente prejudicada. E a direção parece não se importar com o fato de que estamos perdendo a força do fator local muito em função das restrições que são feitas.
Estaremos sempre abertos ao diálogo com a direção. Só queremos ter o direito de fazer a nossa festa e ajudar o Grêmio a buscar sempre as vitórias.
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