Romildo quer unir mais o Grêmio, após críticas de Felipão à política do clube (Foto: Lucas Rizzatti/GloboEsporte.com)
Os desafios da diretoria do Grêmio vão além da busca por um novo comandante, após o pedido de demissão de Felipão, nesta terça-feira, e por peças para reforçar o elenco até o fim da temporada. É preciso ainda superar um ambiente político "dilacerado", com muitas divergências internas entre os atuais dirigentes e a oposição. Esse cenário foi deflagrado por Scolari, em nota divulgada por sua assessoria. O ex-comandante apontou "ruídos" e "facções" distintas entre os cartolas gremistas, que dividem o pensamento do clube. E o discurso ganhou eco por parte do presidente Romildo Bolzan.
O mandatário admitiu os problemas decorrentes dos debates internos no Tricolor e pediu um clube mais "agregado" para conseguir se manter em 2015. Romildo foi além das críticas do ex-treinador e, além de referendá-las, ainda avisou que há divergências mesmo dentro de grupos políticas que o apoiaram na eleição.
- Nesse particular, ele não deixa de ter razão. Os debates internos do clube são autofágicos. Estamos muito dilacerados internamente do ponto de vista político. O Grêmio terá muita dificuldade de resolver seus problemas diante da pequenês dos debates internos, da política. Estamos necessitando de um clube mais agregado, inteligente, estratégico - afirmou Bolzan, à Rádio Gaúcha.
Em seu pronunciamento, Felipão negou que tenha enfrentado algum tipo de problema de relacionamento com o atual presidente do Grêmio, apesar de ter sido contratado por Fábio Koff, que deixou o dia a dia do clube no início do ano. O treinador ainda ressaltou as dificuldades de se trabalhar com o racha político e aconselhou que Bolzan "se cuide muito bem" nesse aspecto.
- Eu senti que tinha um ruído, que existem algumas facções dentro do Grêmio e que está dividido no sentido de pensamento. O Grêmio de hoje não é o mesmo ambiente do Grêmio de dez anos atrás. O Grêmio com problemas de facções. Muita gente dividida em relação a muitas coisas. E aí fica um pouco mais difícil de dirigir. Existem grupos interessados em fazer essa substituição porque outros grupos vão tomar conta do poder. Este é um problema que já não era mais da minha alçada, mas que está acontecendo e acontecerá. Provavelmente o Romildo vai ter que se cuidar muito bem dessa parte - afirmou Felipão.
Em contato com a Rádio Bandeirantes, um dos integrantes de movimento de oposição criticou algumas atitudes da gestão de Romildo. Eduardo Magrisso, do Movimento Grêmio Independente, disse que faltou ao presidente conciliar melhor os interesses dos grupos que o ajudaram na eleição de outubro passado. Também questionou a contratação de Felipão.
- Romildo não teve habilidade de costurar os grupos que o apoiaram. Mas o determinante foi o resultado ruim em campo. O fato é que o Grêmio está preso aos anos 1990 - avaliou, em referência à última grande década de vitórias do Tricolor, sob comando do mesmo Scolari.
O panorama da última eleição para a renovação do Conselho Deliberativo, em 2013, dá a dimensão da fraturada política do Grêmio. Havia sete chapas com 15 movimentos distintos. Ainda antes, outro exemplo: quando Fábio Koff voltou para ser eleito presidente no final de 2012, cada integrante de seu Conselho de Administração pertencia a um grupo político diferente da situação. Há muito trabalho à espera de Romildo. Dentro e fora de campo.
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O mandatário admitiu os problemas decorrentes dos debates internos no Tricolor e pediu um clube mais "agregado" para conseguir se manter em 2015. Romildo foi além das críticas do ex-treinador e, além de referendá-las, ainda avisou que há divergências mesmo dentro de grupos políticas que o apoiaram na eleição.
- Nesse particular, ele não deixa de ter razão. Os debates internos do clube são autofágicos. Estamos muito dilacerados internamente do ponto de vista político. O Grêmio terá muita dificuldade de resolver seus problemas diante da pequenês dos debates internos, da política. Estamos necessitando de um clube mais agregado, inteligente, estratégico - afirmou Bolzan, à Rádio Gaúcha.
Em seu pronunciamento, Felipão negou que tenha enfrentado algum tipo de problema de relacionamento com o atual presidente do Grêmio, apesar de ter sido contratado por Fábio Koff, que deixou o dia a dia do clube no início do ano. O treinador ainda ressaltou as dificuldades de se trabalhar com o racha político e aconselhou que Bolzan "se cuide muito bem" nesse aspecto.
- Eu senti que tinha um ruído, que existem algumas facções dentro do Grêmio e que está dividido no sentido de pensamento. O Grêmio de hoje não é o mesmo ambiente do Grêmio de dez anos atrás. O Grêmio com problemas de facções. Muita gente dividida em relação a muitas coisas. E aí fica um pouco mais difícil de dirigir. Existem grupos interessados em fazer essa substituição porque outros grupos vão tomar conta do poder. Este é um problema que já não era mais da minha alçada, mas que está acontecendo e acontecerá. Provavelmente o Romildo vai ter que se cuidar muito bem dessa parte - afirmou Felipão.
Em contato com a Rádio Bandeirantes, um dos integrantes de movimento de oposição criticou algumas atitudes da gestão de Romildo. Eduardo Magrisso, do Movimento Grêmio Independente, disse que faltou ao presidente conciliar melhor os interesses dos grupos que o ajudaram na eleição de outubro passado. Também questionou a contratação de Felipão.
- Romildo não teve habilidade de costurar os grupos que o apoiaram. Mas o determinante foi o resultado ruim em campo. O fato é que o Grêmio está preso aos anos 1990 - avaliou, em referência à última grande década de vitórias do Tricolor, sob comando do mesmo Scolari.
O panorama da última eleição para a renovação do Conselho Deliberativo, em 2013, dá a dimensão da fraturada política do Grêmio. Havia sete chapas com 15 movimentos distintos. Ainda antes, outro exemplo: quando Fábio Koff voltou para ser eleito presidente no final de 2012, cada integrante de seu Conselho de Administração pertencia a um grupo político diferente da situação. Há muito trabalho à espera de Romildo. Dentro e fora de campo.
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