Cristovão é o nome emergente buscado pelo Grêmio (Foto: Nelson Perez / FFC)
O Grêmio vive uma sina recente. Não há treinador que resista uma temporada inteira ao triturador interno que move o clube por conta das ausências de títulos. Desde Mano Menezes, em 2007, o Tricolor não tem o mesmo técnico do início ao fim da temporada. E vive um rodízio de opções e tentativas para o comando, com características bem definidas. Depois de ter um ídolo e medalhão no cargo, a diretoria busca um perfil mais próximo ao de Enderson Moreira e foca no mercado de emergentes.
Cristóvão Borges, o preferido, se encaixa neste perfil. Outros nomes discutidos internamente, como Doriva, do Vasco, também se enquadram nas características. Em nenhum momento a diretoria buscou informações ou cogitou um treinador que seja renomado, com currículo - e salário - gordo. Há uma corrente no clube que diz que Enderson Moreira deu azar ano passado, com a falta de resultados. Mas que o treinador era bastante valorizado internamente.
Os nomes buscados também têm uma diferença em relação a Felipão: um perfil de cobrança mais amena. O ex-técnico da Seleção sempre foi enérgico ao chamar atenção de jogadores durante os treinamentos. Chegou a dizer que o lateral-direito Raul, promessa da base, deu um passe “como uma mocinha”. Os emergentes chegam também com menos tentáculos para outras funções. Não têm "superpoderes".
- Tivemos uma conversa com todo o elenco depois da despedida do Felipão. E vi uma certa frustração. Cobrança tem várias formas de fazer. As personalidades dizem como se cobra no relacionamento. Tem gente que cobra mais sanguinamente, que faz algo mais exagerado, ríspido, que no fundo tem a intenção do ajuste, do acerto. E outras pessoas não aceitam tão bem isso. Outras pessoas fazem de forma diferente. Têm capacidade de harmonizar a partir da conversa - comentou o presidente Romildo Bolzan Júnior.

O maior exemplo de tal situação é que talvez o maior nome desempregado junto com Muricy Ramalho, afastado por problemas de saúde, não foi procurado. O mesmo Mano que iniciou e terminou as temporadas de 2006 e 2007 no comando do Tricolor. Os discursos recentes da diretoria eram justamente de manter um projeto longo. Fracassaram nas últimas duas gestões.
Felipão tinha contrato até o final de 2016, mesma data do final da gestão do presidente Romildo Bolzan Júnior. O propagado pelos dirigentes sempre foi mantê-lo no cargo para realizar um trabalho de longo prazo, com revelação de jovens e sendo figura central na reestruturação financeira do clube. Algo rapidamente deixado de lado com o pedido de demissão de Felipão.
- Difícil falar de perfil, não gosto de me envolver. Cabe a diretoria. Neste momento, independente de quem vir, da personalidade do treinador, o principal é nós abraçarmos quem vier. Quem vir vai nos ajudar, para melhorar a situação - destacou o goleiro Marcelo Grohe.
O técnico que se manteve mais tempo recentemente no cargo foi Mano Menezes, com dois anos e sete meses empregado no Tricolor, de 2005 a 2007. Foi contratado durante a Série B, após se destacar em clubes menores do Rio Grande do Sul, como 15 de Novembro e Caxias. E saiu com o título nacional da segunda divisão, um Gauchão, um vice-campeonato da Libertadores, no salto direto para o Corinthians.
O preferido para assumir o Grêmio ainda é Cristóvão Borges. Os dirigentes tricolores esgotarão as tratativas com o ex-Fluminense - há um entrave no que diz respeito à comissão técnica. Borges teria que levar apenas Cassiano de Jesus, seu auxiliar. Depois de efetivar Rogério Dias como preparador físico, o Grêmio reluta em ceder para o preparador de Cristóvão, Rodrigo Poletto. Só depois partirão para outros opções, que estão sendo analisadas.
A tendência é que as escolhas permaneçam dentro do perfil de emergentes. O contrato do novo treinador também deve ser até o final da gestão, e não até o final de 2015. O único treinador que conta com admiradores internos e que se encaixa em segmento diferente é Renato Gaúcho.
Outro ponto que contará para a escolha, em caso de desacerto com Cristóvão, é a opinião do dirigente que será colocado como vice-presidente de futebol. O nome mais comentado é o de Denis Abraão, que já trabalhou no clube em gestões passadas. Romildo já adiantou que está também discutindo com seus pares políticos a colocação de outro dirigente político no departamento de futebol.
VEJA TAMBÉM
- Grêmio ajusta estrutura enquanto foca na sobrevivência na Série A
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O Grêmio vive uma sina recente. Não há treinador que resista uma temporada inteira ao triturador interno que move o clube por conta das ausências de títulos. Desde Mano Menezes, em 2007, o Tricolor não tem o mesmo técnico do início ao fim da temporada. E vive um rodízio de opções e tentativas para o comando, com características bem definidas. Depois de ter um ídolo e medalhão no cargo, a diretoria busca um perfil mais próximo ao de Enderson Moreira e foca no mercado de emergentes.
Cristóvão Borges, o preferido, se encaixa neste perfil. Outros nomes discutidos internamente, como Doriva, do Vasco, também se enquadram nas características. Em nenhum momento a diretoria buscou informações ou cogitou um treinador que seja renomado, com currículo - e salário - gordo. Há uma corrente no clube que diz que Enderson Moreira deu azar ano passado, com a falta de resultados. Mas que o treinador era bastante valorizado internamente.
Os nomes buscados também têm uma diferença em relação a Felipão: um perfil de cobrança mais amena. O ex-técnico da Seleção sempre foi enérgico ao chamar atenção de jogadores durante os treinamentos. Chegou a dizer que o lateral-direito Raul, promessa da base, deu um passe “como uma mocinha”. Os emergentes chegam também com menos tentáculos para outras funções. Não têm "superpoderes".
- Tivemos uma conversa com todo o elenco depois da despedida do Felipão. E vi uma certa frustração. Cobrança tem várias formas de fazer. As personalidades dizem como se cobra no relacionamento. Tem gente que cobra mais sanguinamente, que faz algo mais exagerado, ríspido, que no fundo tem a intenção do ajuste, do acerto. E outras pessoas não aceitam tão bem isso. Outras pessoas fazem de forma diferente. Têm capacidade de harmonizar a partir da conversa - comentou o presidente Romildo Bolzan Júnior.

O maior exemplo de tal situação é que talvez o maior nome desempregado junto com Muricy Ramalho, afastado por problemas de saúde, não foi procurado. O mesmo Mano que iniciou e terminou as temporadas de 2006 e 2007 no comando do Tricolor. Os discursos recentes da diretoria eram justamente de manter um projeto longo. Fracassaram nas últimas duas gestões.
Felipão tinha contrato até o final de 2016, mesma data do final da gestão do presidente Romildo Bolzan Júnior. O propagado pelos dirigentes sempre foi mantê-lo no cargo para realizar um trabalho de longo prazo, com revelação de jovens e sendo figura central na reestruturação financeira do clube. Algo rapidamente deixado de lado com o pedido de demissão de Felipão.
- Difícil falar de perfil, não gosto de me envolver. Cabe a diretoria. Neste momento, independente de quem vir, da personalidade do treinador, o principal é nós abraçarmos quem vier. Quem vir vai nos ajudar, para melhorar a situação - destacou o goleiro Marcelo Grohe.
O técnico que se manteve mais tempo recentemente no cargo foi Mano Menezes, com dois anos e sete meses empregado no Tricolor, de 2005 a 2007. Foi contratado durante a Série B, após se destacar em clubes menores do Rio Grande do Sul, como 15 de Novembro e Caxias. E saiu com o título nacional da segunda divisão, um Gauchão, um vice-campeonato da Libertadores, no salto direto para o Corinthians.
O preferido para assumir o Grêmio ainda é Cristóvão Borges. Os dirigentes tricolores esgotarão as tratativas com o ex-Fluminense - há um entrave no que diz respeito à comissão técnica. Borges teria que levar apenas Cassiano de Jesus, seu auxiliar. Depois de efetivar Rogério Dias como preparador físico, o Grêmio reluta em ceder para o preparador de Cristóvão, Rodrigo Poletto. Só depois partirão para outros opções, que estão sendo analisadas.
A tendência é que as escolhas permaneçam dentro do perfil de emergentes. O contrato do novo treinador também deve ser até o final da gestão, e não até o final de 2015. O único treinador que conta com admiradores internos e que se encaixa em segmento diferente é Renato Gaúcho.
Outro ponto que contará para a escolha, em caso de desacerto com Cristóvão, é a opinião do dirigente que será colocado como vice-presidente de futebol. O nome mais comentado é o de Denis Abraão, que já trabalhou no clube em gestões passadas. Romildo já adiantou que está também discutindo com seus pares políticos a colocação de outro dirigente político no departamento de futebol.
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