Rui Costa tem sido alvo de críticas por parte da torcida (Foto: Eduardo Moura/Globoesporte.com)
Os últimos dias do Grêmio são de uma pressão quase palpável sobre os principais nomes do departamento de futebol. Entre eles, o diretor executivo Rui Costa, cabeça da pasta. No clube desde o início da gestão do ex-presidente Fábio Koff, em 2013, o dirigente contratou ao menos 39 jogadores, segundo levantamento do GloboEsporte.com. São, portanto, quase quatro times e nenhum título. Elementos que reforçam as críticas de torcedores, podendo levar a sua saída do cargo no Tricolor.
A definição do futuro do futebol do clube deve ser anunciada nesta terça-feira. Durante toda a segunda, houve encontros e reuniões, mas sem alterações no atual organograma. Ninguém está livre de avaliações, de acordo com o presidente Romildo Bolzan Júnior. Na lista, portanto, estão Rui Costa e até Felipão.
Com o aval dos dois presidentes e dos quatro treinadores que já passaram neste período, o diretor executivo buscou três goleiros, três laterais-direito, seis zagueiros, cinco laterais-esquerdo, seis volantes, sete meias e nove atacantes. De diversos perfis: jogadores sem renome e apostas diretas do clube a medalhões, gringos sem grife e até ex-carrascos. Houve igualmente momentos distintos. Em 2013, de "vacas gordas", com capacidade de investimento, bem diferente do panorama atual, de austeridade, que, mesmo assim, permitiu a contratação de nove peças para esta temporada.
Na média, o dirigente contratou mais de um jogador por mês. O número chegou a 1,3 atletas contratados em 29 meses. Destes, apenas 15 estão no atual elenco, um sintoma da rotatividade. Dentro de seus acertos, Rui, por exemplo, descobriu Pedro Geromel na Europa. Sem ter atuado no Brasil, o defensor foi protagonista na melhor defesa do Brasileiro, no ano passado, ao lado de Rhodolfo, outro nome também buscado pelo diretor, quando estava em baixa no São Paulo.
Também conseguiu vender jovens desconhecidos que chegaram sem alarde ao clube, casos de Alex Telles e Wendell. Mas é fato ainda que houve erros, como ceder a nomes indicados por Vanderlei Luxemburgo, como Cris, Welliton e Adriano, que custaram caro e nada entregaram. Chama a atenção ainda a quantidade de atacantes: nove foram buscados e é possível aferir que o único a deixar saudades foi Hernán Barcos, vendido neste ano para a China.
> A seguir, o GloboEsporte.com detalha a análise dos reforços:

Gestões com Rui Costa na direção executiva contrataram ao menos 39 nomes em 29 meses (Foto: Reprodução)
JOVENS APOSTAS
A direção apostou nos últimos dois anos em busca de jogadores jovens que pudessem estourar e render recursos com uma possível negociação. Conseguiu isso com os laterais Wendell e Alex Telles, por exemplo. Bressan e Ramiro, único dos 11 encaixados no quesito que manteve status de titular, ainda podem render frutos. E há jogadores que não deram certo, como Follmann, que será emprestado novamente, Moisés, com o mesmo destino, e Paulinho, hoje no Coritiba.
Quem são: Follmann, Moisés, Bressan, Gabriel, Alex Telles, Wendell, Marquinhos Pedroso, Ramiro, Jean Deretti, Paulinho, Vitinho (ainda não foi apresentado).

Marquinhos foi aposta errada (Foto: Diego Guichard)

Wendell deu frutos ao Grêmio (Foto: Paula Menezes)
GRINGOS SEM GRIFE
Há também a fatia que diz respeito a estrangeiros que eram desconhecidos no futebol brasileiro e ganharam notoriedade ao jogar no Grêmio. Casos de Matías Rodríguez, Maxi Rodríguez e Alan Ruiz. Todos apostas pessoais de Rui, que sempre olhou com carinho o mercado sul-americano. Ruiz, até hoje, conta com a admiração do dirigente.
Foi autor de dois gols no único Gre-Nal vencido pela gestão do executivo, por 4 a 1, em novembro passado, mas precisou voltar ao San Lorenzo. Matías está emprestado até junho e ainda não deslanchou. Maxi Rodríguez foi comprado do Montevideo Wanderers, virou xodó da torcida, mas, como oscilou demais, passou a ser emprestado para ganhar experiência.
Quem são: Matías Rodríguez, Maxi Rodríguez, Alan Ruiz.

Alan Ruiz brilhou em Gre-Nal, mas não deslanchou e teve que voltar para o San Lorenzo (Foto: Divulgação/Grêmio)
RENEGADOS
Nesta categoria, estão a maioria dos acertos de Rui Costa. Pedro Geromel e Rhodolfo não gozavam do status atual em seus clubes anteriores. Aliás, Geromel sequer havia atuado profissionalmente no Brasil, com 28 anos. Chegou a ser alvo de chacota. Não é que a dupla se tornaria a melhor zaga do Brasileirão passado?
Mesmo assim, há nomes que precisam provar. Experiente, mas visto com desconfiança pela torcida, Marcelo Oliveira virou homem de confiança de Felipão pela polivalência - é zagueiro, lateral e volante. Maicon estava encostado no São Paulo e vem sendo titular, enquanto Erazo, também no ostracismo no Flamengo, ainda não conseguiu se firmar e, no sábado passado, protagonizou lambança na derrota para o Coritiba.
Quem são: Geromel, Rhodolfo, Marcelo Oliveira, Maicon e Erazo.

Pedro Geromel é titular absoluto do Grêmio (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)
MEDALHÕES
Grupo mais numeroso de jogadores buscados. Em sua maioria, experientes ou já com nome feito com algum título nas costas. E, no geral, contratações que o Grêmio precisou desembolsar recursos para ter o atleta - Giuliano, Fernandinho e Vargas são os exemplos mais claros. Ou apostar em um salário mais alto. Casos do goleiro Dida, do volante Adriano e do volante Riveros.
Em uma análise rápida dos nomes, já é possível notar que houve mais erros. Dida travou ascensão de Marcelo Grohe. Cris comprometeu a caminhada gremista na Libertadores de 2013 com duas expulsões. Edinho, Rodriguinho, William José, Welliton e Fernandinho não demoraram muito para viver ostracismo. O exemplo mais recente se tornaria a maior decepção: contratado para levar o Tricolor ao título gaúcho, o uruguaio Cristian Rodríguez atuou menos de 90 minutos e teve contrato rescindido há duas semanas.
Quem são: Dida, Cris, André Santos, Adriano, Riveros, Edinho, Vargas, Rodriguinho, Giuliano, Douglas e Cristian Rodríguez, William José, Welliton, Dudu, Fernandinho.

Cris acumulou falhas e deixou o Grêmio pela porta dos fundos (Foto: Ramiro Furquim/Agência Estado)
CARRASCOS
A categoria mais curiosa. O Grêmio buscou muitos reforços que balançaram as redes… do próprio Grêmio. Ou então que impediram que o Tricolor efetivamente chegasse ao gol, como o goleiro Bruno Grassi, destaque no Gauchão. Galhardo, Fellipe Bastos, Barcos e Braian Rodríguez anotaram gols contra os gremistas em passagens de suas carreiras.
Destes, apenas Barcos conseguiu "compensar" o passado e fazer a diferença. O argentino deixou o clube após duas temporadas como o maior estrangeiro da história tricolor. Já seu substituto, o uruguaio só balançou as redes uma vez em 12 jogos.
Quem são: Bruno Grassi, Galhardo, Fellipe Bastos, Barcos, Braian Rodríguez

Barcos foi contratação que deu certo, apesar de não ter conquistado títulos (Foto: Lucas Uebel/Grêmio Divulgação)
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Os últimos dias do Grêmio são de uma pressão quase palpável sobre os principais nomes do departamento de futebol. Entre eles, o diretor executivo Rui Costa, cabeça da pasta. No clube desde o início da gestão do ex-presidente Fábio Koff, em 2013, o dirigente contratou ao menos 39 jogadores, segundo levantamento do GloboEsporte.com. São, portanto, quase quatro times e nenhum título. Elementos que reforçam as críticas de torcedores, podendo levar a sua saída do cargo no Tricolor.
A definição do futuro do futebol do clube deve ser anunciada nesta terça-feira. Durante toda a segunda, houve encontros e reuniões, mas sem alterações no atual organograma. Ninguém está livre de avaliações, de acordo com o presidente Romildo Bolzan Júnior. Na lista, portanto, estão Rui Costa e até Felipão.
Com o aval dos dois presidentes e dos quatro treinadores que já passaram neste período, o diretor executivo buscou três goleiros, três laterais-direito, seis zagueiros, cinco laterais-esquerdo, seis volantes, sete meias e nove atacantes. De diversos perfis: jogadores sem renome e apostas diretas do clube a medalhões, gringos sem grife e até ex-carrascos. Houve igualmente momentos distintos. Em 2013, de "vacas gordas", com capacidade de investimento, bem diferente do panorama atual, de austeridade, que, mesmo assim, permitiu a contratação de nove peças para esta temporada.
Na média, o dirigente contratou mais de um jogador por mês. O número chegou a 1,3 atletas contratados em 29 meses. Destes, apenas 15 estão no atual elenco, um sintoma da rotatividade. Dentro de seus acertos, Rui, por exemplo, descobriu Pedro Geromel na Europa. Sem ter atuado no Brasil, o defensor foi protagonista na melhor defesa do Brasileiro, no ano passado, ao lado de Rhodolfo, outro nome também buscado pelo diretor, quando estava em baixa no São Paulo.
Também conseguiu vender jovens desconhecidos que chegaram sem alarde ao clube, casos de Alex Telles e Wendell. Mas é fato ainda que houve erros, como ceder a nomes indicados por Vanderlei Luxemburgo, como Cris, Welliton e Adriano, que custaram caro e nada entregaram. Chama a atenção ainda a quantidade de atacantes: nove foram buscados e é possível aferir que o único a deixar saudades foi Hernán Barcos, vendido neste ano para a China.
> A seguir, o GloboEsporte.com detalha a análise dos reforços:

Gestões com Rui Costa na direção executiva contrataram ao menos 39 nomes em 29 meses (Foto: Reprodução)
JOVENS APOSTAS
A direção apostou nos últimos dois anos em busca de jogadores jovens que pudessem estourar e render recursos com uma possível negociação. Conseguiu isso com os laterais Wendell e Alex Telles, por exemplo. Bressan e Ramiro, único dos 11 encaixados no quesito que manteve status de titular, ainda podem render frutos. E há jogadores que não deram certo, como Follmann, que será emprestado novamente, Moisés, com o mesmo destino, e Paulinho, hoje no Coritiba.
Quem são: Follmann, Moisés, Bressan, Gabriel, Alex Telles, Wendell, Marquinhos Pedroso, Ramiro, Jean Deretti, Paulinho, Vitinho (ainda não foi apresentado).

Marquinhos foi aposta errada (Foto: Diego Guichard)

Wendell deu frutos ao Grêmio (Foto: Paula Menezes)
GRINGOS SEM GRIFE
Há também a fatia que diz respeito a estrangeiros que eram desconhecidos no futebol brasileiro e ganharam notoriedade ao jogar no Grêmio. Casos de Matías Rodríguez, Maxi Rodríguez e Alan Ruiz. Todos apostas pessoais de Rui, que sempre olhou com carinho o mercado sul-americano. Ruiz, até hoje, conta com a admiração do dirigente.
Foi autor de dois gols no único Gre-Nal vencido pela gestão do executivo, por 4 a 1, em novembro passado, mas precisou voltar ao San Lorenzo. Matías está emprestado até junho e ainda não deslanchou. Maxi Rodríguez foi comprado do Montevideo Wanderers, virou xodó da torcida, mas, como oscilou demais, passou a ser emprestado para ganhar experiência.
Quem são: Matías Rodríguez, Maxi Rodríguez, Alan Ruiz.

Alan Ruiz brilhou em Gre-Nal, mas não deslanchou e teve que voltar para o San Lorenzo (Foto: Divulgação/Grêmio)
RENEGADOS
Nesta categoria, estão a maioria dos acertos de Rui Costa. Pedro Geromel e Rhodolfo não gozavam do status atual em seus clubes anteriores. Aliás, Geromel sequer havia atuado profissionalmente no Brasil, com 28 anos. Chegou a ser alvo de chacota. Não é que a dupla se tornaria a melhor zaga do Brasileirão passado?
Mesmo assim, há nomes que precisam provar. Experiente, mas visto com desconfiança pela torcida, Marcelo Oliveira virou homem de confiança de Felipão pela polivalência - é zagueiro, lateral e volante. Maicon estava encostado no São Paulo e vem sendo titular, enquanto Erazo, também no ostracismo no Flamengo, ainda não conseguiu se firmar e, no sábado passado, protagonizou lambança na derrota para o Coritiba.
Quem são: Geromel, Rhodolfo, Marcelo Oliveira, Maicon e Erazo.

Pedro Geromel é titular absoluto do Grêmio (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)
MEDALHÕES
Grupo mais numeroso de jogadores buscados. Em sua maioria, experientes ou já com nome feito com algum título nas costas. E, no geral, contratações que o Grêmio precisou desembolsar recursos para ter o atleta - Giuliano, Fernandinho e Vargas são os exemplos mais claros. Ou apostar em um salário mais alto. Casos do goleiro Dida, do volante Adriano e do volante Riveros.
Em uma análise rápida dos nomes, já é possível notar que houve mais erros. Dida travou ascensão de Marcelo Grohe. Cris comprometeu a caminhada gremista na Libertadores de 2013 com duas expulsões. Edinho, Rodriguinho, William José, Welliton e Fernandinho não demoraram muito para viver ostracismo. O exemplo mais recente se tornaria a maior decepção: contratado para levar o Tricolor ao título gaúcho, o uruguaio Cristian Rodríguez atuou menos de 90 minutos e teve contrato rescindido há duas semanas.
Quem são: Dida, Cris, André Santos, Adriano, Riveros, Edinho, Vargas, Rodriguinho, Giuliano, Douglas e Cristian Rodríguez, William José, Welliton, Dudu, Fernandinho.

Cris acumulou falhas e deixou o Grêmio pela porta dos fundos (Foto: Ramiro Furquim/Agência Estado)
CARRASCOS
A categoria mais curiosa. O Grêmio buscou muitos reforços que balançaram as redes… do próprio Grêmio. Ou então que impediram que o Tricolor efetivamente chegasse ao gol, como o goleiro Bruno Grassi, destaque no Gauchão. Galhardo, Fellipe Bastos, Barcos e Braian Rodríguez anotaram gols contra os gremistas em passagens de suas carreiras.
Destes, apenas Barcos conseguiu "compensar" o passado e fazer a diferença. O argentino deixou o clube após duas temporadas como o maior estrangeiro da história tricolor. Já seu substituto, o uruguaio só balançou as redes uma vez em 12 jogos.
Quem são: Bruno Grassi, Galhardo, Fellipe Bastos, Barcos, Braian Rodríguez

Barcos foi contratação que deu certo, apesar de não ter conquistado títulos (Foto: Lucas Uebel/Grêmio Divulgação)
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