Secretário-geral da CBF, Walter Feldman afirma que artigo 5º da MP do Profut é inconstitucional
A CBF tem trabalhado nos bastidores para se proteger judicialmente das imposições em sua gestão que estão inseridas na MP do Profut. Caso o artigo 5 seja aprovado na íntegra, a entidade entrará com uma ação judicial alegando que o projeto de lei é inconstitucional por conta da intervenção do governo em sua atuação, que é privada. “Somos favoráveis a várias contrapartidas para melhorar a gestão dos clubes, mas desde que não interfira no futebol brasileiro”, afirma Walter Feldman, secretário-geral da CBF.
Temor em Brasília
A iniciativa da CBF já preocupa a Comissão de análise da MP do Profut. Na última sexta, 08, o próprio relator da medida, o deputado federal Otávio Leite, afirmou à coluna do temor de que todo o trabalho que tem sido feito sobre o projeto de lei parasse na justiça. Segundo Leite, a iniciativa viria por parte de clubes ou da CBF, que poderão ficar insatisfeitos com o conteúdo final da MP do Profut.
Contra a APFut
Além dos pontos que interferem na gestão da CBF, o secretário-geral da entidade, Walter Feldman, cita como equívoco do governo a criação da Autoridade Pública de Governança do Futebol (APFut). “Eles não têm ideia do que estão criando, do que isso pode causar. É só ver as outras agências do governo, onde nenhuma deu certo”, afirmou Feldman.
Sem sentido
A retirada do artigo 5 do texto da MP do Profut também é defendida por quem já esteve do lado do governo. Ex-secretário nacional do futebol no Ministério do Esporte, Toninho Nascimento aponta que manter a medida no texto final é um equívoco. “Esse é o ponto mais grave, não faz sentido algum estar na MP”, afirma Nascimento, que esteve diretamente ligado aos debates do projeto de refinanciamento da dívida dos clubes ao longo do ano passado.
Por força maior
Esperado para compor o “Painel dos Presidentes dos Clubes” durante o 4 Business FC, realizado ontem em São Paulo, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, deixou de ir ao evento de última hora. O motivo? Foi avisado pelo departamento jurídico do clube de que sua presença poderia desrespeitar a punição de 15 dias que recebeu do TJD-RJ por críticas à Ferj.
Em aberto
Faltando um mês para o início da Copa América 2015, no Chile, Ivan Martinho, diretor da Traffic e responsável pela negociação de patrocínios do torneio, diz que as negociações para cotas locais ainda estão em aberto. E que apesar da meta de faturamento já ter sido atingida, há outras cotas em aberto para a competição. “Será uma grata surpresa se fecharmos um novo patrocinador”, diz o diretor da Traffic.
Opinião pessoal
Na opinião de Ivan Martinho, o estádio ideal para a final da Copa América 2016, nos EUA, que será em comemoração ao centenário do torneio, é o AT&T Stadium, em Dallas. Martinho ressalta, entretanto, que outras questões de infraestrutura das cidades-sedes são levadas em consideração para a escolha, cuja palavra final será da federação americana de futebol.
Fome de Bola
Os clubes de futebol descobriram uma nova maneira de reforçar suas marcas junto aos torcedores e faturar com uma atuação bem longe dos gramados: as redes de alimentação.
Através de parceria com a SportFood, o mais novo a entrar no ramo é o Palmeiras, que deve abrir a 1 unidade de cantinas no final deste ano.
Bahia e Cruzeiro já fecharam acordos e os primeiros restaurantes com suas marcas serão inauguradas em breve.
O pioneiro, entretanto, foi o Grêmio com a abertura da Hamburgueria 1903. Hoje, o clube gaúcho já tem 12 franquias negociadas e um total de 300 pedidos na fila.
Segundo o diretor da SportFood, Fernando Ferreira, outros sete clubes estão com negociações avançadas para colocar suas marcas no ramo alimentício.
De Letra
“Tem clube que tem estádio e ninguém está pedindo para dividi-lo com ninguém”
Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, rebatendo questão sobre a melhor divisão das cotas de TV, que é liderada pelo clube carioca.
VEJA TAMBÉM
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A CBF tem trabalhado nos bastidores para se proteger judicialmente das imposições em sua gestão que estão inseridas na MP do Profut. Caso o artigo 5 seja aprovado na íntegra, a entidade entrará com uma ação judicial alegando que o projeto de lei é inconstitucional por conta da intervenção do governo em sua atuação, que é privada. “Somos favoráveis a várias contrapartidas para melhorar a gestão dos clubes, mas desde que não interfira no futebol brasileiro”, afirma Walter Feldman, secretário-geral da CBF.
Temor em Brasília
A iniciativa da CBF já preocupa a Comissão de análise da MP do Profut. Na última sexta, 08, o próprio relator da medida, o deputado federal Otávio Leite, afirmou à coluna do temor de que todo o trabalho que tem sido feito sobre o projeto de lei parasse na justiça. Segundo Leite, a iniciativa viria por parte de clubes ou da CBF, que poderão ficar insatisfeitos com o conteúdo final da MP do Profut.
Contra a APFut
Além dos pontos que interferem na gestão da CBF, o secretário-geral da entidade, Walter Feldman, cita como equívoco do governo a criação da Autoridade Pública de Governança do Futebol (APFut). “Eles não têm ideia do que estão criando, do que isso pode causar. É só ver as outras agências do governo, onde nenhuma deu certo”, afirmou Feldman.
Sem sentido
A retirada do artigo 5 do texto da MP do Profut também é defendida por quem já esteve do lado do governo. Ex-secretário nacional do futebol no Ministério do Esporte, Toninho Nascimento aponta que manter a medida no texto final é um equívoco. “Esse é o ponto mais grave, não faz sentido algum estar na MP”, afirma Nascimento, que esteve diretamente ligado aos debates do projeto de refinanciamento da dívida dos clubes ao longo do ano passado.
Por força maior
Esperado para compor o “Painel dos Presidentes dos Clubes” durante o 4 Business FC, realizado ontem em São Paulo, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, deixou de ir ao evento de última hora. O motivo? Foi avisado pelo departamento jurídico do clube de que sua presença poderia desrespeitar a punição de 15 dias que recebeu do TJD-RJ por críticas à Ferj.
Em aberto
Faltando um mês para o início da Copa América 2015, no Chile, Ivan Martinho, diretor da Traffic e responsável pela negociação de patrocínios do torneio, diz que as negociações para cotas locais ainda estão em aberto. E que apesar da meta de faturamento já ter sido atingida, há outras cotas em aberto para a competição. “Será uma grata surpresa se fecharmos um novo patrocinador”, diz o diretor da Traffic.
Opinião pessoal
Na opinião de Ivan Martinho, o estádio ideal para a final da Copa América 2016, nos EUA, que será em comemoração ao centenário do torneio, é o AT&T Stadium, em Dallas. Martinho ressalta, entretanto, que outras questões de infraestrutura das cidades-sedes são levadas em consideração para a escolha, cuja palavra final será da federação americana de futebol.
Fome de Bola
Os clubes de futebol descobriram uma nova maneira de reforçar suas marcas junto aos torcedores e faturar com uma atuação bem longe dos gramados: as redes de alimentação.
Através de parceria com a SportFood, o mais novo a entrar no ramo é o Palmeiras, que deve abrir a 1 unidade de cantinas no final deste ano.
Bahia e Cruzeiro já fecharam acordos e os primeiros restaurantes com suas marcas serão inauguradas em breve.
O pioneiro, entretanto, foi o Grêmio com a abertura da Hamburgueria 1903. Hoje, o clube gaúcho já tem 12 franquias negociadas e um total de 300 pedidos na fila.
Segundo o diretor da SportFood, Fernando Ferreira, outros sete clubes estão com negociações avançadas para colocar suas marcas no ramo alimentício.
De Letra
“Tem clube que tem estádio e ninguém está pedindo para dividi-lo com ninguém”
Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, rebatendo questão sobre a melhor divisão das cotas de TV, que é liderada pelo clube carioca.
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