Como perdeu por 1 a 0 para o Corinthians no sábado, time de Felipão não conseguiu deixar a zona de rebaixamento do Brasileirão
Mateus Bruxel / Agência RBS
O Grêmio terá duas longas semanas pela frente. A ideia era vencer o Corinthians no último sábado (28), dar uma resposta imediata à goleada sofrida para o Flamengo, pela Copa do Brasil, e abandonar de vez a zona de rebaixamento do Brasileirão. Mas bastou uma bola despretensiosa alçada na área, com a defesa gremista batendo cabeça, para que Jô obrigasse o Tricolor a refazer seus planos outra vez.
Com o adiamento da partida diante o Atlético-MG, por conta da rodada tripla das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, os comandados de Felipão só voltarão aos gramados no dia 12 de setembro, quando receberão o Ceará. Assim, o que seria apenas um período maior para aprimorar a parte física e técnica, agora passa a representar uma estadia maior no rodapé da tabela a partir da derrota por 1 a 0, em casa, para o time paulista.
— Fizemos uma excelente partida. Foi no detalhe da bola parada, onde a equipe deles é muito forte. Mas nos doamos, nos entregamos e, infelizmente, deixamos escapar a vitória — exclamou o atacante Alisson na saída de campo —Agora é descansar a cabeça. Temos muita coisa boa, o time está se esforçando, trabalhando muito com humildade. Pode ter certeza que vamos deixar o Grêmio onde ele merece, que é na primeira divisão — emendou.
E a cabeça, de fato, precisa estar no lugar. Isso ficou evidente a partir do descontrole apresentado por Maicon que, logo depois de ver seu time sofrer o gol, reclamou de maneira reiterada até ser expulso. Na súmula, o árbitro relatou inúmeros palavrões proferidos pelo camisa 8, que teve de ser contido por companheiros, e ainda escreveu: "o referido atleta partiu em minha direção, me atingindo com um tapa no braço".
Porém, ao ser questionado sobre a atitude de seu volante, que havia entrado 15 minutos antes, o técnico Felipão concentrou a entrevista sobre a atuação da arbitragem. No rol de protestos, dois pênaltis que não teriam sido marcados: um sobre Rafinha, no final do primeiro tempo, e outro em Léo Pereira, na etapa complementar.
— Pretendo administrar juntamente com a direção, com uma conversa entre nós e os atletas, e também com a CBF. Porque se alguma conduta foi errada da nossa parte, temos que olhar o que árbitro fez. Se foi falta do Thiago (Santos) no Jô, por que ele (juiz) não deu sobre o Rafinha, que foi dentro da área? O VAR nem chamou. Temos que ter equilíbrio, mas temos que conversar com as pessoas que estão dirigindo o futebol brasileiro. Está difícil. Não vamos só acusar o Maicon. Podemos estar mais sobrecarregados no aspecto emocional, mas também tivemos coisas a nosso favor que não foram vistas — esbravejou o treinador.
As reclamações do comandante ainda foram sublinhadas a seguir, quando o diretor-executivo Diego Cerri sentou no auditório da Arena e leu uma estatística levantada pelo próprio clube: de que o Grêmio obteve apenas cinco vitórias em 35 jogos apitados por Ricardo Marques Ribeiro.
— Não é questão de má fé, mas algo não está dando certo quando este árbitro apita os jogos do Grêmio. Não é uma estatística normal. Estamos quebrando a cabeça para tentar entender o que está acontecendo. De fato, o lance capital do jogo, na nossa visão, não foi falta. Então, as coisas não estão indo bem com a arbitragem dele — tentou explicar o dirigente.
Apesar das manifestações, a avaliação interna é de que o time precisa melhorar. O próprio Felipão, que escalou o colombiano Campaz pela primeira vez como titular, avalia que são necessários alguns reparos no setor ofensivo.
— Tivemos boas chances e não conseguimos fazer o gol. Acho que a posse de bola foi igual para os dois lados, tivemos uma imposição no meio. Falhamos no gol, mas tivemos uma boa marcação defensiva. Ainda nos falta a parte final, de criação, para que consigamos fazer os gols para obter uma vitória tranquila — analisou.
Entre as mudanças que o Grêmio fará para seguir lutando contra o rebaixamento, estão as reintegrações do lateral Victor Ferraz e do atacante Éverton Cardoso, que vinham treinando em turno separado no CT Luiz Carvalho. Com eles de volta, a comissão técnica planejará qual será o time que abrirá o returno do Brasileirão. Até lá, serão duas longas semanas, com reapresentação agendada apenas para quarta-feira (1º).
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Mateus Bruxel / Agência RBS
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Com o adiamento da partida diante o Atlético-MG, por conta da rodada tripla das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, os comandados de Felipão só voltarão aos gramados no dia 12 de setembro, quando receberão o Ceará. Assim, o que seria apenas um período maior para aprimorar a parte física e técnica, agora passa a representar uma estadia maior no rodapé da tabela a partir da derrota por 1 a 0, em casa, para o time paulista.
— Fizemos uma excelente partida. Foi no detalhe da bola parada, onde a equipe deles é muito forte. Mas nos doamos, nos entregamos e, infelizmente, deixamos escapar a vitória — exclamou o atacante Alisson na saída de campo —Agora é descansar a cabeça. Temos muita coisa boa, o time está se esforçando, trabalhando muito com humildade. Pode ter certeza que vamos deixar o Grêmio onde ele merece, que é na primeira divisão — emendou.
E a cabeça, de fato, precisa estar no lugar. Isso ficou evidente a partir do descontrole apresentado por Maicon que, logo depois de ver seu time sofrer o gol, reclamou de maneira reiterada até ser expulso. Na súmula, o árbitro relatou inúmeros palavrões proferidos pelo camisa 8, que teve de ser contido por companheiros, e ainda escreveu: "o referido atleta partiu em minha direção, me atingindo com um tapa no braço".
Porém, ao ser questionado sobre a atitude de seu volante, que havia entrado 15 minutos antes, o técnico Felipão concentrou a entrevista sobre a atuação da arbitragem. No rol de protestos, dois pênaltis que não teriam sido marcados: um sobre Rafinha, no final do primeiro tempo, e outro em Léo Pereira, na etapa complementar.
— Pretendo administrar juntamente com a direção, com uma conversa entre nós e os atletas, e também com a CBF. Porque se alguma conduta foi errada da nossa parte, temos que olhar o que árbitro fez. Se foi falta do Thiago (Santos) no Jô, por que ele (juiz) não deu sobre o Rafinha, que foi dentro da área? O VAR nem chamou. Temos que ter equilíbrio, mas temos que conversar com as pessoas que estão dirigindo o futebol brasileiro. Está difícil. Não vamos só acusar o Maicon. Podemos estar mais sobrecarregados no aspecto emocional, mas também tivemos coisas a nosso favor que não foram vistas — esbravejou o treinador.
As reclamações do comandante ainda foram sublinhadas a seguir, quando o diretor-executivo Diego Cerri sentou no auditório da Arena e leu uma estatística levantada pelo próprio clube: de que o Grêmio obteve apenas cinco vitórias em 35 jogos apitados por Ricardo Marques Ribeiro.
— Não é questão de má fé, mas algo não está dando certo quando este árbitro apita os jogos do Grêmio. Não é uma estatística normal. Estamos quebrando a cabeça para tentar entender o que está acontecendo. De fato, o lance capital do jogo, na nossa visão, não foi falta. Então, as coisas não estão indo bem com a arbitragem dele — tentou explicar o dirigente.
Apesar das manifestações, a avaliação interna é de que o time precisa melhorar. O próprio Felipão, que escalou o colombiano Campaz pela primeira vez como titular, avalia que são necessários alguns reparos no setor ofensivo.
— Tivemos boas chances e não conseguimos fazer o gol. Acho que a posse de bola foi igual para os dois lados, tivemos uma imposição no meio. Falhamos no gol, mas tivemos uma boa marcação defensiva. Ainda nos falta a parte final, de criação, para que consigamos fazer os gols para obter uma vitória tranquila — analisou.
Entre as mudanças que o Grêmio fará para seguir lutando contra o rebaixamento, estão as reintegrações do lateral Victor Ferraz e do atacante Éverton Cardoso, que vinham treinando em turno separado no CT Luiz Carvalho. Com eles de volta, a comissão técnica planejará qual será o time que abrirá o returno do Brasileirão. Até lá, serão duas longas semanas, com reapresentação agendada apenas para quarta-feira (1º).
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Comentários
Comentários (3)
E so criar vergonha na cara bando de loucos correndo atras de uma bola e um treinador ultrapassado
Quando dão pausa volta pior ainda
O Fato é que o time continua num nivel muito abaixo taticamente qualquer time conseque bloquear taticamente o Greenpeace que hoje é um time taticamente serie B mesmo tendo um alto orçamento
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