Foto: Eduardo Moura / ge
A noite de sábado poderia acabar com o Grêmio fora da zona de rebaixamento pela primeira vez no Campeonato Brasileiro. Mas a arrancada patinou em uma atuação novamente sem um "algo a mais", e a derrota por 1 a 0 para o Corinthians cravou o Tricolor no Z-4.
O time de Felipão dá mostras de estar mais organizado, mas ainda sem capacidade suficiente para ganhar os jogos. E quando percebe isso, se desequilibra totalmente.
Os dois lances mais emblemáticos da partida na Arena ocorreram depois do gol de Jô, aos 34 minutos do segundo tempo. Maicon levou um cartão amarelo por reclamação e logo depois foi expulso por Ricardo Marques Ribeiro. Perdeu a cabeça e inclusive deu um tapa no árbitro antes de ir para o vestiário.
Minutos depois, Diego Souza sofreu falta de Cássio fora da área. Ao se levantar, ficou indignado com a punição ao goleiro, que recebeu cartão amarelo. Pegou o objeto da mão de Marques e o apresentava com toda irritação.
Os dois são do núcleo experiente do vestiário do Grêmio, com 35 e 36 anos, respectivamente. O capitão Rafinha e Thiago Santos também discutiram bastante com a arbitragem. Deveriam dar o exemplo e segurar a onda no momento difícil, embora todos estejam sujeito a se perder.
A reclamação do Grêmio recaiu sobre as decisões de Ricardo Marques Ribeiro, especialmente na marcação da falta na origem do lance do gol de Jô. E a argumentação que lance semelhante não foi assinalado para o Tricolor em Rafinha, dentro da área adversária, ainda no primeiro tempo.
Atuação não encheu os olhos
Mas o Grêmio pouco fez para sair vitorioso da Arena. Não jogou mal, é verdade. Especialmente na primeira etapa, conseguiu ser uma equipe intensa, controlou o rival e mostrou uma faceta mais organizada mesmo com um time todo novo.
Villasanti foi titular ao lado de Thiago Santos, com Campaz como meia e Ferreira de volta ao time titular.
Quando vai avançando dentro do campo, porém, o Grêmio tem enormes dificuldades para levar perigo. Um chute cruzado de Campaz, já no finzinho da etapa inicial, até assustou.
Antes, abusou de cruzamentos, dois deles desperdiçados em boas chances com Ruan e Borja. Mas falta infiltração e capacidade para causar danos nos rivais.
"Jogamos uma partida idêntica ao Corinthians, bem equilibrada, posse mais ou menos igual. Tivemos uma imposição boa, marcação defensiva boa, falhamos no gol. Ainda nos falta uma parte final de criação, de mais chances de gol para fazermos os gols para uma vitória tranquila", reconheceu Felipão.
Ao mesmo tempo, o time conseguia trocar a bola e realizar uma transição menos quebrada. Também retomava a posse de bola com rapidez, muito por conta de Villasanti e Thiago Santos, ambos bem no jogo.
Dificuldade para entender o momento
O gol sofrido veio em uma bola parada com falhas da defesa, especialmente de Ruan e Gabriel Chapecó. Falta entender um pouco melhor o momento e transformar todos os jogos em decisões de Libertadores.
O jogo contra o Timão não era qualquer um. Tiraria o Grêmio da zona de rebaixamento após mais de 80 dias. Não resolveria o problema, mas daria uma tranquilidade para pavimentar o caminho.
Já antes, no entanto, era possível observar os jogadores tentando resolver muito rápido as jogadas ofensivas. Campaz e Borja tentaram chutes de longe sem perigo algum.
Inúmeros cruzamentos pararam nos bloqueios corintianos ou eram precipitados. No segundo tempo, o Tricolor não fez Cássio trabalhar.
O desempenho, portanto, ainda é insuficiente para adversários mais qualificados. E o Grêmio precisa pontuar muito no segundo turno do Brasileirão para deixar a zona de rebaixamento.
A derrota deixou o Grêmio com 16 pontos, na 17ª colocação, mas o América-MG, se vencer o Ceará neste domingo, ultrapassa o Tricolor. O elenco ganhou folga até quarta, já que o próximo jogo é contra o Ceará, dia 12, na Arena — o duelo com o Atlético-MG, que seria dia 5, foi adiado.
#gremio #imortal #tricolor #analise #brasileirao
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O time de Felipão dá mostras de estar mais organizado, mas ainda sem capacidade suficiente para ganhar os jogos. E quando percebe isso, se desequilibra totalmente.
Os dois lances mais emblemáticos da partida na Arena ocorreram depois do gol de Jô, aos 34 minutos do segundo tempo. Maicon levou um cartão amarelo por reclamação e logo depois foi expulso por Ricardo Marques Ribeiro. Perdeu a cabeça e inclusive deu um tapa no árbitro antes de ir para o vestiário.
Minutos depois, Diego Souza sofreu falta de Cássio fora da área. Ao se levantar, ficou indignado com a punição ao goleiro, que recebeu cartão amarelo. Pegou o objeto da mão de Marques e o apresentava com toda irritação.
Os dois são do núcleo experiente do vestiário do Grêmio, com 35 e 36 anos, respectivamente. O capitão Rafinha e Thiago Santos também discutiram bastante com a arbitragem. Deveriam dar o exemplo e segurar a onda no momento difícil, embora todos estejam sujeito a se perder.
A reclamação do Grêmio recaiu sobre as decisões de Ricardo Marques Ribeiro, especialmente na marcação da falta na origem do lance do gol de Jô. E a argumentação que lance semelhante não foi assinalado para o Tricolor em Rafinha, dentro da área adversária, ainda no primeiro tempo.
Atuação não encheu os olhos
Mas o Grêmio pouco fez para sair vitorioso da Arena. Não jogou mal, é verdade. Especialmente na primeira etapa, conseguiu ser uma equipe intensa, controlou o rival e mostrou uma faceta mais organizada mesmo com um time todo novo.
Villasanti foi titular ao lado de Thiago Santos, com Campaz como meia e Ferreira de volta ao time titular.
Quando vai avançando dentro do campo, porém, o Grêmio tem enormes dificuldades para levar perigo. Um chute cruzado de Campaz, já no finzinho da etapa inicial, até assustou.
Antes, abusou de cruzamentos, dois deles desperdiçados em boas chances com Ruan e Borja. Mas falta infiltração e capacidade para causar danos nos rivais.
"Jogamos uma partida idêntica ao Corinthians, bem equilibrada, posse mais ou menos igual. Tivemos uma imposição boa, marcação defensiva boa, falhamos no gol. Ainda nos falta uma parte final de criação, de mais chances de gol para fazermos os gols para uma vitória tranquila", reconheceu Felipão.
Ao mesmo tempo, o time conseguia trocar a bola e realizar uma transição menos quebrada. Também retomava a posse de bola com rapidez, muito por conta de Villasanti e Thiago Santos, ambos bem no jogo.
Dificuldade para entender o momento
O gol sofrido veio em uma bola parada com falhas da defesa, especialmente de Ruan e Gabriel Chapecó. Falta entender um pouco melhor o momento e transformar todos os jogos em decisões de Libertadores.
O jogo contra o Timão não era qualquer um. Tiraria o Grêmio da zona de rebaixamento após mais de 80 dias. Não resolveria o problema, mas daria uma tranquilidade para pavimentar o caminho.
Já antes, no entanto, era possível observar os jogadores tentando resolver muito rápido as jogadas ofensivas. Campaz e Borja tentaram chutes de longe sem perigo algum.
Inúmeros cruzamentos pararam nos bloqueios corintianos ou eram precipitados. No segundo tempo, o Tricolor não fez Cássio trabalhar.
O desempenho, portanto, ainda é insuficiente para adversários mais qualificados. E o Grêmio precisa pontuar muito no segundo turno do Brasileirão para deixar a zona de rebaixamento.
A derrota deixou o Grêmio com 16 pontos, na 17ª colocação, mas o América-MG, se vencer o Ceará neste domingo, ultrapassa o Tricolor. O elenco ganhou folga até quarta, já que o próximo jogo é contra o Ceará, dia 12, na Arena — o duelo com o Atlético-MG, que seria dia 5, foi adiado.
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